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China sinaliza abertura ao diálogo e bolsas reagem com otimismo

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Os principais índices acionários da China e de Hong Kong encerraram o pregão desta quarta-feira (9) em alta, impulsionados por um documento oficial divulgado por Pequim, que demonstra disposição para negociações com os Estados Unidos após a imposição de tarifas de 104% sobre produtos chineses. Além disso, as promessas do governo chinês de apoio ao mercado interno contribuíram para a recuperação das bolsas.

O índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, chegou a operar em queda, mas reverteu o movimento e fechou com valorização de 0,99%, aos 3.686 pontos. Já o índice SSEC, da Bolsa de Xangai, avançou 1,31%, encerrando aos 3.186 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,68%, atingindo 20.264 pontos.

Em comunicado oficial, o governo chinês afirmou que tomará “medidas resolutas e eficazes” para proteger seus direitos e interesses diante das novas tarifas impostas pela gestão do presidente norte-americano, Donald Trump. O mesmo documento ressaltou que Pequim está aberta ao diálogo com Washington para resolver divergências, classificadas como normais entre as duas maiores economias do mundo.

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“Os ativos de risco se recuperaram com a publicação de um documento que sugere abertura da China ao diálogo – embora isso ainda não represente uma confirmação de que negociações estejam em andamento. Isso indica que novos ruídos nas manchetes são inevitáveis”, destacaram analistas do Citi em nota ao mercado.

Segundo informações da Reuters, os principais líderes do governo chinês devem se reunir ainda nesta quarta-feira para discutir novas medidas voltadas ao estímulo econômico e à estabilização dos mercados de capitais. A Bolsa de Xangai também informou que as maiores corretoras do país se comprometeram a colaborar na estabilização dos preços das ações domésticas, enquanto diversas empresas listadas anunciaram planos de recompra de ações.

Com a intensificação da disputa comercial, investidores passaram a direcionar recursos para setores considerados estratégicos na busca da China por maior autonomia tecnológica. Como resultado, as ações do setor de semicondutores subiram 5,3%, enquanto papéis ligados à inteligência artificial registraram alta de 3,4%.

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Confira o desempenho dos principais índices asiáticos nesta quarta-feira:

  • Tóquio (Nikkei): queda de 3,9%, aos 31.714 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): alta de 0,68%, aos 20.264 pontos
  • Xangai (SSEC): alta de 1,31%, aos 3.186 pontos
  • Shenzhen/Xangai (CSI300): alta de 0,99%, aos 3.686 pontos
  • Seul (Kospi): queda de 1,74%, aos 2.293 pontos
  • Taiwan (Taiex): recuo de 5,79%, aos 17.391 pontos
  • Cingapura (Straits Times): queda de 2,18%, aos 3.393 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): recuo de 1,80%, aos 7.375 pontos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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UFV lidera projeto de melhoramento genético participativo de pimentas para fortalecer a agricultura sustentável em Minas Gerais

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A Universidade Federal de Viçosa (UFV), por meio de uma equipe coordenada pelo professor Dr. Agustin Zsögön, está desenvolvendo um projeto inovador que busca fortalecer a agricultura sustentável em Minas Gerais por meio do melhoramento genético participativo de pimentas. A iniciativa integra o Programa Participa Minas – Edital nº 01/2024 e tem como foco a construção conjunta de soluções entre pesquisadores e agricultores familiares.

O projeto pretende selecionar e desenvolver variedades de pimentas mais adaptadas às diferentes condições de cultivo da Zona da Mata mineira, promovendo ganhos de produtividade, sustentabilidade, segurança alimentar e geração de renda para os produtores rurais.

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Agricultores participam diretamente da pesquisa

Um dos diferenciais da iniciativa é a participação ativa dos agricultores em diversas etapas do processo de pesquisa. O modelo de melhoramento genético participativo permite que produtores e pesquisadores definam conjuntamente as prioridades de seleção das variedades, considerando características de interesse econômico, agronômico e comercial.

