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CNA discute política para fortalecer a produção de borracha natural no Brasil

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na última quinta-feira (27), de uma reunião da Câmara Setorial de Borracha Natural, promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O encontro teve como pauta a construção da Política Nacional de Fomento da Borracha Natural Brasileira (PNFBNB) e os impactos da inclusão do produto na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec) do Mercosul.

Desde 2020, a CNA divulga mensalmente um índice de referência para a importação da borracha natural. Em 2023, a entidade solicitou à Câmara de Comércio Exterior (Camex) o aumento da alíquota de importação do produto de 3,2% para 22%. Atualmente, a taxa está fixada em 10,8%.

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Silvicultura da CNA, Antônio Ginack, a inclusão da borracha na Letec foi resultado de uma mobilização intensa junto à Camex. “Na época, pleiteávamos uma alíquota de 22% para equalizar o mercado e recuperar a competitividade do setor. No entanto, a taxa foi reajustada de 3,2% para 10,8%, e segue vigente até agosto de 2025”, explicou.

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Durante a reunião, também foram debatidos os principais desafios e oportunidades para a cadeia produtiva da borracha natural, além da análise das importações do produto e de pneus nos últimos anos.

Outro ponto de destaque foi a discussão sobre a Política Nacional de Fomento da Borracha Natural Brasileira, que está em desenvolvimento no Ministério da Agricultura e visa impulsionar a cadeia produtiva e agregar mais valor à borracha nacional.

O encontro também abordou aspectos políticos e econômicos que impactam a heveicultura no Brasil e no mundo. A reunião contou com a presença da coordenadora de Produção Agrícola da CNA, Ana Lígia Lenat, e da assessora técnica da entidade, Eduarda Lee.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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