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Demanda aquecida e dólar em queda impulsionam alta do milho na Bolsa de Chicago; B3 inicia o dia em baixa

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Milho sobe na Bolsa de Chicago com apoio da demanda e desvalorização do dólar

Os contratos futuros do milho abriram a quarta-feira (21) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo o aumento da demanda internacional pelos grãos norte-americanos e a queda do dólar. Por volta das 9h50 (horário de Brasília), as cotações operavam em campo positivo.

O contrato de março/26 era negociado a US$ 4,26 por bushel, com alta de 3 pontos. O vencimento maio/26 subia 3,25 pontos, a US$ 4,34, enquanto o julho/26 avançava 2,75 pontos, sendo cotado a US$ 4,40. Já o contrato setembro/26 tinha leve valorização de 2,50 pontos, a US$ 4,39.

De acordo com informações do portal Successful Farming, o movimento de alta está ligado à forte demanda por produtos agrícolas dos Estados Unidos, combinada à fraqueza do dólar, que favorece as exportações do país.

Exportações dos EUA crescem 60% na comparação anual

O analista Tony Dreibus, da Successful Farming, destacou que as exportações de milho norte-americano atingiram cerca de 29 milhões de toneladas desde o início do atual ano comercial, em 1º de setembro — um crescimento de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“O desempenho das exportações reforça o otimismo dos investidores e ajuda a sustentar os preços em Chicago”, explicou Dreibus. Ele acrescentou ainda que a desvalorização do dólar tem sido um fator relevante para o avanço das cotações, movimento que começou na terça-feira (20), após o feriado de Martin Luther King Jr.

No Brasil, milho recua na B3 acompanhando o câmbio

Enquanto o mercado internacional registrava ganhos, os preços futuros do milho caíam na Bolsa Brasileira (B3) no início desta quarta-feira. Por volta das 10h07 (horário de Brasília), as principais posições operavam em leve queda, refletindo a valorização do real frente ao dólar.

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O contrato março/26 recuava 0,30%, sendo cotado a R$ 70,68. Já o maio/26 registrava queda de 0,29%, a R$ 69,75, seguido pelo julho/26, com baixa de 0,04%, a R$ 68,64. O vencimento setembro/26 tinha leve desvalorização de 0,06%, a R$ 68,26.

Por volta das 10h10, o dólar recuava 0,47%, sendo negociado a R$ 5,36, o que pressiona os preços internos do cereal e reduz a competitividade das exportações brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026

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O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.

De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.

Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto

No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.

O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.

Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.

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Menor produção pode aumentar dependência de importações

A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.

As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.

No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.

No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.

Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais

Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.

Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.

Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.

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Paraná enfrenta resistência para novas altas

No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.

Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.

O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.

Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.

Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses

Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.

A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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