AGRONEGOCIOS
Conab inicia levantamento sobre safra 2025/26 de cana-de-açúcar em 19 estados brasileiros
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Conab inicia pesquisa com usinas sucroalcooleiras em todo o país
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deu início, nesta segunda-feira (7), à coleta de dados junto às indústrias sucroalcooleiras sobre a produção de cana-de-açúcar para a safra 2025/2026. A pesquisa será realizada até o dia 18 de julho em unidades produtivas de 19 estados brasileiros.
Essas informações servirão de base para a elaboração do 2º Levantamento da Safra de Cana-de-Açúcar 2025/26, que será divulgado no dia 26 de agosto, com análises técnicas detalhadas no site da Conab.
Coleta de dados ocorrerá de forma presencial e remota
A pesquisa será conduzida por técnicos da Conab, que visitarão presencialmente usinas localizadas nos estados de:
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Nos demais estados — Pará, Amazonas, Tocantins, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo — a coleta será feita de forma remota.
Levantamento abrange ampla gama de dados sobre a produção
A pesquisa contempla não apenas os dados tradicionais, como:
- Área plantada
- Produtividade média estimada
- Impactos das condições climáticas
- Evolução da colheita
Mas também informações mais específicas do setor, como:
- Volume de açúcar total recuperável (ATR)
- Destinação da cana-de-açúcar moída
- Produção de açúcar e etanol
- Volume de etanol derivado do milho, que vem crescendo de forma expressiva no país
Expectativa da safra 2025/26 em meio a desafios climáticos
De acordo com o 1º Levantamento da safra 2025/26, divulgado em 29 de abril, as condições climáticas adversas durante o desenvolvimento das lavouras em 2024 impactaram negativamente a produtividade da atual temporada. A estimativa é de uma produção total de 663,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.
Os dados atualizados do 2º Levantamento, que será divulgado no fim de agosto, devem trazer um panorama mais preciso da evolução da safra, com base nos números colhidos diretamente nas usinas e unidades industriais do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Mercado do feijão: preços sobem para grãos de maior qualidade, mas demanda limita negócios
O mercado de feijão registrou baixa liquidez no segmento disponível (spot), com predominância de negociações por amostras e perda de eficiência do pregão como formador de preços. Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o ritmo de comercialização segue lento, com dificuldades para repassar preços mais elevados ao longo da cadeia.
Baixa liquidez e desalinhamento entre oferta e demanda
De acordo com o analista Evandro Oliveira, o escoamento foi limitado, especialmente na bolsa, refletindo o desalinhamento entre as pedidas mais altas nas regiões produtoras e a capacidade de absorção do mercado comprador.
Esse cenário tem dificultado o avanço das negociações e reduzido a fluidez das operações no mercado físico.
Estoques curtos sustentam preços no feijão de melhor qualidade
Do lado da oferta, o mercado enfrenta restrição estrutural, com estoques reduzidos em importantes estados produtores, como Minas Gerais, Goiás, Paraná e São Paulo.
A principal pressão de alta vem da escassez de feijão de qualidade superior, especialmente lotes classificados como nota 9 ou acima, que apresentam características como ausência de manchas, escurecimento lento e grãos de maior peneira.
Com isso, a maior parte das negociações ocorre com produtos de padrão intermediário, entre 7,5 e 8,5, o que mantém prêmios elevados para os melhores lotes e direciona a demanda para categorias inferiores.
Preços firmes no FOB, mas com dificuldade de repasse
No mercado FOB, os preços seguem firmes, sustentados pela limitação da oferta. No entanto, a valorização encontra resistência na ponta final da cadeia, devido à dificuldade de repasse ao varejo.
A demanda, segundo o analista, tem atuado de forma defensiva, com empacotadoras focadas apenas na reposição mínima de estoques, o que limita o volume de negociações.
Tendência depende de recuperação da demanda
Apesar do viés de estabilidade a leve alta nos fundamentos, o mercado ainda depende de uma retomada mais consistente da demanda e do avanço da colheita para ganhar tração e consolidar movimentos de valorização.
Feijão preto enfrenta pressão com consumo enfraquecido
No caso do feijão preto, o cenário é mais desafiador. O mercado apresentou liquidez extremamente baixa ao longo da semana, com poucas negociações e ausência de reação mesmo diante de quedas consecutivas nos preços.
A bolsa teve participação reduzida, com operações pontuais ou inexistentes.
Preços próximos do piso nas principais regiões produtoras
Nas regiões de origem, como Paraná, Santa Catarina e São Paulo, as cotações recuaram ou se estabilizaram em níveis baixos, indicando consolidação de um piso regional.
A pressão sobre os preços é resultado da forte concorrência entre vendedores e da necessidade de escoamento de estoques.
Oferta confortável e demanda limitada travam mercado
Ao contrário do feijão de maior qualidade, o feijão preto apresenta oferta mais confortável ao longo da cadeia produtiva.
Por outro lado, a demanda segue enfraquecida, com baixo consumo e reposição limitada por parte do varejo, o que reduz o ritmo de comercialização.
Perspectiva é de mercado lateral a baixista no curto prazo
A tendência para o feijão preto no curto prazo é de estabilidade com viés de baixa. O mercado permanece desancorado e depende diretamente de uma recuperação da demanda para reequilibrar preços e estimular novas negociações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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