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CONAPE realiza 47ª reunião e avança em políticas para pesca e aquicultura

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou a 47ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), nos dias 19 e 20 de março, em Brasília. Entre as principais atividades e debates do encontro, destacaram-se a participação dos conselheiros no lançamento da Consulta Pública do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (PNDSA), a discussão sobre o ordenamento da pesca continental e a apresentação da Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP). 

O secretário-executivo do MPA, Edipo Araujo, destacou o lançamento da consulta pública e o processo que rege o Registro Geral da Pesca (RGP). “O Plano Nacional de Desenvolvimento da Aquicultura é um marco para a área para os próximos dez anos. Discutimos também todas as questões que tangem o procedimento que norteia o RGP com o pescador e a pescadora profissional”, frisou. 

“Além disso, debatemos questões que envolvem o ordenamento da pesca continental do nosso país, especialmente referentes à Bacia Amazônica, à Bacia do Paraguai, Tocantins e à Bacia do São Francisco. Então, vem coisa boa por aí com as revisões dos ordenamentos da pesca continental”, acrescentou Edipo. 

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O processo da 4ª Conferência foi deflagrado pelo CONAPE, reafirmando o papel da sociedade civil na construção de propostas e diretrizes para políticas públicas duradouras. O conselheiro e representante da Federação Nacional de Engenheiros de Pesca do Brasil, Elizeu Brito, declarou que o CONAPE é o local que efetiva a realização da Conferência. “A gente discutiu o avanço da 4ª Conferência. Vamos tentar fazer o melhor possível, reunindo os 17 estados, qualificando as pessoas e realizando as conferências estaduais e livres, para fortalecer as políticas públicas da pesca”, reforçou. 

A pescadora artesanal e representante da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), Maria José, falou sobre a criação do Comitê da Pesca Artesanal dentro do CONAPE. “Esse comitê é fundamental para nosso segmento, porque a gente consegue discutir várias questões e sair com alguns encaminhamentos, tirar dúvidas, sanar dúvidas. Conseguimos debater a portaria que apresenta atualizações sobre o RGP do pescador e pescadora profissional, que interfere diretamente na nossa profissão”, declarou. 

CONAPE 

O Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE) é órgão colegiado e de caráter consultivo, integrante da estrutura básica do Ministério da Pesca e Aquicultura, com composição, estruturação, competências e funcionamento instituídos pelo Decreto nº 5.069, de 5 de maio de 2004, e suas alterações. 

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O CONAPE tem por finalidade propor a formulação de políticas públicas, com vistas a promover a articulação e o debate dos diferentes níveis de governo com a sociedade civil, para a gestão das atividades de aquicultura e pesca no território nacional.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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