O projeto será desenvolvido em dez propriedades rurais localizadas nos municípios de Viçosa, Guaraciaba, Muriaé, Barão de Monte Alto, Raul Soares e Espera Feliz, envolvendo agricultores orgânicos vinculados ao Sistema Participativo de Garantia (SPG) Floriô.

Segundo os pesquisadores, a diversidade geográfica das áreas participantes permitirá avaliar o desempenho dos materiais genéticos em diferentes ambientes de produção, ampliando as possibilidades de adaptação das futuras cultivares.

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Ciência e tecnologia impulsionam o desenvolvimento de novas variedades

O trabalho envolve o cultivo e avaliação de variedades comerciais e acessos provenientes do Banco de Germoplasma de Hortaliças da UFV e da Embrapa Hortaliças. Os materiais serão submetidos a análises agronômicas, fisiológicas, metabólicas e genéticas para identificar características de interesse para os agricultores e para o mercado.

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Entre os parâmetros avaliados estão produtividade, crescimento das plantas, qualidade dos frutos, resistência a condições adversas, eficiência fisiológica, composição nutricional e presença de compostos responsáveis pela pungência das pimentas.

A equipe também utilizará técnicas modernas de genotipagem por sequenciamento para identificar variedades promissoras e compreender melhor a diversidade genética existente nos materiais avaliados.

Capacitação e transferência de conhecimento

Além da pesquisa científica, o projeto prevê uma ampla agenda de capacitação voltada para agricultores, estudantes e profissionais das ciências agrárias. Serão realizados cursos presenciais e online abordando temas como melhoramento genético participativo, produção de sementes, avaliação de cultivares, manejo sustentável e coleta de dados em campo.

O projeto também terá uma vertente formativa, envolvendo estudantes de graduação em Agronomia da UFV em atividades de pesquisa, extensão e interação direta com agricultores. A participação dos estudantes proporcionará experiência prática em melhoramento genético, coleta e análise de dados em campo, produção de sementes e avaliação de cultivares, além de ampliar o contato com os desafios reais da produção agrícola e com os processos de construção conjunta do conhecimento entre universidade e produtores rurais.

A proposta busca fortalecer a autonomia dos produtores e ampliar o acesso às tecnologias de inovação agrícola, promovendo a formação de uma rede regional de conhecimento voltada ao desenvolvimento sustentável.

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Agricultura sustentável e preservação da biodiversidade

De acordo com o projeto, um dos objetivos centrais é promover sistemas produtivos mais resilientes e ambientalmente responsáveis. A iniciativa pretende incentivar o uso sustentável dos recursos genéticos vegetais, ampliar a biodiversidade agrícola e reduzir a dependência de insumos externos.

A expectativa é que as variedades selecionadas apresentem melhor adaptação às condições locais e de cultivo, maior resistência a pragas e doenças e melhor desempenho produtivo, contribuindo para a sustentabilidade econômica e ambiental das propriedades rurais.

Resultados devem beneficiar produtores e consumidores

Entre os resultados esperados estão o desenvolvimento de novas variedades de pimentas com características superiores de produtividade, qualidade e adaptação regional, além do fortalecimento da participação dos agricultores nos processos de inovação tecnológica.

O projeto também prevê impactos positivos na geração de renda, segurança alimentar e fortalecimento da agricultura familiar, criando oportunidades para a diversificação produtiva e agregação de valor nas propriedades rurais mineiras.

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Divulgação dos resultados e fortalecimento da extensão rural

Os conhecimentos gerados serão compartilhados por meio de artigos científicos, cartilhas técnicas, cursos, workshops, eventos presenciais e plataformas digitais. A estratégia busca ampliar o acesso às informações e aproximar ainda mais a universidade das comunidades rurais.

Ao unir ciência, extensão rural e participação dos agricultores, o projeto coordenado pela UFV reforça o papel da pesquisa pública na construção de uma agricultura mais sustentável, inovadora e adaptada aos desafios do campo em Minas Gerais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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