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Conab abre chamada para aquisição de sementes voltada a indígenas, quilombolas e Programa Arroz da Gente

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou nesta segunda-feira (1º) uma nova rodada de recebimento de projetos para aquisição e distribuição de sementes, mudas e materiais propagativos em 2025. A chamada é realizada por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS) e é direcionada ao público indígena, quilombola e aos territórios do Programa Arroz da Gente.

As associações e cooperativas interessadas têm até o dia 30 de setembro para enviar seus projetos. Diferentemente de outras chamadas, as propostas não devem ser transmitidas diretamente pelo sistema, mas salvas em arquivo no formato “.pan” e encaminhadas por e-mail para: [email protected].

Recursos disponíveis e requisitos de participação

Nesta etapa, R$ 10 milhões serão destinados à compra e distribuição de sementes e materiais propagativos em todo o país. Os recursos são repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

As propostas devem atender a alguns critérios obrigatórios:

  • Participação mínima de 50% de mulheres indígenas, quilombolas e do Programa Arroz da Gente;
  • Aquisição exclusiva de sementes e materiais propagativos locais, tradicionais, crioulos ou varietais convencionais;
  • Não serão aceitas sementes híbridas ou geneticamente modificadas;
  • Esta chamada não inclui alimentos para consumo direto.
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Como enviar propostas e documentação necessária

As organizações devem baixar o aplicativo PAANET, registrar a proposta, salvar o arquivo e enviá-lo por e-mail. É obrigatório anexar uma carta ou ofício de aceite da unidade recebedora, detalhando:

  • Formas de acompanhamento da doação e plantio;
  • Área destinada ao plantio;
  • Estimativa de famílias beneficiadas;
  • Assistência técnica oferecida durante o cultivo.
Pontuação, limites e prioridades

Os critérios de pontuação e classificação das propostas estão disponíveis no site da Conab. Em caso de empate, têm prioridade:

  • Organizações com maior percentual de mulheres;
  • Organizações com maior percentual de jovens.

Cada organização fornecedora pode solicitar até R$ 500 mil por proposta, com limite de R$ 10 mil por unidade familiar. Caso a organização ou família já tenha apresentado proposta de produtos alimentícios, o valor recebido deve ser considerado para não ultrapassar o teto da CDS. Organizações que participaram da primeira rodada podem submeter novos projetos, respeitando os limites estabelecidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ácaro-rajado no mamão: praga pode reduzir produtividade e exige manejo integrado no pomar

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A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. A praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.

Os danos começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão.

Segundo especialistas, o ácaro pode ocorrer durante todo o ano, com maior pressão em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. O inseto se instala inicialmente na face inferior das folhas, próximo às nervuras, e rapidamente se espalha pela planta quando não controlado.

Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor

De acordo com orientações técnicas compartilhadas por Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura.

1. Eliminação de plantas daninhas

O primeiro passo no manejo é a eliminação de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para o ácaro-rajado.

A manutenção da área limpa reduz a pressão da praga e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão.

2. Monitoramento constante das folhas

O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro.

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A recomendação é observar principalmente a face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente. Ao identificar a infestação, o controle deve ser iniciado de forma imediata e em área total.

3. Escolha de materiais mais tolerantes

O uso de variedades mais tolerantes também é uma estratégia importante no manejo integrado.

A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como alternativa com maior tolerância ao ácaro-rajado. Segundo a empresa, o material apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.

4. Uso correto de defensivos e equilíbrio nutricional

O controle químico deve ser realizado com produtos registrados para a cultura do mamão, priorizando estratégias adequadas de manejo.

Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, além da possibilidade de adoção de controle biológico.

Por outro lado, o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois pode afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio populacional do ácaro-rajado.

Outro ponto de atenção é a nutrição da planta: o excesso de nitrogênio pode favorecer o desenvolvimento da praga, exigindo manejo equilibrado.

Variedade Sabrosa se destaca por produtividade e qualidade de frutos

Além da tolerância ao ácaro-rajado, o mamão Sabrosa apresenta outras características agronômicas relevantes, segundo a empresa.

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Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares como pinta-preta e mancha-de-corynespora.

Outro diferencial é o porte baixo das plantas, que facilita a colheita manual por mais tempo, reduzindo custos operacionais em comparação a variedades mais altas, que exigem estruturas auxiliares para colheita.

Padronização e precocidade aumentam eficiência comercial

A cultivar também se destaca pela alta padronização dos frutos, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização em caixas, modelo predominante no mercado.

Segundo Hanazaki, essa uniformidade melhora a eficiência logística e a aceitação comercial do produto.

A precocidade é outro ponto forte: as plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com início da colheita em aproximadamente seis meses.

Além disso, os frutos apresentam boa qualidade sensorial, com polpa de coloração atrativa e sabor valorizado pelo mercado consumidor.

Manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão

O controle do ácaro-rajado exige estratégia integrada, combinando monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes.

Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor de mamão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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