AGRONEGOCIOS
Como incentivos à geração de renda e à pesquisa têm contribuído para a vida de pescadores e pescadoras artesanais do semiárido brasileiro
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Pescadores e pescadoras artesanais do semiárido nordestino, especialmente das regiões do Pajeú e do São Francisco, em Pernambuco, se reuniram com a equipe técnica da Secretaria Nacional da Pesca Artesanal (SNPA), do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), nos dias 15 e 18 de setembro, para tratar de incentivos à agroindústria de beneficiamento de pescado e da ampliação dos projetos RU na Hora do Pescado Artesanal e Jovem Cientista da Pesca Artesanal para a região.
As atividades, realizadas em colônias, escolas, universidade federal e em uma agroindústria de beneficiamento de pescado, integram um conjunto de ações da SNPA que já geram frutos positivos para as comunidades pesqueiras. Um exemplo é o projeto Boa Maré, que atende três colônias no sertão pernambucano com aquisições de equipamentos para a prática da pesca artesanal.
O pescador e presidente da Colônia Z-23, da Vila dos Pescadores de Petrolândia, Evaldo Santos, afirma que a proposta que mais lhe agradou nas conversas foi a possibilidade de escoar o pescado para restaurantes universitários e escolas públicas.
“Aqui, na escola da comunidade, temos 12 filhos de pescadores e pescadoras, e acho muito interessante a possibilidade de incluir nossa produção na merenda escolar. Hoje, vendemos os peixes para atravessadores, que exploram demais. Por isso, seria bom vender nossos pescados por um preço justo”, observa.
A professora do Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e coordenadora do projeto RU na Hora do Pescado, Ilka Branco, destacou que a integração das ações com o Jovem Cientista da Pesca Artesanal desenvolve e aperfeiçoa produtos que têm aceitação na merenda escolar. “Outro ponto a destacar é o das inovações tecnológicas para a gestão dos recursos pesqueiros, aproximando pescadores e pescadoras de potenciais clientes, por meio de aplicativos e diagnósticos das atividades. Estamos dialogando e realizando esse trabalho junto a nutricionistas e coordenadores de cursos”, completa.
Ações integradas
De acordo com o diretor do Departamento de Inclusão Produtiva e Inovações da SNPA/MPA, Diogo Martins Nunes, a chegada dos projetos RU na Hora do Pescado Artesanal e Jovem Cientista da Pesca Artesanal ao sertão ocorre porque ambos já apresentam resultados efetivos no litoral.
“Em relação ao Jovem Cientista da Pesca Artesanal, estudantes do ensino médio dos sertões do Pajeú e do São Francisco já desenvolvem projetos com estudantes de graduação. Agora, estamos entregando um relatório com a indicação da inclusão de mais jovens, professores e escolas. Além disso, propomos a renovação das bolsas dos jovens já contemplados”, afirma.
“Realizamos um aditivo para a ampliação do RU na Hora do Pescado Artesanal para o sertão ainda neste ano. Já fizemos o diagnóstico e finalizamos as qualificações. A perspectiva é coletar o pescado da pesca artesanal, processá-lo na agroindústria, receber o selo e entregá-lo aos restaurantes universitários”, acrescenta Diogo.
Ele também destaca ações integradas do governo que levam o pescado para a mesa dos brasileiros, por meio de programas como o Plano Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “Assinamos um Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério da Educação para aumentar o pescado na merenda escolar. Paralelamente, estamos garantindo os selos de inspeção, a assistência e a pesquisa pesqueira, levando informações técnicas às comunidades. Assim, elas ganham mercados e autonomia”, pontua.
Para o engenheiro de pesca Gilmar Aguiar de Arruda, da agroindústria de beneficiamento de pescado Acquavalle, do município de São José do Egito, o Programa de Aquisição de Alimentos oferece um canal importante para a comercialização da produção pesqueira. “Através do programa, os pescadores e pescadoras podem vender seus peixes e outros produtos do mar diretamente para órgãos públicos, como escolas, garantindo uma renda mais estável e segura. Essa venda direta também ajuda a valorizar a produção local e fortalecer a identidade cultural das comunidades pesqueiras”, destaca.
