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Consórcios da Rodobens crescem 94% e se consolidam como alternativa de crédito para o agronegócio

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O agronegócio brasileiro, responsável por cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB), tem encontrado nos consórcios uma solução estratégica para financiar investimentos em máquinas, caminhões e equipamentos, mesmo diante de juros altos e crédito restrito. A Rodobens, uma das principais administradoras, registrou crescimento expressivo de 94% no crédito destinado ao setor agropecuário entre 2023 e 2024.

Agronegócio impulsiona o mercado de consórcios

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam que o agronegócio representa aproximadamente 20% do volume total movimentado por essa modalidade de crédito no país, que supera R$ 50 bilhões por ano. Produtores têm utilizado os consórcios para adquirir máquinas agrícolas, tratores, caminhões extrapesados e equipamentos da linha amarela, garantindo planejamento financeiro e redução de riscos.

“O produtor rural amadureceu financeiramente e vê o consórcio como ferramenta de gestão. Ele planeja a compra com parcelas ajustadas à realidade do negócio, sem pagar juros”, explica Sebastião Cirelli, diretor de Consórcios da Rodobens.

Crescimento expressivo na Rodobens

Na Rodobens, os consórcios voltados a máquinas e tratores tiveram alta de 94% no valor do crédito entre 2023 e 2024. Já as cotas para caminhões, essenciais para o escoamento da produção, cresceram 20% no mesmo período. O desempenho consistente registrado no primeiro semestre de 2025 reforça a tendência de expansão da modalidade.

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Condições flexíveis e planejamento financeiro

Os consórcios da Rodobens oferecem planos de até 120 parcelas e taxas de administração a partir de 1,7% ao ano, bem abaixo do custo médio de financiamentos tradicionais, que pode ultrapassar 15% ao ano. A flexibilidade permite que o produtor escolha o momento ideal para a aquisição e o fornecedor mais adequado, ampliando o controle sobre o investimento.

Estratégia de regionalização e parcerias estratégicas

Com forte presença em polos agrícolas, a Rodobens aposta na regionalização da oferta e na capilaridade da rede para ampliar o alcance do consórcio. Parcerias com marcas como a Mercedes-Benz impulsionam as cotas para caminhões extrapesados, que podem chegar a R$ 2 milhões, fortalecendo a logística do agronegócio e a conexão entre campo e mercado.

Perspectivas e digitalização do crédito

A expectativa da Rodobens é manter o ritmo de crescimento, apoiada por uma safra promissora, demanda internacional aquecida e avanço das ferramentas digitais. “O agronegócio não para, e o consórcio acompanha esse ritmo como instrumento de transformação. É uma forma inteligente de viabilizar o desenvolvimento do campo, com previsibilidade e menos risco”, conclui Cirelli.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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