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Cotações do café iniciam a semana em direções opostas
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No início da manhã desta segunda-feira (31), os preços do café apresentavam comportamentos distintos nos mercados internacionais. Enquanto o arábica operava em alta na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o robusta registrava recuo moderado na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe).
De acordo com um relatório da Pine Agronegócios, o clima adverso nas regiões produtoras de arábica no Brasil segue impactando negativamente a formação das gêmas florais, fator essencial para o desenvolvimento da próxima safra. Paralelamente, o robusta/Conilon enfrenta um cenário de alta nos diferenciais de preço no Vietnã, reflexo de um possível desequilíbrio entre oferta e demanda. Caso essa tendência persista, os preços podem se manter sustentados até a entrada da safra brasileira.
Segundo informações do Barchart, a Marex Solutions projeta que a produção de robusta no Vietnã na safra 2025/26 alcance 28,8 milhões de sacas, um aumento de 7,9% em relação ao ciclo anterior. No Brasil, a previsão é de 25 milhões de sacas, com crescimento de 13,6%.
Por volta das 9h (horário de Brasília), os contratos futuros de robusta operavam em queda. O vencimento para maio/25 recuava US$ 46, sendo negociado a US$ 5.291 por tonelada. Para julho/25, a desvalorização era de US$ 43, com cotação de US$ 5.311 por tonelada. Os contratos para setembro/25 e novembro/25 registravam perdas de US$ 35 e US$ 32, cotados a US$ 5.279 e US$ 5.199 por tonelada, respectivamente.
Enquanto isso, o café arábica operava com valorização. Os contratos para maio/25 e julho/25 subiam 50 pontos, sendo negociados a 380,45 cents/lbp e 376,90 cents/lbp, respectivamente. O vencimento para setembro/25 apresentava ganho de 40 pontos, cotado a 372,00 cents/lbp, enquanto dezembro/25 registrava alta de 35 pontos, alcançando 364,85 cents/lbp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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“A proteína animal é a que menos impacta o meio ambiente”, afirma Edipo Araujo, ao discursar no Seminário do Plano Safra em Santa Catarina
Ao participar nesta quinta-feira (13) do Seminário Estadual do Plano Safra, em São José (SC), o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou: “O Pronaf Azul nasce com a perspectiva de dar visibilidade a esses pescadores e aquicultores. Dando também uma maior visibilidade para a proteína animal que menos impacta o meio ambiente com emissão de gases do efeito estufa”. O encontro integrou a agenda do ministro no estado, que reuniu informações sobre políticas de crédito voltadas às atividades da pesca e da aquicultura. Foi realizada a apresentação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Azul para aquicultores e pescadores.
Dados da produção pesqueira e aquícola que foram divulgados no evento:

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Um dos destaques da programação foi a apresentação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Azul, iniciativa que reúne as principais linhas para os pescadores artesanais e aquicultores familiares. Por meio dele, é possível acessar essas linhas de crédito para custeio e investimento, com juros muito abaixo dos praticados pelo mercado e com prazos maiores para pagar. Valor liberado para o crédito: 85,2 bilhões.
Acesse aqui o simulador, que foi criado em parceria do MPA com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

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Espaço para que pescadores artesanais e aquicultores familiares verifiquem as possibilidades de financiamento, a ferramenta foi desenvolvida para facilitar o acesso às informações antes da busca por uma instituição financeira. A consulta apresenta uma simulação das linhas que podem se adequar a cada situação, mas possui caráter exclusivamente informativo. Entre as opções estão o Pronaf Custeio, com limite de até R$ 250 mil, taxa de juros de 2% ao ano e prazo de até 2 anos; o Pronaf Mais Alimentos, com limite de até R$ 250 mil, juros de 2% ao ano e prazo de até 10 anos, com três anos de carência para investimento; e o Pronaf B, com limite de até R$ 12 mil, taxa de 0,5% ao ano e prazo de até três anos.
Após a programação em São José, a agenda seguiu para Garopaba. No município, foi realizada a assinatura do Programa Rancho Legal e a entrega de portarias dos Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAE) Pesqueiros.
O Programa Rancho Legal é uma ação de regularização e o uso sustentável de ranchos de pesca artesanal. O objetivo é garantir segurança jurídica e preservar a cultura das comunidades pesqueiras tradicionais. O Rancho Legal é Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA da Baleia Franca), administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Os assentamentos agroextrativistas pesqueiros são áreas criadas para populações tradicionais que dependem do extrativismo, da agricultura familiar e de outras atividades de baixo impacto ambiental. Neste caso, possuem foco na pesca artesanal. São divididos em lotes, distribuídos para as famílias de acordo com a capacidade produtiva da unidade. Especificamente em Santa Catarina, já foram criados 17 PAE Pesqueiros. Benefício para 20 mil famílias. Parceria do MPA com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Matheus Silveira



