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Colheita do algodão começa em três estados e produtores monitoram umidade em Mato Grosso
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A safra 2024/25 de algodão já está sendo colhida nos estados da Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A informação foi divulgada na análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), publicada na segunda-feira (26).
Cenário das lavouras no país
O Imea aponta que as lavouras de algodão no Brasil apresentam um bom desenvolvimento, beneficiadas por condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras. Em Mato Grosso, principal produtor nacional da fibra, a colheita está prevista para iniciar na segunda quinzena de junho.
Clima e impacto na produção
De acordo com o instituto, o clima tem favorecido especialmente as áreas de segunda safra, que foram semeadas em períodos mais tardios, contribuindo para um bom desempenho geral das plantações.
Preocupação com a umidade em Mato Grosso
Apesar do cenário positivo, produtores de Mato Grosso manifestam preocupação com as chuvas isoladas que ocorreram nas últimas semanas. A umidade elevada no solo tem causado problemas no baixeiro das plantas e favorecido o aparecimento de doenças em algumas lavouras.
Tratos culturais e previsão climática
Para minimizar os impactos, os produtores têm intensificado os cuidados culturais nas plantações. A previsão da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) indica que a maior parte das áreas produtoras deverá ficar sem chuvas nos próximos dias, o que pode ser benéfico para o rendimento final da safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Dólar sobe com inflação no radar e tensão externa pressiona mercados; Ibovespa inicia sessão em queda
O mercado financeiro iniciou esta terça-feira (12) em clima de cautela, com o dólar operando em alta frente ao real e os investidores atentos aos indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A combinação desses fatores elevou a aversão ao risco nos mercados globais e trouxe maior volatilidade para ativos brasileiros.
Por volta das 9h10, o dólar à vista avançava 0,28%, cotado a R$ 4,9048 na venda. Já o contrato futuro da moeda norte-americana com vencimento em junho, negociado na B3, subia 0,31%, alcançando R$ 4,9270.
A valorização da moeda norte-americana ocorre após o fechamento da sessão anterior em leve queda. Na segunda-feira, o dólar encerrou o dia cotado a R$ 4,8911, com recuo de 0,10%.
No cenário doméstico, o mercado repercute os dados mais recentes do IPCA, índice oficial de inflação do Brasil, considerados fundamentais para calibrar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária do Banco Central. O comportamento da inflação segue sendo acompanhado de perto por investidores, principalmente diante das discussões sobre juros, consumo e atividade econômica.
Além disso, o Banco Central brasileiro realiza nesta manhã operações cambiais para rolagem de vencimentos. Às 10h30, a autoridade monetária promoveu dois leilões de linha, totalizando US$ 1 bilhão em venda de dólares com compromisso de recompra futura. Já às 11h30, ocorreu leilão de 50 mil contratos de swap cambial tradicional, também voltado à rolagem de vencimentos de junho.
Mercado internacional amplia cautela
No exterior, o dólar também ganha força frente a outras moedas, impulsionado pela busca global por ativos considerados mais seguros. Investidores monitoram os números da inflação norte-americana e avaliam possíveis impactos nas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.
A expectativa de juros elevados por mais tempo na economia norte-americana continua sustentando a valorização do dólar em âmbito global, pressionando moedas emergentes, incluindo o real.
As tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio também seguem no radar dos agentes financeiros, aumentando a percepção de risco internacional e contribuindo para movimentos defensivos nos mercados.
Ibovespa opera pressionado
Na renda variável, o Ibovespa iniciou o pregão sob pressão após registrar forte queda na sessão anterior. O principal índice da bolsa brasileira fechou a segunda-feira aos 181.909 pontos, com recuo de 1,19%.
Os investidores seguem adotando postura mais conservadora diante das incertezas fiscais, do ambiente externo mais desafiador e da expectativa pelos próximos indicadores econômicos globais.
Desempenho acumulado dos mercados
- Dólar
- Semana: -0,06%
- Maio: -1,22%
- 2026: -10,88%
- Ibovespa
- Semana: -1,19%
- Maio: -2,89%
- 2026: +12,90%
Analistas destacam que os próximos dias devem continuar marcados por volatilidade nos mercados financeiros, especialmente diante da agenda intensa de indicadores econômicos, das sinalizações dos bancos centrais e das incertezas no cenário geopolítico internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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