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Clima favorece crescimento de aveia e trigo forrageiro no Rio Grande do Sul

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O rebrote das pastagens nativas no Rio Grande do Sul começou de forma lenta, com baixo valor nutricional, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. Em contrapartida, as pastagens cultivadas de inverno, especialmente o trigo forrageiro semeado no início de abril, apresentam boa capacidade de rebrote para pastejo.

Geadas impactam áreas de pastagem e potencial produtivo em diversas regiões

Áreas que sofreram sobrepastejo ou falhas no manejo da lotação perderam produtividade e apresentam maior risco de plantas invasoras. Em Bagé, mesmo com geadas localizadas, houve retomada do crescimento das pastagens cultivadas. Já em Santa Rosa, as geadas prejudicaram o rebrote do campo nativo e de espécies importantes para forragem.

Novas variedades e manejo sustentável para melhorar o vazio forrageiro

Evento em Hulha Negra reuniu Emater/RS-Ascar, Secretaria de Desenvolvimento Rural e Embrapa para apresentar novas variedades de forrageiras voltadas ao período de vazio forrageiro de outono-inverno. Em Caxias do Sul, o manejo com fogo prescrito foi iniciado para renovar pastagens nativas, enquanto a aveia se destaca em sistemas de integração lavoura-pecuária.

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Desenvolvimento das forrageiras nas principais regiões do Rio Grande do Sul
  • Erechim: Alternância entre sol e chuva favorece a rebrota das forrageiras cultivadas. Cultivares da Embrapa para silagem de inverno, como trigos BRS Reponte e BRS Entressafras e triticale BRS Zênite, são utilizadas. Geadas anteciparam colheita em lavouras mais precoces para preservar o valor nutritivo.
  • Frederico Westphalen e Soledade: Bom desenvolvimento das áreas de verão com sobressemeadura e início do pastejo em azevém, mesmo fora do ponto ideal.
  • Ijuí: Excelente crescimento das espécies de inverno, com sobra de forragem e perspectivas positivas para trigo, triticale e aveia-branca na fase reprodutiva para silagem.
  • Passo Fundo: Geadas pontuais afetaram azevém e aveia, mas a maioria das espécies de inverno cresceu bem. Trigo para silagem está na fase vegetativa, com fungicidas aplicados para controle de ferrugem.
  • Pelotas e Porto Alegre: Pelotas registra bom rebrote nas pastagens cultivadas de inverno, enquanto Porto Alegre enfrenta dificuldades pelo excesso de umidade, que prejudicou pastagens e o pastejo.
  • Santa Maria: Pastagens implantadas tardiamente cresceram bem, com recuperação de áreas afetadas por geadas. O triticale para silagem apresenta bom desempenho.
  • Santa Rosa: Geadas prejudicaram o rebrote do campo nativo e forrageiras diversas, mas o azevém mantém boa população, auxiliando na oferta de forragem no sistema de integração lavoura-pecuária.
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Produtores iniciam preparo para semeadura de milho para silagem

Com foco na próxima safra, os agricultores gaúchos começaram o preparo do solo para a semeadura do milho destinado à silagem, essencial para garantir a oferta de forragem no período de escassez.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea

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Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.

O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.

Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso

De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.

O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.

Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.

Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.

Preço mínimo para cobrir os custos

Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.

Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.

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O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.

Soja também terá aumento nos custos de produção

Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.

Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.

Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:

  • Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
  • Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.

Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.

As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.

Crédito restrito preocupa produtores

Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.

Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.

Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.

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Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.

Algodão apresenta redução nos custos

Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.

O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.

A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:

  • Manutenção de máquinas e equipamentos;
  • Operações mecanizadas;
  • Defensivos agrícolas.

Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.

Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas

Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.

Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.

Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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