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Chuvas regulares no Nebraska reduzem uso de irrigação e elevam expectativa de produtividade

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As chuvas consistentes registradas na safra 2025 no estado de Nebraska, nos Estados Unidos, reduziram drasticamente a necessidade de irrigação nas lavouras locais. A constatação foi feita pela equipe da série América Clima e Mercado, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), que percorreu a região nesta quinta-feira (14).

Durante as visitas, técnicos e consultores avaliaram as condições do solo, as estratégias de manejo e os desafios enfrentados pelos agricultores, muitos deles semelhantes aos de áreas arenosas de Mato Grosso.

Menos irrigação e maior cuidado com a fertilidade do solo

Na cidade de Spalding, o produtor Brent Tenopir, proprietário da Fazenda JSMM, relatou que os pivôs de irrigação quase não foram utilizados nesta safra devido ao alto volume de chuvas. O desafio, segundo ele, tem sido repor o nitrogênio perdido.

A propriedade mantém um programa anual de análise e correção de solo, com uso de esterco proveniente do confinamento para devolução de nutrientes. “O manejo é feito há dez anos e garante aplicação precisa de nitrogênio conforme a necessidade de cada talhão. O problema maior está nas áreas arenosas, onde se forma uma camada compactada que reduz a infiltração da água. Estamos buscando soluções para melhorar a retenção hídrica nessas áreas”, explicou Tenopir.

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Uniformidade no desenvolvimento da soja

O consultor da Aprosoja MT, Táimon Semler, destacou que a soja apresentou desenvolvimento homogêneo, inclusive em áreas de bordadura — onde normalmente a produtividade é até 35% menor. Este ano, a expectativa é de resultados muito próximos aos das áreas irrigadas.

Segundo Semler, a adoção do plantio direto sobre palha de milho e centeio contribuiu para preservar a umidade, proteger a estrutura do solo e manter um teor elevado de matéria orgânica. “Essa técnica funciona como um tampão contra variações climáticas, permitindo um desenvolvimento mais equilibrado da cultura”, ressaltou.

Práticas adaptadas para solos arenosos

Ainda conforme Semler, o manejo adotado no Nebraska é semelhante ao já consolidado em algumas regiões do Brasil, especialmente no uso de cobertura vegetal para manter a qualidade do solo. Além da palha de milho e do centeio, o solo da região também apresenta maior teor de silte, o que proporciona suporte adicional para a cultura da soja.

Semelhanças e diferenças com Mato Grosso

O diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, avaliou que, apesar das diferenças de clima e relevo, Nebraska e Mato Grosso compartilham desafios relacionados à estrutura do solo.

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“Em áreas com baixo teor de argila, mesmo com irrigação, há limitações de produtividade. Isso reforça a importância de investir em manejo específico e pesquisas voltadas para as características de cada talhão”, afirmou Bertuol.

Próxima parada: Kansas

A série América Clima e Mercado seguirá nesta sexta-feira (15) para o estado do Kansas, onde a equipe continuará o monitoramento das lavouras e as análises de produtividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feijão tem oferta apertada após quebra histórica da 2ª safra e mercado segue firme no Brasil

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O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana com cenário de oferta restrita, especialmente para os grãos de melhor qualidade, o que manteve sustentação nas cotações do feijão carioca. Apesar disso, a liquidez permaneceu baixa, com compradores já abastecidos e atuando apenas em reposições pontuais para o consumo imediato.

Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente segue marcado pela escassez de feijões extras, com notas 9 e 9,5, que praticamente desapareceram do mercado ao longo da semana, fator que continua sustentando os preços mesmo sem um volume relevante de negócios.

Oferta concentrada e impacto climático reduzem disponibilidade

A oferta de feijão de maior qualidade segue concentrada principalmente em Minas Gerais e Goiás, enquanto o Paraná ainda sente fortemente os impactos climáticos sobre produtividade e padrão dos grãos.

A revisão da segunda safra 2025/26 confirmou um cenário de forte retração, com queda de 38,3% na produção paranaense e recuo de 14,93% na produção nacional, consolidando um quadro de aperto estrutural na oferta do produto.

De acordo com o analista Evandro Oliveira, a entrada da terceira safra ainda não é suficiente para mudar o cenário de abastecimento.

“A terceira safra iniciou a colheita em áreas irrigadas de Minas Gerais, Goiás e Bahia, porém com volumes ainda insuficientes para alterar o abastecimento”, destaca.

Mercado do feijão carioca segue firme com negócios seletivos

O feijão carioca encerrou a semana com preços nominais e forte seletividade nas negociações. Produtores seguem resistentes às ofertas mais baixas, enquanto compradores priorizam apenas reposições pontuais.

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A combinação entre oferta limitada de grãos superiores e demanda ainda seletiva mantém o mercado em um patamar de firmeza, especialmente para os lotes de melhor qualidade.

Segundo Oliveira, o comportamento do consumo será determinante no curto prazo.

“A evolução do consumo seguirá determinando a velocidade dos negócios, mas os fundamentos continuam favoráveis à manutenção de um mercado estruturalmente firme no curto e médio prazo”, afirma.

Feijão preto tem baixa liquidez e consumo enfraquecido

No mercado do feijão preto, o cenário foi de baixa movimentação ao longo da semana, com liquidez reduzida e consumidores atuando de forma cautelosa.

Comerciantes e empacotadores permanecem abastecidos e realizam apenas compras pontuais para reposição de estoques, o que limita a recuperação dos preços no curto prazo. Do lado da oferta, produtores seguem resistentes às indicações mais baixas praticadas pelo mercado.

As referências de preços permaneceram praticamente estáveis, sem força para uma reação consistente.

“As referências de preços oscilaram pouco, refletindo um mercado praticamente nominal e sem força para estabelecer recuperação consistente”, avalia o analista da Safras & Mercado.

Oferta menor sustenta fundamentos, mas demanda freia reação

Apesar do cenário de preços estáveis e baixa liquidez, os fundamentos de médio prazo indicam um ambiente mais apertado para o feijão no Brasil.

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A forte redução da segunda safra, especialmente no Paraná, somada ao recuo da produção nacional, reforça a tendência de menor disponibilidade ao longo do segundo semestre.

No entanto, a demanda ainda fraca tem neutralizado parte desse efeito, atrasando uma possível recomposição mais forte dos preços.

Perspectiva para o mercado de feijão no Brasil

O mercado segue atento ao comportamento da indústria, do varejo e da reposição de estoques, fatores que devem definir os próximos movimentos de preços.

Caso haja retomada do consumo, os grãos de melhor qualidade tendem a liderar um eventual movimento de valorização, sustentados pela oferta reduzida e pelos riscos estruturais ainda presentes na produção nacional.

“Caso o consumo apresente recuperação consistente, os lotes de melhor qualidade tendem a liderar eventual movimento de valorização das cotações nacionais”, conclui Evandro Oliveira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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