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Cultivo de kiwi cresce no Brasil, mas enfrenta desafios climáticos no Sul

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Consumo em alta e produção ainda limitada

O kiwi, fruta originária da Nova Zelândia, vem ganhando espaço no mercado brasileiro. O consumo tem crescido de forma significativa, mas a produção nacional ainda não supre a demanda. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produz cerca de 10 mil toneladas de kiwi por ano, enquanto mais de 40 mil toneladas são importadas anualmente para atender o mercado interno.

Desafios climáticos no cultivo nacional

A produção brasileira de kiwi é concentrada, principalmente, na região Sul do país, onde os produtores enfrentam instabilidades climáticas e alta incidência de chuvas justamente no período de maturação da fruta.

“O clima instável e a maior incidência de chuvas nas áreas produtoras – especialmente na região Sul – durante a maturação dos frutos, impõem desafios extras aos agricultores, exigindo cuidados redobrados para evitar perdas e garantir a qualidade da safra”, explica Bruno Nolasco, gerente de negócios da Belgo Arames.

Tecnologia no campo ajuda a superar obstáculos

Para enfrentar essas adversidades, os produtores têm recorrido a soluções estruturais modernas, como os sistemas de condução com arames de alta resistência. Essas estruturas oferecem suporte adequado aos ramos e frutos, melhoram a exposição ao sol, aumentam a ventilação e ajudam na redução de doenças fúngicas e bacterianas.

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Outro ponto essencial é o uso de arames com revestimento anticorrosivo, já que as condições climáticas e o uso constante de insumos agrícolas podem acelerar a deterioração dos materiais no campo.

Mais durabilidade, menor custo e maior rentabilidade

O uso de tecnologias específicas para a fruticultura tem trazido ganhos expressivos aos produtores, permitindo:

  • Redução nos custos de manutenção das estruturas;
  • Melhoria no manejo do pomar;
  • Aumento da rentabilidade da produção.

“A galvanização é um elemento importante dos arames, pois além do clima, o uso de adubos foliares e defensivos agrícolas pode acelerar a oxidação e diminuir a vida útil das estruturas”, destaca Bruno Nolasco.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de pescado caem 54% e setor se preocupa com novo tarifaço

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A possibilidade de os Estados Unidos ampliarem em 25% as tarifas sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano surge em um momento de retração das vendas externas da piscicultura. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral) mostram que as exportações de pescados do Paraná caíram 54% no primeiro quadrimestre de 2026, totalizando cerca de 1,2 mil toneladas embarcadas.

O Paraná lidera a produção nacional de tilápia e concentra parte relevante das exportações brasileiras da espécie. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes de cultivo, das quais aproximadamente 660 mil toneladas foram de tilápia, segundo dados da Peixe BR.

A tilápia respondeu por mais de 86% dos embarques paranaenses no período. Os Estados Unidos permanecem como principal destino do produto brasileiro, fator que aumenta a atenção do setor às discussões comerciais em andamento no mercado norte-americano.

O novo tarifaço dos EUA ainda está em fase de consulta pública e os produtos que poderão ser atingidos não foram oficialmente definidos. Mesmo assim, o tema já mobiliza exportadores de diferentes segmentos do agronegócio devido ao peso do mercado norte-americano nas vendas externas brasileiras.

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A queda registrada no Paraná interrompe uma trajetória de expansão observada nos últimos anos, período em que o Estado consolidou sua posição como principal produtor nacional de tilápia e ampliou sua participação nas exportações de pescado.

Representantes da cadeia produtiva avaliam que a definição sobre as tarifas poderá influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses, especialmente em segmentos com forte concentração de vendas para os Estados Unidos.

Fonte: Pensar Agro

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