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Colheita de soja no Paraná avança para 20%, mas preços recuam no mercado interno
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Colheita de soja no Paraná atinge 20% da área cultivada
A colheita da soja segue em ritmo acelerado no Paraná, alcançando 20% da área plantada, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Na última semana, cerca de 347 mil hectares foram colhidos, avanço expressivo em relação aos 14% registrados anteriormente. A região oeste do Estado lidera os trabalhos no campo, representando cerca de 18% dos 5,78 milhões de hectares semeados na safra 2025/26.
Produção paranaense deve ultrapassar 22 milhões de toneladas
O Deral estima que o Paraná produza mais de 22 milhões de toneladas de soja nesta temporada, consolidando o Estado como o segundo maior produtor do país, com cerca de 13% da produção nacional.
No cenário brasileiro, a safra 2025/26 é projetada em 176 milhões de toneladas, número que, se confirmado, representará novo recorde histórico para o país, impulsionado pelas boas condições climáticas em várias regiões produtoras.
Mercado interno recua apesar de alta em Chicago
Mesmo com o avanço da colheita, o mercado doméstico de soja apresentou queda nos preços. A saca de 60 quilos foi negociada, na média estadual, a R$ 112,00 na última semana — uma redução de 6% em comparação com fevereiro de 2025.
O movimento contrasta com o cenário internacional: na Bolsa de Chicago, as cotações da soja acumulam alta de cerca de 10% no mesmo período.
Segundo o boletim do Deral, a diferença entre o mercado interno e o externo é explicada pela valorização do real frente ao dólar, que recuou aproximadamente 9% nas últimas semanas, reduzindo a competitividade da commodity brasileira no mercado exportador.
Cenário segue positivo para a produção, mas demanda atenção no comércio
Apesar da pressão sobre os preços, o panorama agrícola segue favorável no Estado. O avanço rápido da colheita e o bom potencial produtivo indicam uma safra sólida, ainda que o cenário de câmbio e a variação dos preços internacionais possam trazer desafios no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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“A proteína animal é a que menos impacta o meio ambiente”, afirma Edipo Araujo, ao discursar no Seminário do Plano Safra em Santa Catarina
Ao participar nesta quinta-feira (13) do Seminário Estadual do Plano Safra, em São José (SC), o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou: “O Pronaf Azul nasce com a perspectiva de dar visibilidade a esses pescadores e aquicultores. Dando também uma maior visibilidade para a proteína animal que menos impacta o meio ambiente com emissão de gases do efeito estufa”. O encontro integrou a agenda do ministro no estado, que reuniu informações sobre políticas de crédito voltadas às atividades da pesca e da aquicultura. Foi realizada a apresentação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Azul para aquicultores e pescadores.
Dados da produção pesqueira e aquícola que foram divulgados no evento:

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Um dos destaques da programação foi a apresentação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Azul, iniciativa que reúne as principais linhas para os pescadores artesanais e aquicultores familiares. Por meio dele, é possível acessar essas linhas de crédito para custeio e investimento, com juros muito abaixo dos praticados pelo mercado e com prazos maiores para pagar. Valor liberado para o crédito: 85,2 bilhões.
Acesse aqui o simulador, que foi criado em parceria do MPA com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

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Espaço para que pescadores artesanais e aquicultores familiares verifiquem as possibilidades de financiamento, a ferramenta foi desenvolvida para facilitar o acesso às informações antes da busca por uma instituição financeira. A consulta apresenta uma simulação das linhas que podem se adequar a cada situação, mas possui caráter exclusivamente informativo. Entre as opções estão o Pronaf Custeio, com limite de até R$ 250 mil, taxa de juros de 2% ao ano e prazo de até 2 anos; o Pronaf Mais Alimentos, com limite de até R$ 250 mil, juros de 2% ao ano e prazo de até 10 anos, com três anos de carência para investimento; e o Pronaf B, com limite de até R$ 12 mil, taxa de 0,5% ao ano e prazo de até três anos.
Após a programação em São José, a agenda seguiu para Garopaba. No município, foi realizada a assinatura do Programa Rancho Legal e a entrega de portarias dos Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAE) Pesqueiros.
O Programa Rancho Legal é uma ação de regularização e o uso sustentável de ranchos de pesca artesanal. O objetivo é garantir segurança jurídica e preservar a cultura das comunidades pesqueiras tradicionais. O Rancho Legal é Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA da Baleia Franca), administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Os assentamentos agroextrativistas pesqueiros são áreas criadas para populações tradicionais que dependem do extrativismo, da agricultura familiar e de outras atividades de baixo impacto ambiental. Neste caso, possuem foco na pesca artesanal. São divididos em lotes, distribuídos para as famílias de acordo com a capacidade produtiva da unidade. Especificamente em Santa Catarina, já foram criados 17 PAE Pesqueiros. Benefício para 20 mil famílias. Parceria do MPA com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Matheus Silveira



