AGRONEGOCIOS
CNA alerta produtores sobre datas do vazio sanitário e semeadura da soja para a safra 2025/2026
AGRONEGOCIOS
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacou a importância da definição oficial das datas do vazio sanitário e do calendário de semeadura da soja para a safra 2025/2026. As normas, divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), são essenciais para o planejamento dos produtores e para a adoção de medidas fitossanitárias que contribuem para o controle da ferrugem asiática da soja.
Publicação das normas
As regras foram oficializadas na última segunda-feira (5), por meio da Portaria SDA/MAPA nº 1.271/2025, publicada no Diário Oficial da União. O documento estabelece os períodos em que não é permitida a presença de plantas vivas de soja no campo (vazio sanitário) e os prazos autorizados para a semeadura da cultura em cada estado e região produtora.
Objetivo do vazio sanitário
De acordo com o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, o vazio sanitário é uma medida fundamental para a prevenção da ferrugem asiática, uma das principais doenças que afetam a cultura da soja no Brasil.
“Essas medidas são importantes para interromper a chamada ponte verde entre as safras, que é justamente o que permite a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática da soja no período de entressafra”, explica.
Durante esse intervalo, é proibida a existência de plantas vivas de soja — mesmo aquelas chamadas “voluntárias” — com o intuito de interromper o ciclo da doença e reduzir sua incidência na próxima safra.
Calendário de semeadura
O calendário de semeadura, por sua vez, determina o período permitido para o início e o fim do plantio da soja nas regiões produtoras. Essa definição é essencial para garantir a eficiência do manejo fitossanitário e reduzir a pressão de doenças no campo.
Construção participativa das datas
Tiago Pereira ressalta que tanto o calendário do vazio sanitário quanto o da semeadura são elaborados de forma técnica e colaborativa. Participam do processo as Secretarias Estaduais de Agricultura, entidades do setor agropecuário e os órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal.
As instituições podem sugerir alterações até 31 de dezembro do ano anterior à safra. Essas propostas devem ser tecnicamente justificadas, levando em conta fatores como:
- Condições climáticas da região;
- Estratégias de manejo da ferrugem asiática;
- Impactos sobre culturas cultivadas em sucessão.
Após a análise técnica nos estados, as propostas são encaminhadas ao Ministério da Agricultura, que oficializa o calendário por meio de portaria.
Importância da colaboração regional
“É importante reforçar que o processo é técnico e colaborativo. A participação das Federações e instituições estaduais é fundamental para garantir que os calendários reflitam a realidade produtiva de cada região, sem comprometer a sanidade das lavouras”, conclui Pereira.
Consulta aos calendários
As datas completas, com todas as subdivisões regionais e especificações por estado, estão disponíveis na Portaria SDA/MAPA nº 1.271/2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Mapa participa de evento que celebrou os dez anos do Programa Rural Sustentável
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, em Brasília, do evento “Programa Rural Sustentável: Aprendizados de 10+ anos de implementação”, promovido pelo Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID). O encontro reuniu representantes de instituições públicas, organismos internacionais e parceiros estratégicos para debater os resultados, as lições aprendidas e as contribuições do Programa Rural Sustentável (PRS) para o desenvolvimento sustentável da agropecuária brasileira.
Durante o evento, representantes do Mapa apresentaram a palestra “Ampliação de escala e disseminação de práticas produtivas sustentáveis – Aplicando as lições aprendidas do PRS ao futuro de outros projetos e políticas públicas”. A apresentação abordou estratégias para ampliar a adoção de tecnologias e sistemas produtivos sustentáveis, com base nas experiências acumuladas ao longo da implementação do programa.
Ao longo de mais de uma década, o PRS tem contribuído para a adoção de práticas agropecuárias de baixa emissão de carbono, o fortalecimento da assistência técnica e extensão rural e a inclusão produtiva de pequenos e médios produtores. As iniciativas desenvolvidas pelo programa abrangem biomas estratégicos, como Amazônia, Cerrado e Caatinga, e apresentam sinergias com as diretrizes do Plano ABC+, principal política pública brasileira voltada à adaptação às mudanças climáticas e à redução das emissões de gases de efeito estufa na agropecuária.
O evento também proporcionou um espaço para avaliação dos resultados alcançados pelo programa, troca de experiências entre instituições parceiras e discussão de estratégias para ampliar a escala de soluções sustentáveis voltadas ao desenvolvimento rural.
A programação contou com a participação de representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra), de instituições executoras, organizações socioprodutivas, especialistas, beneficiários e parceiros estratégicos.
Informações à imprensa
[email protected]

