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Chuvas de março renovam expectativas para a safra de algodão 2024/2025 na Bahia

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O retorno das chuvas ao final de março, após um período de veranicos no Oeste da Bahia, trouxe maior confiança para os produtores de algodão do estado. De acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a colheita da safra 2024/2025 deve ter início por volta da segunda quinzena de maio, no cerrado baiano. A Bahia, que ocupa a posição de segundo maior produtor nacional da fibra, deve alcançar uma produção estimada em 787,6 mil toneladas de algodão em pluma, cultivadas em uma área de 413 mil hectares. A região Oeste concentra quase 99% dessa produção, enquanto o restante está distribuído pelo Sudoeste do estado.

Se as projeções forem confirmadas, a safra baiana registrará um crescimento de aproximadamente 14% em relação ao ciclo anterior (2023/2024), quando a produção totalizou 691,3 mil toneladas. No entanto, a produtividade ainda depende das condições climáticas nos próximos meses. Atualmente, cerca de um terço das lavouras no cerrado baiano estão sob sistema de irrigação, o que, segundo a Abapa, contribui para mitigar os riscos climáticos.

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Durante o mês de março, o estresse hídrico impactou algumas áreas da região, e os produtores aguardam a continuidade das chuvas em abril para confirmar as estimativas divulgadas pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados. “As chuvas recentes ajudam a reduzir um pouco as preocupações sobre os efeitos dos veranicos na produção. O algodão é uma cultura de ciclo longo e resiliente à estiagem. No entanto, o Oeste baiano é uma região vasta, com áreas de características distintas, tornando difícil fazer generalizações”, avalia a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.

Ainda de acordo com a dirigente, cerca de 60% da produção prevista para a Bahia já foi comercializada, garantindo um cenário positivo para os produtores, apesar dos desafios climáticos que marcaram o início da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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