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Congresso em Pelotas discute futuro do arroz diante de desafios do mercado
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O arroz volta ao centro do debate nacional na próxima semana, quando Pelotas (260 km da capital, Porto Alegre) no Rio Grande do Sul recebe, de 12 a 15, a 13ª edição do Congresso Brasileiro do Arroz Irrigado. O encontro, que retorna à cidade após dez anos, deve reunir cerca de 700 participantes entre produtores, pesquisadores, técnicos e estudantes ligados ao setor rizícola. A realização é da Sociedade Sul-Brasileira de Arroz Irrigado (Sosbai) e da Embrapa, com apoio de instituições públicas e universidades.
O evento acontece num momento em que o setor enfrenta pressões internas e externas. Apesar da colheita robusta estimada em 12,32 milhões de toneladas na safra 2024/25 — um crescimento de 16,5% em relação ao ciclo anterior — os preços seguem pressionados por uma combinação de excedente global, instabilidade climática e disputas comerciais.
A programação técnica do congresso prevê quatro grandes painéis com foco em temas estratégicos como bioinsumos, mercado internacional, melhoramento genético e mudanças climáticas. Um dos destaques será a participação da pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, vencedora do World Food Prize, considerado o Nobel da Agricultura. Ela participa de debate sobre insumos biológicos no dia 14, apresentando avanços em microbiologia agrícola e fixação biológica de nitrogênio.
A conferência de abertura, marcada para a noite do dia 12, terá como tema “Semeando conhecimento, alimentando o Brasil” e será conduzida por Paulo Herrmann, ex-presidente da John Deere Brasil, que deve abordar os desafios da mecanização e da eficiência produtiva no contexto atual da agricultura.
O congresso em Pelotas se insere nesse contexto de encruzilhada. O setor rizícola brasileiro tem conseguido avanços expressivos em tecnologia e produtividade, mas ainda depende de políticas públicas e negociações comerciais para garantir estabilidade e competitividade.
Além disso, o impacto crescente das mudanças climáticas sobre o regime de irrigação tem levado a uma revisão de práticas agrícolas e à busca por novas soluções genéticas, temas que também estarão em pauta ao longo do evento.
Ao reunir diferentes atores da cadeia produtiva, o Congresso Brasileiro do Arroz Irrigado reforça o papel do conhecimento científico como ferramenta de sustentação e transformação do setor. Para os produtores, além da troca de experiências, o evento é uma oportunidade de se preparar para um futuro marcado por incertezas no mercado, exigências ambientais mais rigorosas e, sobretudo, pela necessidade de adaptação permanente.
Mercado pressionado – Enquanto o setor discute inovação tecnológica no Rio Grande do Sul, no Centro-Oeste a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) inicia a compra de arroz por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), para apoiar produtores afetados pela queda nos preços. A operação prevê a aquisição de 20 mil toneladas. Em Mato Grosso, por exemplo, a estatal já recebeu intenção de venda de 1,3 mil toneladas, das quais 956 mil quilos foram efetivamente armazenados em estruturas credenciadas.
A medida tenta mitigar os efeitos da baixa nos preços internacionais. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a América do Sul deve atingir um recorde de 18 milhões de toneladas de arroz em 2024/25. A Índia, maior produtor mundial, também projeta alta de 5,2% na produção, ampliando a oferta global.
Esse cenário compromete a rentabilidade do arroz brasileiro no mercado externo, principalmente nos Estados Unidos, um dos principais destinos do produto. De acordo com a Abiarroz, a imposição de uma tarifa de 50% pelo governo americano praticamente inviabiliza as exportações brasileiras, com perdas estimadas em US$ 25 milhões por ano. Entre 2021 e 2024, as vendas de arroz beneficiado para o país cresceram mais de 50%, respondendo em 2024 por 13% do valor exportado dessa variedade.
“Essa aceitação do arroz branco brasileiro pelo consumidor norte-americano indica um potencial importante, mas também revela a vulnerabilidade da nossa dependência. A medida norte-americana cria assimetrias perigosas para o equilíbrio interno”, avalia a entidade, que cobra uma atuação mais firme do governo federal nas negociações comerciais.
Fonte: Pensar Agro
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Feicorte 2026 terá grandes leilões de genética bovina, equina e ovina e ação solidária no agronegócio
Feicorte 2026 reforça protagonismo dos leilões na pecuária brasileira
A Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que será realizada entre os dias 23 e 26 de junho no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP), terá os leilões como um dos principais pilares de sua programação.
