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De negócio informal a referência em piscicultura: Fisgou conquista selo Susaf e prepara expansão no Paraná
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Virada com o selo Susaf
Em 18 de junho, a Fisgou — marca comercial da Pescados Costa — recebeu a certificação Susaf‑PR (Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar e de Pequeno Porte). O selo libera a venda de seus pescados em qualquer município paranaense, reduz a burocracia e chancela as boas práticas sanitárias adotadas pela agroindústria.
Trajetória do casal empreendedor
Jenifer da Costa trocou o emprego de auxiliar odontológica para empreender ao lado do marido, Clécio da Costa, piscicultor de longa data.
O primeiro negócio começou de forma informal e forçou a mudança de cidade.
Em 2014, o casal recomeçou em Nova Santa Rosa (8,5 mil hab.); no ano seguinte inaugurou o frigorífico com inspeção municipal, deixando a informalidade para trás.
Parceria com o Sebrae/PR
Inserida no Projeto Tilápias do Oeste, a empresa recebeu mentoria do Sebrae para adequar processos, qualificar fornecedores e cumprir todas as exigências sanitárias necessárias ao Susaf.
“Com o selo, eles estão aptos a comercializar em todo o Paraná”, destaca Emerson Durso, consultor do Sebrae/PR.
Estrutura e capacidade de produção
- 23 colaboradores no frigorífico + 4 profissionais dedicados à despesca.
- Abate diário de 6 a 7 toneladas de peixes, resultando em 2,5 t de filés de tilápia.
- 90 % da matéria‑prima vêm de 20 produtores parceiros; os 10 % restantes são produção própria.
Setor em crescimento
O desempenho da Fisgou acompanha a expansão da tilapicultura no Paraná:
- +17,35 % em 2024 versus 2023, alcançando 245,1 mil t — 37 % da produção brasileira.
- A região Oeste responde por 85 % desse volume, com mais de 200 mil t/ano.
Impacto para produtores parceiros
Para piscicultores como Cleidenilson Campos, a regularidade do frigorífico é decisiva:
“Sabemos a data exata de carregamento e temos segurança na rentabilidade. É uma via de mão dupla: produto de qualidade para o frigorífico, confiança para o produtor.”
Próximos passos
Com clientes de Mato Grosso do Sul e São Paulo já batendo à porta, a Fisgou quer consolidar marca, ampliar mercado dentro do Paraná e, em seguida, avançar para outros estados.
“Sempre sonhamos em crescer. O Susaf mostra que valeu a pena cada esforço dos últimos 10 anos”, diz Jenifer da Costa.
A certificação Susaf marca a transição definitiva da Fisgou para a formalidade completa, abre novos mercados e fortalece a cadeia da tilápia no Oeste paranaense — gerando emprego, renda e segurança para toda a comunidade de produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Estoques globais de algodão caem e sustentam preços na Bolsa de Nova York com demanda asiática aquecida
Mercado internacional de algodão opera com fundamentos mais apertados
A revisão mais recente dos dados globais de oferta e demanda de algodão para a safra 2026/27 indica um cenário de maior restrição de estoques e consumo aquecido no mercado internacional. O movimento foi detalhado em análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária na última segunda-feira (15).
O ambiente mais ajustado de oferta ajudou a sustentar as cotações da fibra na Bolsa de Nova York no dia da divulgação dos números.
Exportações fortes reduzem estoques iniciais da próxima safra
Segundo o IMEA, a queda nos estoques finais da safra 2025/26 está diretamente ligada ao ritmo intenso de exportações registrado pelo Brasil e pelos Estados Unidos.
Esse movimento reduziu os estoques iniciais projetados para a temporada 2026/27 em comparação com os dados divulgados em maio, contribuindo para um balanço global mais apertado.
Produção global estável limita recomposição da oferta
No lado da oferta, a estimativa de produção mundial de algodão para a nova safra permaneceu estável no comparativo mensal, totalizando 25,27 milhões de toneladas.
A ausência de crescimento na produção impede uma recomposição mais forte dos estoques globais, em um momento em que a demanda segue firme.
Consumo global é revisado para cima pelo USDA
Do lado da demanda, o United States Department of Agriculture revisou para cima sua projeção de consumo mundial de algodão, agora estimado em 26,51 milhões de toneladas, alta de 0,06%.
O ajuste reflete principalmente a expectativa de manutenção da demanda nos países asiáticos, com destaque para a Índia, que prorrogou a suspensão de tarifas de importação até 31 de outubro. A medida busca ampliar a oferta interna e garantir o abastecimento da indústria têxtil local.
Estoques finais caem ao menor nível desde 2018/19
Com consumo elevado e oferta limitada, os estoques finais projetados para a safra 2026/27 foram reduzidos em 1% frente à estimativa anterior.
De acordo com o IMEA, o volume esperado é o menor desde a safra 2018/19, reforçando um cenário de aperto estrutural no balanço global da fibra.
Perspectiva: mercado tende a seguir sustentado por fundamentos mais apertados
Na avaliação do IMEA, o desequilíbrio entre oferta limitada e demanda firme tende a manter o mercado internacional de algodão sustentado no curto prazo.
O cenário reforça a percepção de escassez relativa da fibra, fator que segue dando suporte às cotações na Bolsa de Nova York, especialmente diante da continuidade da demanda asiática aquecida.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

