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Colheita de café se aproxima do fim no Brasil enquanto mercado global reage ao tarifaço dos EUA

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Semana de volatilidade nas bolsas internacionais

O mercado internacional de café encerrou a semana com forte volatilidade nas Bolsas de Nova York (arábica) e Londres (robusta). O movimento foi impulsionado pela tentativa dos agentes de assimilarem a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre as importações de café brasileiro, em vigor desde 6 de agosto.

Negociações seguem em andamento entre entidades brasileiras e norte-americanas, buscando incluir o café na lista de exceções à medida.

  • Brasil e EUA: relação estratégica no comércio do café
  • Brasil: maior produtor e exportador mundial de café e principal fornecedor para os Estados Unidos.
  • EUA: maior consumidor global e destino de 15% a 20% do café brasileiro.
  • Participação brasileira no mercado americano: cerca de 30% de todas as compras de café dos EUA.
Impactos do tarifaço
  • No curto prazo:
    • Pressão altista nos preços devido à ruptura no comércio entre os dois países.
    • Compradores americanos buscam alternativas de oferta, pagando mais caro.
    • Estoques certificados em queda reforçam cenário de escassez no curto prazo.
  • No longo prazo:
    • Possível redução da demanda nos EUA caso o preço ao consumidor final suba demais.
    • Cenário potencialmente negativo para as cotações futuras.
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Desempenho semanal nas bolsas
  • Nova York (arábica setembro): alta de 0,7% entre 31/07 e 07/08, passando de 295,80 para 297,80 centavos de dólar/lb.
  • Londres (robusta setembro): alta acumulada de 0,5% no mesmo período.

Na manhã desta sexta-feira (08/08), por volta das 11h, NY e Londres operavam com valorização em torno de 3%.

Mercado físico brasileiro mantém cautela
  • Arábica bebida boa – Sul de Minas: estável em R$ 1.810,00/saca (base compra).
  • Conilon tipo 7 – Vitória (ES): queda de 1,5% na semana, a R$ 1.000,00/saca.

Dólar comercial: recuo de 3,2% nos últimos sete dias, fator de pressão baixista sobre as cotações internas.

Colheita entra na reta final

Segundo levantamento da Safras & Mercado, até 06/08:

  • Geral: 94% da safra 2025/26 já colhida, avanço de 4 pontos percentuais na semana.
  • Desempenho acima do registrado em 2024 (92%) e da média dos últimos 5 anos (89%).

Por tipo de café:

  • Conilon/robusta: 99% colhido, praticamente encerrado. Resultado alinhado a 2024 e acima da média de 98%.
  • Arábica: 91% colhido, avanço de 6 pontos percentuais na semana. Superior a 2024 (88%) e à média histórica (84%).
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Apesar do bom ritmo, produtores de arábica relatam quebra de renda nesta reta final, indicando frustração com o desempenho da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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