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Crescimento do PIB do Paraná fortalece economia regional e impulsiona setor de transportes

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PIB do Paraná cresce acima da média nacional e reforça peso na economia brasileira

O Paraná registrou um avanço expressivo de 3,8% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

O resultado superou a média nacional de 2,5% e também o desempenho de diversas economias europeias. Em valores absolutos, o PIB estadual atingiu R$ 403 bilhões, o que representa 6,51% da economia nacional — um leve aumento em relação aos 6,45% registrados em 2024, consolidando o estado como uma das locomotivas econômicas do país.

Agropecuária lidera crescimento, seguida pela indústria

O desempenho positivo do Paraná é reflexo direto da força do setor agropecuário, que apresentou crescimento de 13,56% entre janeiro e junho, impulsionado por safras recordes de soja e milho, além de ganhos de produtividade e exportações em alta.

A indústria, segundo setor com melhor desempenho, registrou alta de 3,4% no período, sustentada pela produção de bens de consumo e insumos ligados ao agronegócio. Esses dois segmentos, aliados a um comércio aquecido, formam o tripé responsável pelo dinamismo econômico estadual.

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Expansão econômica impulsiona o transporte de cargas

De acordo com Silvio Kasnodzei, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (SETCEPAR), o crescimento do PIB reflete diretamente na demanda por transporte rodoviário, principal modal de escoamento da produção paranaense.

“O Paraná, pela sua posição estratégica, depende fortemente do transporte rodoviário para levar sua produção aos portos de Paranaguá e Antonina, movimentando grandes volumes de grãos e contêineres”, afirma Kasnodzei.

Ele destaca ainda que o momento é propício para investimentos estratégicos no setor, com foco em gestão eficiente de frotas, qualificação profissional e adoção de práticas ESG, fatores essenciais para garantir competitividade e sustentabilidade a longo prazo.

Empresas do setor logístico registram ganhos e ampliam operações

O CFO da Tindiana Logística e Transportes, Reginaldo Pavezzi, afirma que o ambiente favorável da economia paranaense em 2025 impulsionou investimentos, crédito competitivo e inovação no agronegócio.

Com o avanço da produção agrícola, especialmente de soja e milho da safrinha 2025, a empresa projeta um crescimento de faturamento de 18% neste ano. “Além da soja e do milho, há forte movimentação de cereais, açúcar e fertilizantes, reforçando o protagonismo do estado nas exportações”, pontua Pavezzi.

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Desempenho do estado atrai investimentos e gera empregos

Para Ernane Nóbrega, gerente de Transporte e Logística da Transcativa, o desempenho consistente do Paraná — impulsionado por agropecuária, indústria e serviços — tem criado um ambiente favorável à instalação de novas fábricas, expansão de complexos industriais e geração de empregos em diversos setores.

“A economia paranaense tem se mostrado sólida e atrativa, favorecendo o ingresso de investimentos privados e o fortalecimento da infraestrutura logística”, destaca Nóbrega.

Desafio está na infraestrutura rodoviária

Apesar do cenário positivo, Kasnodzei alerta para a necessidade urgente de investimentos públicos em infraestrutura, especialmente na malha rodoviária.

“A prioridade absoluta deve ser o investimento nas estradas, que ainda apresentam sérias deficiências de qualidade e segurança. Isso eleva os custos operacionais e aumenta o número de acidentes”, ressalta o dirigente do SETCEPAR.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.

O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.

Mercado interno recua e importações avançam

O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.

Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.

Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração

No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.

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Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.

No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).

Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.

Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza

A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.

Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.

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No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.

Perspectivas para 2026

Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.

Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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