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Da Terra à Mesa: MDA vai injetar R$ 100 milhões na agricultura familiar
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O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) anunciou um reforço de peso para os trabalhadores do campo: um novo edital do programa Da Terra à Mesa Brasil, que vai injetar R$ 100 milhões na agricultura familiar. O dinheiro será usado para projetos de transição agroecológica, estruturação produtiva e capacitação — tudo com foco em quem cultiva sem agrotóxico e longe dos grandes bancos.
A proposta é alcançar pelo menos 10 mil agricultores familiares em todo o país. “Esse programa é para o agricultor que não tem perfil de banco. É para quem fica de fora do crédito tradicional”, afirmou o ministro Paulo Teixeira.
As organizações da sociedade civil poderão apresentar propostas que se enquadrem em três eixos:
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Estruturação produtiva — investimento em sementes crioulas, bioinsumos, agrofloresta, criação de animais, máquinas e manejo sustentável de solo e água.
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Assessoria técnica — acompanhamento especializado para a transição agroecológica sair do papel e pegar no tranco.
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Formação e capacitação — cursos e trocas de experiências entre agricultores e técnicos, porque conhecimento também brota da terra.
Os critérios do edital incluem um olhar atento para quem mais precisa. Propostas que envolvam pelo menos 50% de mulheres e 20% de jovens do campo terão prioridade. Afinal, sem a força delas e o fôlego deles, não há roça que prospere.
Cada estado poderá acessar até R$ 2 milhões, com exceção da Região Norte, que terá direito a até R$ 3 milhões. Já os projetos individuais podem receber até R$ 8 milhões.
Com esse recurso, o governo espera ajudar pequenos agricultores a saírem da dependência de agrotóxicos e insumos caros, e fortalecer uma produção que respeita a natureza e põe comida de verdade na mesa dos brasileiros.
Fonte: Pensar Agro
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CerradinhoBio supera R$ 1,5 bilhão de EBITDA e amplia lucro em 90% na Safra 2025/2026
Resultados reforçam eficiência operacional e estratégia de diversificação
A CerradinhoBio, empresa do setor de bioenergia que atua na produção de etanol, açúcar, energia e nutrição animal a partir de matérias-primas renováveis como cana-de-açúcar e milho, divulgou os resultados consolidados da Safra 2025/2026 com desempenho recorde.
O EBITDA da companhia atingiu R$ 1,536 bilhão, crescimento de 35% em relação ao ciclo anterior. O EBIT ajustado somou R$ 1,026 bilhão, alta de 42%. Já o lucro líquido chegou a R$ 372,7 milhões, avanço expressivo de 90% na comparação anual.
A receita líquida consolidada foi de R$ 4,288 bilhões, enquanto a alavancagem financeira recuou de 2,00x para 1,40x (dívida líquida/EBITDA), uma redução de 30% em relação a março de 2025.
Mix produtivo mais diversificado sustenta crescimento
O desempenho da companhia reflete a consolidação da estratégia de diversificação do portfólio, com maior participação do açúcar e do etanol de milho na composição das receitas.
Segundo a empresa, a safra foi marcada por resultados operacionais consistentes e recordes históricos em diferentes frentes de produção, reforçando a eficiência do modelo integrado de negócios.
Moagem de cana e milho cresce e impulsiona produção
A moagem de cana-de-açúcar totalizou 5,181 milhões de toneladas, alta de 8% em relação à safra anterior. No segmento de milho, a moagem alcançou 1,514 milhão de toneladas, crescimento de 4%.
A produção de açúcar VHP somou 415 mil toneladas, salto de 195% na comparação anual. O resultado reflete a conclusão da segunda fase da fábrica de açúcar dentro do prazo previsto, permitindo que 62% do mix da cana fosse direcionado à produção do adoçante.
Etanol de milho ganha protagonismo no portfólio
A produção total de etanol atingiu 865 mil metros cúbicos na safra. Desse volume, 687 mil m³ foram provenientes das unidades de etanol de milho.
O segmento também registrou crescimento na coprodução de derivados, com 362 mil toneladas de DDGs (+3%) e 28,6 mil toneladas de óleo (+9%), reforçando o aproveitamento industrial da cadeia do milho.
Gestão financeira e execução de projetos são destaques
Para o CEO da CerradinhoBio, Renato Pretti, a safra marcou um avanço relevante na qualidade operacional e na execução de projetos estratégicos.
Segundo ele, a companhia fortaleceu sua estrutura de capital ao reduzir a alavancagem e, ao mesmo tempo, direcionou investimentos para iniciativas com retorno mais rápido e sinergias operacionais.
“Os resultados demonstram a capacidade da companhia de gerar valor, mesmo em um ambiente setorial desafiador”, destacou o executivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


