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Congresso debate futuro da segunda maior frota aero agrícola do mundo

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Começa nesta terça-feira (18.08), em Goianápolis (cerca de 60 km da capital, Goiânia), em Goiás, o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil. O encontro ocorre até quinta-feira (20.08), no Condomínio Aeronáutico Liberty, com mais de 200 marcas, exposição de aeronaves, demonstrações práticas e debates sobre tecnologia, segurança operacional, custos e qualificação profissional.

Organizado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o congresso é considerado o maior evento mundial dedicado ao segmento. A programação será distribuída entre dois palcos, salas de capacitação e a área externa do aeródromo, onde serão realizadas demonstrações aéreas.

O evento ocorre em um momento de expansão da atividade. O Brasil encerrou 2025 com 2.866 aeronaves agrícolas tripuladas, alta de 5,25% em apenas um ano e crescimento de 91,3% desde 2009. O país possui a segunda maior frota mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.

O Centro-Oeste concentra 1.299 aeronaves, o equivalente a 45,3% da frota brasileira. Em seguida aparecem o Sul, com 554 unidades; o Sudeste, com 444; o Nordeste, com 320; e o Norte, com 249.

A distribuição acompanha principalmente as regiões com grandes áreas contínuas de soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, arroz e florestas plantadas. Nessas condições, o avião permite realizar os tratos culturais dentro de períodos curtos, fator decisivo quando uma praga, uma doença ou uma deficiência nutricional precisa ser controlada rapidamente.

A aviação agrícola também é empregada na distribuição de sementes, fertilizantes e produtos biológicos, além do combate a incêndios florestais. Por não entrar em contato com a lavoura, a aeronave evita o amassamento das plantas e a compactação do solo provocados pelo tráfego de máquinas terrestres.

O setor movimentou aproximadamente R$ 8,17 bilhões em serviços diretos em 2024 e atendeu o equivalente a 136 milhões de hectares. A área representa a soma de todas as operações realizadas, inclusive aplicações repetidas sobre uma mesma lavoura ao longo do ciclo.

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Mais do que aumentar a velocidade do trabalho, o avanço tecnológico busca melhorar a precisão. As aeronaves modernas utilizam orientação por satélite, controladores automáticos de vazão, mapas digitais, sistemas de corte de aplicação e equipamentos capazes de regular o tamanho das gotas.

O planejamento também considera temperatura, umidade relativa do ar, velocidade do vento e distância de áreas sensíveis. Esses fatores são fundamentais para reduzir perdas e evitar a deriva, nome dado ao deslocamento do produto para fora da área programada.

A programação do congresso inclui debates sobre tecnologia de aplicação, aviões, helicópteros e drones, preparo de caldas, manutenção de motores, inteligência artificial, crédito de carbono e agricultura de precisão. Segurança de voo, formação de pilotos e mecânicos e prevenção de acidentes também estarão no centro das discussões.

Na quarta-feira (19.08), Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT), participará do painel “Geopolítica e economia internacional”.

A discussão deverá abordar como câmbio, tributação, disputas comerciais, dependência de peças e motores importados, barreiras regulatórias e alterações nas cadeias globais afetam os custos e os investimentos das empresas brasileiras.

Rezende defende que a aviação agrícola seja analisada de maneira ampla, como parte da infraestrutura produtiva do campo. A capacidade de realizar operações com rapidez e precisão influencia a produtividade das lavouras, a oferta de alimentos e a segurança alimentar, principalmente em um país com grandes extensões cultivadas e diferentes condições climáticas.

“A aviação agrícola é uma ferramenta estratégica para a produção brasileira porque permite agir rapidamente em grandes áreas e dentro da janela correta de manejo. Quando uma praga ou doença avança, o tempo de resposta pode definir o resultado da safra. Por isso, a atividade está diretamente ligada à produtividade, à estabilidade da oferta e à segurança alimentar”, afirma Isan.

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“As novas tecnologias tornaram as operações mais precisas, controláveis e rastreáveis. Sistemas de orientação por satélite, mapas digitais, controle automático de vazão, monitoramento meteorológico e inteligência artificial ajudam a aplicar o produto na quantidade necessária e no local programado. O avanço tecnológico precisa caminhar junto com capacitação, fiscalização e responsabilidade ambiental”, acrescenta.

“O acesso não significa que cada produtor precise comprar uma aeronave. Empresas especializadas, cooperativas e associações podem ampliar a contratação do serviço por pequenos e médios produtores. Para isso, o país precisa de crédito adequado, segurança jurídica, profissionais qualificados e infraestrutura regional. A tecnologia só cumpre plenamente sua função quando chega à propriedade rural e se transforma em eficiência e renda para quem produz”, conclui Rezende.

O congresso também terá um espaço científico, com a apresentação de 25 pesquisas produzidas em oito Estados. Os trabalhos abordarão eficiência das aplicações, segurança, sustentabilidade e inovação, aproximando universidades, empresas e operadores.

A edição de 2026 marcará ainda o início da contagem regressiva para os 80 anos da aviação agrícola brasileira, que serão completados em agosto de 2027.

Para o setor, o desafio é crescer sem perder de vista a qualificação profissional, a fiscalização e a responsabilidade ambiental. A expansão da frota aumenta a capacidade de atendimento às lavouras, mas também exige investimentos em manutenção, treinamento, planejamento das operações e rastreabilidade.