Além do conteúdo técnico e institucional, os remates irão reunir algumas das mais importantes linhagens da pecuária nacional, envolvendo genética bovina, ovina e equina de alto desempenho.
O evento também reforça o papel social do agronegócio, com ações beneficentes que destinam recursos para projetos de qualificação profissional e inclusão social.
Leilão Confraria da Carcaça Nelore abre programação
A agenda de remates tem início no dia 23 de junho, com o 3º Leilão Confraria da Carcaça Nelore, a partir das 19h30, com transmissão pelo Canal do Boi e organização da Central Leilões.
O pregão reunirá cerca de 30 lotes selecionados, incluindo:
- Fêmeas doadoras
- Bezerras com alto índice de carcaça por ultrassonografia
-
Novilhas premiadas
- Cabeceiras de plantel
- Cota de 50% de touro de destaque
Segundo o diretor comercial da Confraria da Carcaça Nelore, Fabio Souza de Almeida Filho, a participação na Feicorte reforça o posicionamento da entidade no melhoramento genético da pecuária de corte.
Leilão CV Nelore Mocho celebra 40 anos de seleção genética
No dia 24 de junho, ao meio-dia, o Espaço Tatersal recebe o Leilão CV Nelore Mocho, comandado pela Leilosul e transmitido pelo Canal do Boi.
O remate celebra os 40 anos de seleção do criatório CV Nelore Mocho, referência nacional em genética bovina.
Serão ofertados 50 reprodutores da safra 2024, todos com avaliação genética completa pelos programas:
- PMGZ
- Geneplus
- GMA
O objetivo é reforçar produtividade, desempenho e consistência genética no rebanho nacional.
Ovinocultura e equinos também ganham espaço na feira
A programação da Feicorte 2026 amplia a diversidade de espécies com leilões voltados à ovinocultura e equinocultura.
Leilão Elite Suffolk
No dia 25 de junho, às 19h, será realizado o Leilão Elite Suffolk, promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos Suffolk (ABCOS), com apoio da ASPACO e ARCO.
O remate contará com ovinos Suffolk PO (Puro de Origem), reunindo animais de alto padrão genético para melhoramento e cruzamentos industriais.
Quarto de Milha e Paint Horse
Também no dia 25, às 19h, ocorre o 3º Leilão Feicorte – Quarto de Milha e Paint Horse, com oferta de matrizes, potros e animais domados, sob organização de criadores especializados e realização técnica da Criar Leilões.
Grupo Mazieiro reúne genética Nelore de elite
Ainda no dia 25 de junho, às 19h30, o 3º Leilão Grupo Mazieiro e Grandes Marcas – Fêmeas destaca o melhor da genética Nelore PO.
O remate irá ofertar:
- Matrizes de alto desempenho
- Embriões
- Prenhezes selecionadas
- Genética voltada à fertilidade e produtividade
A comercialização será conduzida pela Leilosul, com transmissão pelo Canal do Boi e Rural Play.
Leilão Pecuária Solidária reforça papel social do agro
Encerrando a programação no dia 26 de junho, às 19h, será realizado o Leilão da Pecuária Solidária, iniciativa beneficente que destina 100% da renda ao Núcleo Tthere, em Presidente Prudente (SP).
O projeto, que já ultrapassou R$ 1 milhão arrecadado em edições anteriores, reúne doações de pecuaristas e empresários, incluindo:
- Reprodutores de diversas raças
- Equinos
- Insumos e implementos agrícolas
- Obras de arte e joias
Um dos destaques do formato é o sistema de “redoação”, no qual itens podem ser recomercializados durante o pregão, ampliando a arrecadação.
Segundo a organização, a iniciativa reforça o compromisso do agronegócio com ações sociais e impacto comunitário positivo.
Feicorte 2026 consolida integração entre genética, mercado e responsabilidade social
Com uma programação robusta de leilões e participação de diferentes cadeias produtivas, a Feicorte 2026 se consolida como um dos principais encontros do agronegócio voltados à genética animal na América Latina.
O evento reforça a integração entre tecnologia, investimento pecuário e responsabilidade social, ampliando oportunidades de negócios e fortalecendo a cadeia da carne no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

