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Colheita do milho avança em Mato Grosso e clima favorável deve acelerar safra em junho
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A colheita do milho segunda safra 2025/26 começou em Mato Grosso com avanço ligeiramente superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior. Segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o clima mais seco previsto para as próximas semanas deverá acelerar os trabalhos no campo a partir de junho.
Maior produtor nacional do cereal, Mato Grosso deverá colher 52,6 milhões de toneladas de milho nesta temporada, volume que representa recuo de 5% em relação ao recorde histórico da safra passada. Mesmo com a redução na produção, o Estado mantém forte protagonismo no abastecimento interno, nas exportações e na produção de etanol de milho.
Colheita ganha ritmo no Estado
De acordo com o levantamento do Imea, até o dia 22 de maio, os produtores haviam colhido 0,57% da área cultivada no Estado, percentual 0,26 ponto percentual acima do registrado no mesmo período da safra anterior.
A região Médio-Norte lidera o avanço das máquinas, com 1,18% da área já colhida. O desempenho antecipado é atribuído às boas condições climáticas registradas durante parte do desenvolvimento das lavouras.
O instituto destaca que a tendência é de aceleração significativa da colheita nas próximas semanas, especialmente devido à previsão de redução das chuvas em junho.
“A expectativa é que a colheita ganhe maior ritmo a partir de junho, visto que, para as próximas semanas, não são previstos volumes expressivos de chuva, favorecendo o avanço das atividades”, informou o Imea em boletim.
Produção recua, mas safra segue robusta
Apesar da previsão de queda anual de 5% na produção, Mato Grosso continuará registrando uma das maiores safras de milho de sua história. A redução ocorre principalmente em função da expectativa de produtividade menor em algumas regiões.
Por outro lado, a área plantada cresceu 1,8% nesta temporada, alcançando 7,39 milhões de hectares, reforçando a importância estratégica da cultura para a economia agrícola estadual.
O Imea ressalta que grande parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento vegetativo, sobretudo nas áreas semeadas dentro da janela ideal de plantio, sustentando uma perspectiva positiva para o fechamento da safra.
Milho de MT abastece etanol e exportações
O milho produzido em Mato Grosso possui papel fundamental no abastecimento das usinas de etanol do Estado, atualmente o maior produtor brasileiro do biocombustível fabricado a partir do cereal.
Além disso, os volumes colhidos no Estado também impulsionam as exportações brasileiras de milho, que tradicionalmente ganham força no segundo semestre, especialmente com a demanda internacional aquecida.
Com o avanço da colheita e o clima mais favorável, o mercado acompanha a evolução da oferta brasileira, fator que poderá influenciar os preços internos do cereal nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto
Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.
Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.
A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.
Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.
A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.
No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.
É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.
O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.
A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.
O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.
No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.
O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.
As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.
A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.
Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.
Fonte: Pensar Agro



