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Colheita de arroz avança em Santa Catarina, mas crise de preços pressiona produtores

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A colheita da safra 2025/26 de arroz em Santa Catarina avança, mas sob forte pressão econômica para o setor. Mesmo com bons níveis de produtividade, a combinação de preços em queda e custos elevados tem reduzido a rentabilidade dos produtores e gerado preocupação em toda a cadeia.

Colheita atinge 60% da área e produção recua

De acordo com estimativas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, cerca de 60% dos aproximadamente 143 mil hectares plantados já foram colhidos até a segunda quinzena de março.

A produtividade média está próxima de 8,5 toneladas por hectare, com produção estimada em cerca de 1,2 milhão de toneladas. Os números representam queda de aproximadamente 5% na produtividade e de 6,1% no volume total em relação à safra anterior, que foi recorde no estado.

Queda nos preços e custos elevados pressionam rentabilidade

Apesar de os indicadores ainda estarem entre os melhores dos últimos anos, o cenário atual é marcado por uma crise no mercado do arroz, com recuo nos preços e manutenção de custos elevados de produção.

Segundo o Sindicato das Indústrias do Arroz de Santa Catarina, o resultado é um ambiente de rentabilidade pressionada, que preocupa produtores e indústrias e acende alerta para o planejamento da próxima safra.

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O presidente da entidade, Walmir Rampinelli, destaca que os produtores enfrentaram altos custos para manter a qualidade da produção, mas encontram dificuldades na comercialização. Segundo ele, os preços atuais não compensam o investimento realizado no campo.

Produtividade segue elevada com destaque para cultivares

De acordo com a Epagri, a safra deve ficar na média das mais produtivas dos últimos três anos.

O engenheiro agrônomo Douglas George de Oliveira ressalta o bom desempenho da cultivar SCSBRS126 Dueto, que vem se destacando pelo alto potencial produtivo na região.

Em propriedades como a do agricultor Samuel Silveira Zanoni, a produtividade também foi positiva, com estimativa de cerca de 195 sacas por hectare em uma área de 120 hectares nos municípios de Nova Veneza e Forquilhinha.

Custos com insumos seguem como principal desafio

Apesar dos bons resultados no campo, os produtores enfrentaram aumento significativo nos custos, especialmente com defensivos agrícolas e fertilizantes, utilizados no controle de plantas daninhas e na manutenção da lavoura.

Esse cenário tem impactado diretamente a margem de lucro e aumentado a preocupação com a sustentabilidade econômica da atividade.

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Produtores relatam pressão psicológica durante a safra

Além dos desafios financeiros, produtores relatam impacto emocional ao longo do ciclo produtivo. A queda contínua nos preços durante o desenvolvimento da lavoura trouxe insegurança e desmotivação.

Segundo relatos do setor, o contraste entre o bom desempenho produtivo e a baixa remuneração no momento da venda tem sido um dos principais fatores de desgaste para os agricultores.

Safra 2026/27 pode ter redução de investimentos

O cenário atual já influencia o planejamento da próxima safra. Caso os preços do arroz permaneçam em níveis baixos e os custos sigam elevados, há risco de redução nos investimentos para o ciclo 2026/27.

Especialistas da Epagri alertam que a combinação entre aumento nos custos de insumos, como fertilizantes e diesel, e a descapitalização dos produtores pode comprometer o desempenho da próxima safra.

Perspectiva: setor busca equilíbrio diante da crise

Diante desse contexto, o setor arrozeiro de Santa Catarina enfrenta o desafio de equilibrar produtividade elevada com rentabilidade sustentável. A evolução dos preços e dos custos de produção será determinante para definir o nível de investimento e o desempenho da safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula recebe Mariangela Hungria e celebra reconhecimento internacional da ciência brasileira

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28) a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, para parabenizá-la por ter sido eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e pelo recebimento do World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura”.

Durante o encontro, o ministro destacou o orgulho do país pela projeção internacional alcançada pela cientista e pela contribuição de sua trajetória para a ciência brasileira e mundial.

“Para todos nós, brasileiros, é motivo de orgulho ver alguém do nosso país chegar a um nível de reconhecimento internacional como o que você alcançou. Isso não é pouca coisa. Para dimensionar, é quase como uma Copa do Mundo. É uma conquista que projeta o país. Nós temos muito orgulho de tudo o que você representa, de toda a trajetória que construiu e da forma como elevou o nome da ciência brasileira”, declarou o ministro.

Mariangela Hungria recebeu, em outubro de 2025, nos Estados Unidos, o World Food Prize em reconhecimento a mais de quatro décadas de pesquisas voltadas ao uso de microrganismos capazes de substituir fertilizantes químicos na agricultura. As tecnologias desenvolvidas pela cientista estão presentes hoje em cerca de 85% das lavouras de soja do Brasil, reduzindo custos de produção e ampliando a sustentabilidade no campo. A pesquisadora estava acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

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Segundo a pesquisadora, a homenagem internacional representa também o trabalho acumulado ao longo de décadas pela ciência brasileira. “O reconhecimento que estou recebendo hoje não é um reconhecimento pessoal. É um reconhecimento da Embrapa e da ciência brasileira. Eu apenas carrego essa bandeira”, afirmou.

Mariangela destacou ainda que a base científica construída ao longo de mais de 40 anos foi fundamental para consolidar o uso de bioinsumos na agricultura brasileira. “Quando muitos apostavam apenas em fertilizantes químicos, nós já defendíamos outro caminho. Hoje existe uma base de dados robusta construída ao longo de décadas. Inovação precisa ser sólida e baseada em evidências”, explicou.

Em abril de 2026, Mariangela Hungria foi incluída na lista TIME100, que reúne as cem personalidades mais influentes do mundo. A pesquisadora foi destacada na categoria “Pioneiros”, dedicada a líderes responsáveis por avanços científicos e tecnológicos com impacto global. Seu trabalho com microrganismos capazes de fixar nitrogênio no solo permite reduzir o uso de fertilizantes químicos e gerar economia bilionária anual para a agricultura brasileira.

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Além do World Food Prize, a cientista também recebeu outras homenagens recentes, como o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2025, e condecorações como a Medalha de Mérito Apolônio Salles, concedida pelo Ministério da Agricultura, e a Ordem do Pinheiro, maior honraria do estado do Paraná.

Há mais de quatro décadas na  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Mariangela Hungria é membro da Academia Brasileira de Ciências e reconhecida em rankings internacionais de impacto científico nas áreas de microbiologia e fitotecnia. Seu trabalho é referência no desenvolvimento de tecnologias biológicas voltadas para uma agricultura mais produtiva e de baixo carbono.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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