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Conflito no Oriente Médio e inflação nos EUA mantêm mercados globais em alerta nesta quarta-feira

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Os mercados financeiros internacionais operam com cautela nesta quarta-feira (11), refletindo o aumento das tensões geopolíticas envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel e os possíveis impactos do conflito sobre os preços da energia e o crescimento da economia global. Ao mesmo tempo, investidores monitoram novos indicadores econômicos e o comportamento das bolsas de valores na Europa, Ásia e Estados Unidos.

Tensões geopolíticas elevam a cautela nos mercados

O cenário global segue dominado pela preocupação com a escalada do conflito no Oriente Médio. Analistas avaliam que a guerra pode afetar diretamente o comércio internacional de petróleo e elevar os custos da energia, fator que tende a pressionar a inflação global e reduzir o ritmo de crescimento econômico.

Com a possibilidade de interrupções em rotas estratégicas de transporte de petróleo e aumento da volatilidade nas commodities energéticas, investidores adotam uma postura mais defensiva nas bolsas internacionais e nos mercados de câmbio.

Bolsas de Nova York apontam leve alta antes da abertura

Nos Estados Unidos, os contratos futuros das principais bolsas indicavam leve valorização antes da abertura do pregão em Nova York.

Por volta da manhã desta quarta-feira:

  • S&P 500 Futuro: alta próxima de 0,1%
  • Dow Jones Futuro: avanço em torno de 0,1%
  • Nasdaq Futuro: também registrava ganho próximo de 0,1%
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O movimento ocorre após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) referente a fevereiro, que mostrou aumento mensal de 0,3%, em linha com as expectativas do mercado, enquanto a inflação anual ficou próxima de 2,4%.

Apesar do dado dentro do esperado, especialistas alertam que a recente alta do petróleo causada pelas tensões geopolíticas pode pressionar a inflação nos próximos meses.

Bolsas europeias recuam com preocupações econômicas

Na Europa, o clima predominante foi de aversão ao risco durante o pregão da manhã.

Por volta das 10h (horário de Brasília), os principais índices registravam perdas:

  • Stoxx 600: queda de cerca de 0,54%
  • DAX (Alemanha): recuo aproximado de 0,8%
  • CAC 40 (França): baixa de cerca de 0,3%
  • FTSE 100 (Reino Unido): queda próxima de 0,8%

Os investidores europeus seguem atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e aos possíveis reflexos sobre a inflação e o crescimento econômico do continente.

Mercados asiáticos fecham sem direção única

Na Ásia, onde os mercados já encerraram o pregão, o desempenho foi misto, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas globais.

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Os principais índices apresentaram o seguinte comportamento:

  • Hang Seng (Hong Kong): queda de 0,2%, aos 25.898,76 pontos
  • Xangai Composto (China): alta de 0,3%, aos 4.133,43 pontos
  • Nikkei 225 (Japão): avanço de 1,4%, fechando em 55.025,37 pontos
  • Kospi (Coreia do Sul): valorização de 1,4%, aos 5.609,95 pontos
  • Em Seul, o índice chegou a subir mais de 3% durante o pregão, mas reduziu os ganhos ao longo da sessão.
Cenário global segue dependente de inflação e geopolítica

O comportamento das bolsas nos próximos dias deverá continuar fortemente influenciado por dois fatores principais:

Desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que impactam os preços do petróleo e das commodities energéticas.

Dados econômicos e inflação nos Estados Unidos, que podem influenciar as decisões de política monetária do Federal Reserve.

Economistas avaliam que, embora a inflação americana esteja próxima da meta de 2%, novos choques nos preços da energia podem reacender pressões inflacionárias no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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