SERVIÇO

Evento: Congresso da Aviação Agrícola do Brasil 2026
Data: 18 a 20 de agosto
Horário: das 10h às 18h
Local: Condomínio Aeronáutico Liberty
Endereço: GO-415, km 22, Goianápolis (GO)
Inscrições: gratuitas, mediante código-convite solicitado ao Sindag ou aos expositores

Fonte: Pensar Agro

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Aprenda a fazer a tainha assada recheada com farofa de camarão

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A tainha é um dos peixes mais tradicionais do litoral brasileiro. Esta receita combina a suculência da sua carne com o sabor marcante de uma farofa de camarão bem úmida. Uma opção saudável, rica em ômega-3 e perfeita para o almoço de domingo.

Tempo de preparo: 30 minutos
Tempo de forno: 45 a 50 minutos
Rendimento: 6 porções
Dificuldade: Fácil

Ingredientes

Para a Tainha:
1 Tainha inteira (cerca de 1,5 kg a 2 kg), limpa e aberta pelas costas ou pela barriga (mantenha a cabeça e o rabo)
Suco de 2 limões
3 dentes de alho amassados
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Para a Farofa de Camarão:
250g de camarões limpos (cinza ou sete-barbas)
2 xícaras (chá) de farofa tradicional
1 cebola média picadinha
2 dentes de alho picados
2 colheres (sopa) de manteiga (ou azeite)
1 tomate maduro sem sementes picado
Cheiro-verde (coentro e cebolinha) picado a gosto
2 colheres (sopa) de azeitonas pretas picadas
½ xícara (chá) de água
Sal e pimenta a gosto

Passo a Passo

Passo 1: Marinar o Peixe
Lave bem a tainha em água corrente e seque com papel-toalha.
Faça 3 cortes superficiais diagonais na pele de cada lado do peixe (isso ajuda o tempero a penetrar).
Esfregue o suco de limão, o alho amassado, o sal e a pimenta por dentro e por fora do peixe.
Regue com o azeite e deixe marinar na geladeira por 20 minutos enquanto prepara o recheio.

Passo 2: Preparar a Farofa Úmida
Em uma frigideira grande, derreta a manteiga e doure a cebola e o alho.
Adicione o tomate picado e refogue por 2 minutos até começar a murchar.
Junte os camarões e cozinhe por apenas 2 a 3 minutos (até mudarem de cor para rosa). Cuidado para não cozinhar demais e eles ficarem borrachudos!
Desligue o fogo e adicione o cheiro-verde.
Acrescente a farofa tradicional aos poucos, mexendo bem. A farofa deve ficar úmida e pedaçuda. Corrija o sal.

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Passo 3: Rechear e Costurar (ou Prender)
Preaqueça o forno a 200°C.
Retire a tainha da marinada e coloque-a em uma assadeira grande untada com azeite.
Com uma colher, preencha a cavidade da tainha com a farofa de camarão, pressionando delicadamente para caber bastante recheio.
Feche a abertura utilizando palitos de dente ou costurando com barbante culinário para o recheio não sair enquanto assa. (Se sobrar farofa, reserve para servir como acompanhamento).

Passo 4: Assar
Cubra a assadeira com papel-alumínio (com o lado brilhante voltado para o peixe).
Leve ao forno por 30 minutos.
Remova o papel-alumínio com cuidado e regue o peixe com o caldo que se formou na assadeira.
Deixe no forno por mais 15 a 20 minutos, ou até que a pele esteja dourada e a carne firme.

Recurso pesqueiro

Tainha é o nome popular dado a várias espécies de peixes da família dos mugilídeos, que engloba mais de 70 espécies, distribuídas em 20 gêneros. No Brasil, muitas espécies são conhecidas também pelos nomes de parati, saúna, curimã, tapiara, targana, cambira, muge, fataça, entre outros. A temporada de pesca da tainha (Mugil liza) no Brasil concentra-se nos litorais das regiões Sul e Sudeste entre maio e julho, quando grandes cardumes sobem do Sul em direção ao Sudeste para reprodução.

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A tainha ( Mugil liza ) é um importante recurso pesqueiro para os pescadores(as) da região Sul e Sudeste do Brasil. O estado de Santa Catarina possui uma costa de 531 km (7% do litoral brasileiro). É o estado que mais captura tainha no cenário nacional, sendo responsável por 45% da captura. Em seguida, aparece o Rio Grande do Sul, com 30%. Ou seja, apenas os dois estados respondem por 3/4 da produção no país.

O esforço de captura é dividido por diferentes modalidades: pesqueiras, artesanais, industriais e amadores. Dentre as modalidades artesanais, pode-se citar o arrasto de praia, emalhe costeiro (rede de emalhe liso e anilhado) e a pesca com redes de emalhe no Estuário da Lagoa dos Patos. Além disso, diversos pescadores capturam a espécie ao longo das lagoas e lagunas utilizando a tarrafa. Por outro lado, a pesca industrial se caracteriza pela prática de cerco, utilizando embarcações do tipo traineira.

A pesca da tainha tem grande relevância social e cultural, sendo a prática também reconhecida como patrimônio imaterial em diversas localidades do litoral sul e sudeste. A produção oriunda das capturas garante fonte de emprego e renda, segurança alimentar e nutricional, dando continuidade a uma prática que emerge como herança dos saberes indígenas, afro-brasileiros e açorianos. Parte significativa da produção visa à exportação de ovas, considerada iguaria em diversos países, por meio de preparos como a bottarga (ovas salgadas e secas).

Clique aqui e assista ao vídeo da receita.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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