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Cultivo de trigo no Rio Grande do Sul avança com recuperação das lavouras e condições climáticas favoráveis

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Avanço na semeadura do trigo no Rio Grande do Sul

A semeadura do trigo no Rio Grande do Sul registrou avanço significativo graças ao predomínio do tempo seco desde o início de julho. Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (17), já foram plantados 92% da área projetada para esta safra, superando os índices históricos para o mesmo período.

Prazo e condições do desenvolvimento das lavouras

A conclusão da semeadura está dentro do prazo estabelecido pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). As lavouras implantadas estão majoritariamente em fase de desenvolvimento vegetativo e têm apresentado recuperação gradual, após os impactos causados pelo excesso de chuvas registrado até o fim de junho.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as áreas semeadas em maio e junho mostram boa densidade populacional, crescimento uniforme e coloração verde intensa, indicativos de bom estado nutricional e atividade fotossintética adequada.

Variações regionais na recuperação das plantas

A recuperação das lavouras varia conforme a região. No Sul do estado, a alta umidade relativa do ar e a nebulosidade ainda restringem o desenvolvimento das culturas. Já no Noroeste, as temperaturas elevadas causaram sintomas de amarelecimento foliar e o aparecimento de doenças fúngicas.

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Estágio das lavouras e importância da chuva

Nas áreas semeadas mais recentemente, em julho, as plantas encontram-se nas fases de germinação e emergência. A Emater ressalta que a manutenção de precipitações regulares será fundamental para garantir o estabelecimento adequado das plântulas.

Manejo cultural e cuidados sanitários

O manejo das lavouras segue com a aplicação de herbicidas em pós-emergência. Nas áreas que já alcançaram o estádio de elongação do colmo, foi realizada a segunda aplicação de adubação nitrogenada em cobertura. Até o momento, a sanidade foliar e a integridade estrutural das plantas são consideradas satisfatórias.

Por outro lado, a alta precipitação logo após a semeadura comprometeu a eficácia do tratamento de sementes em algumas áreas, exigindo atenção especial dos produtores devido à maior susceptibilidade da cultura a patógenos de solo e doenças foliares.

Estimativa da área e produtividade

A área total estimada para o cultivo do trigo no Rio Grande do Sul nesta safra é de 1.198.276 hectares, com projeção inicial de produtividade média de 2.997 quilos por hectare.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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