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Demanda enfraquecida derruba preços da laranja no mercado de mesa, aponta Cepea
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Após semanas de valorização, os preços da laranja no mercado de mesa registraram queda nos últimos dias de outubro, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).
Segundo os pesquisadores, a retração nas vendas está ligada à redução da demanda, especialmente no fim do mês, quando os consumidores costumam aguardar o recebimento dos salários antes de voltar às compras.
Laranja pera de mesa apresenta leve recuo nos preços
Entre os dias 27 e 30 de outubro, a laranja pera de mesa foi negociada a uma média de R$ 61,47 por caixa de 40,8 kg (na árvore). O valor representa uma queda de 0,19% em relação à semana anterior.
O enfraquecimento da demanda fez com que os agentes do mercado diminuíssem os pedidos nos barracões, refletindo diretamente nas cotações.
Indústria mantém estabilidade nas negociações
Enquanto o mercado de mesa enfrenta desvalorização, o segmento industrial apresenta estabilidade nos preços.
De acordo com agentes consultados pelo Cepea, as cotações da laranja destinada à indústria permanecem firmes, em torno de R$ 50,00 por caixa de 40,8 kg. Esse equilíbrio indica que o setor de processamento não foi impactado pela queda no consumo da fruta in natura.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Títulos privados do agro movimentam R$ 580,78 bilhões em CPR no início da safra 2026/27
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou as finanças privadas do agro. Em julho de 2026, os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR) totalizaram R$ 580,78 bilhões, distribuídos em 372 mil cédulas, com ticket médio de R$ 1,56 milhão. Considerando apenas os títulos emitidos em julho, primeiro mês da safra 2026/27, foram registrados R$ 37,53 bilhões em novas CPR.
Os estoques de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 560,37 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,22 bilhões, precisa ser reaplicado no financiamento do setor agropecuário. Desse montante, pelo menos 45%, ou R$ 151,30 bilhões, precisa ser direcionado ao crédito rural oficial. Os valores consideram recursos destinados à safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.
Em julho, os estoques de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e de Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) foram de R$ 174,20 bilhões e R$ 30,21 bilhões, respectivamente.
No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), considerando os dados de junho de 2026, o patrimônio líquido totalizou R$ 64,13 bilhões, distribuídos em 285 fundos.
Os dados são do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.
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