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Haddad reafirma projeção de crescimento do PIB apesar de revisão do Banco Central

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira que não há motivo para revisar a estimativa de crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, mesmo após o Banco Central ter reduzido suas projeções para o indicador.

“Continuamos com a previsão de crescimento da economia brasileira conforme estabelecido na Lei Orçamentária”, declarou Haddad durante entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda. Ele reiterou a confiança do governo em um crescimento acima de 2%, ressaltando que cada instituição adota metodologias próprias para suas projeções. “Os dois órgãos são muito sérios e têm total liberdade para fazer seus prognósticos. No entanto, previsões econômicas são sempre aproximações.”

O ministro destacou ainda que as estimativas da Fazenda têm demonstrado aderência à realidade econômica do país.

Na manhã desta quinta-feira, o Banco Central revisou sua projeção de crescimento econômico do Brasil para 2025, reduzindo-a de 2,1% para 1,9%. A pesquisa Focus mais recente, que reflete a opinião do mercado, aponta uma previsão de crescimento de 1,98% para o próximo ano.

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Indagado sobre críticas de integrantes do governo ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, Haddad negou qualquer desalinhamento entre suas declarações e as do dirigente da autarquia. Mais cedo, Galípolo afirmou que, desde 2024, tem exercido um papel mais ativo nas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) e enfatizou que as últimas resoluções do colegiado têm sido tomadas por unanimidade. “Nosso objetivo comum é cumprir o novo regime de metas”, pontuou Haddad.

Sobre as declarações do vice-presidente Geraldo Alckmin, que sugeriu a exclusão dos preços de alimentos e energia do cálculo da inflação, Haddad explicou que o Banco Central já adota esse tipo de análise em seus relatórios.

“Quem calcula a inflação é o IBGE, seguindo uma metodologia consagrada. O Banco Central, por sua vez, avalia os núcleos de inflação e frequentemente desconsidera a volatilidade de determinados preços. Essa análise já leva em conta fatores sazonais e impactos de choques externos, como condições climáticas”, concluiu o ministro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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