Programa Povos da Pesca Artesanal
Tanto o Jovem Cientista da Pesca Artesanal quanto o RU na Hora do Pescado Artesanal são projetos integrantes do Programa Povos da Pesca Artesanal — uma iniciativa histórica voltada exclusivamente para pescadoras e pescadores artesanais, com o objetivo de fortalecer suas comunidades e territórios. O programa surge da necessidade de políticas públicas que respeitem e promovam os modos de vida tradicionais das comunidades pesqueiras, que representam uma parcela significativa da população brasileira, especialmente nas regiões Nordeste e Norte, onde predominam pescadores e pescadoras negros, indígenas e quilombolas.
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Produção de café do Brasil pode atingir recorde de 75,65 milhões de sacas na safra 2026/27
A produção brasileira de café para a safra 2026/27 foi revisada para cima pela consultoria Safras & Mercado, que passou a estimar um volume recorde de 75,65 milhões de sacas de 60 kg. A projeção anterior era de 71 milhões de sacas.
O novo número representa um crescimento de 17% em relação à temporada passada, consolidando uma expectativa positiva para o setor cafeeiro nacional.
Condições climáticas favoráveis impulsionam produtividade das lavouras
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, o bom desempenho das lavouras está diretamente ligado às condições climáticas observadas nos primeiros meses do ano.
Segundo ele, o regime de chuvas adequado e temperaturas mais amenas favoreceram o desenvolvimento das plantas, resultando em maior carga produtiva.
“Chuvas em bom volume e temperaturas mais amenas garantiram bom desenvolvimento das plantas, o que acabou se refletindo em uma carga produtiva mais elevada”, destaca o analista.
Esse cenário também confirmou as boas expectativas geradas durante o período de florada, reforçando o otimismo do mercado e justificando a revisão positiva da safra.
Café arábica lidera crescimento e se destaca na produção nacional
O principal destaque da revisão é o café arábica, cuja produção está estimada em 49,95 milhões de sacas, ante 46,70 milhões projetados anteriormente.
Esse volume representa um avanço de 29% em relação à temporada passada, que foi fortemente impactada pela seca registrada em 2024.
Produção de conilon apresenta leve recuo, mas supera projeções iniciais
Já a produção de café conilon/robusta está estimada em 25,70 milhões de sacas na safra 2026/27, o que representa uma leve queda de 1,2% em relação ao ciclo anterior.
Apesar do recuo, o desempenho foi melhor do que o inicialmente projetado, que indicava queda de 6%. O resultado foi sustentado pelo crescimento da produção em Rondônia e por um desempenho acima do esperado no Espírito Santo.
Exportações de café recuam em março, com queda em volume e receita
No comércio exterior, o Brasil exportou 3,040 milhões de sacas de café em março, gerando uma receita cambial de US$ 1,125 bilhão, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve queda de 7,8% no volume embarcado e retração de 15,1% na receita.
Embarques acumulados também apresentam queda no ano-safra
No acumulado dos nove primeiros meses do ano-safra 2025/2026, as exportações brasileiras somaram 29,093 milhões de sacas, volume 21,2% inferior ao registrado no mesmo período anterior.
Apesar da redução no volume, a receita cambial alcançou US$ 11,431 bilhões, alta de 2,9% na comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior, refletindo preços mais elevados no mercado internacional.
Desempenho no primeiro trimestre confirma retração nas exportações
No primeiro trimestre deste ano, os embarques brasileiros totalizaram 8,465 milhões de sacas, uma queda de 21,2% frente às 10,739 milhões exportadas no mesmo período do ano passado.
A receita cambial no período foi de US$ 3,371 bilhões, recuo de 13,6% em relação aos US$ 3,901 bilhões registrados nos três primeiros meses de 2025.
Mercado acompanha safra recorde e ritmo mais lento das exportações
O cenário atual do café brasileiro combina expectativas de safra recorde, impulsionada por condições climáticas favoráveis, com um ritmo mais lento nas exportações, influenciado por fatores de mercado e logística.
A combinação desses elementos deve seguir no radar dos agentes do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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