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Desafios no Cultivo de Algodão: Oscilações de Preço e Preocupações com a Qualidade da Fibra

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Nos últimos meses, o mercado brasileiro de algodão tem enfrentado oscilações significativas nos preços, o que gerou preocupações crescentes sobre a qualidade da fibra produzida no país. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em março de 2025, o preço do algodão em pluma alcançou 429,08 centavos R$/LP (R$ 141,5 por arroba), representando um aumento de 1,95% em relação ao mês anterior. Embora a valorização do produto seja um indicativo positivo, especialistas alertam para questões relacionadas ao armazenamento da fibra, que podem prejudicar a qualidade e, consequentemente, afetar a competitividade do algodão brasileiro.

A prática inadequada de enfardamento é um dos principais fatores que comprometem a qualidade do algodão, especialmente devido ao uso de materiais de baixa qualidade para o fechamento dos fardos. A contaminação por plásticos e a deterioração da fibra têm se tornado cada vez mais comuns nas lavouras, gerando perdas significativas para os produtores. Bruno Rossafa, técnico em plasticultura na Nortène, destaca que a baixa qualidade dos filmes plásticos utilizados no enfardamento compromete a estrutura dos fardos, permitindo a entrada de umidade e poeira, o que prejudica a preservação da fibra.

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A Importância do Enfardamento Adequado

De acordo com Rossafa, a escolha do material correto para o enfardamento é crucial para garantir a proteção da fibra e minimizar as perdas no campo. “A proteção da fibra começa no campo, e o armazenamento inadequado pode comprometer todo o investimento feito durante o cultivo. É essencial utilizar matéria-prima virgem e produtos que garantam um fechamento eficiente e resistência mecânica, protegendo o algodão de fatores externos, como umidade, radiação solar e sujeira”, explica o especialista.

Além disso, o controle da umidade durante o armazenamento tem sido identificado como um fator crítico para a qualidade do algodão. Estudos sugerem que a umidade ideal deve ficar entre 6% e 8% no momento do enfardamento. Níveis inadequados de umidade podem facilitar o crescimento de fungos, resultando em problemas como o amarelamento da fibra, que indica a presença de fungos e deterioração no processo de armazenamento.

Tecnologia como Aliada na Preservação da Qualidade

Em resposta a esses desafios, entidades como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) têm reforçado a importância da adoção de práticas adequadas de armazenamento, como o uso de materiais de qualidade superior e o monitoramento constante das condições dos fardos. Segundo essas instituições, para manter a reputação do algodão brasileiro no mercado internacional, é imprescindível que os produtores invistam em tecnologias que garantam a integridade da fibra e a ausência de contaminação.

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Uma das soluções inovadoras disponíveis no mercado para garantir a proteção da pluma é a Polimanta Wrap, desenvolvida para preservar a qualidade do algodão desde a colheita até o beneficiamento. O produto é composto por múltiplas camadas, incluindo um filme adesivo e um filme não adesivo, o que proporciona maior resistência mecânica e vedação eficiente contra intempéries. Segundo Rossafa, “diferente de filmes comuns, a Polimanta Wrap utiliza uma técnica avançada de separação de wraps, facilitando a formação dos fardos e prevenindo a contaminação da pluma, além de reduzir os riscos operacionais”.

A Polimanta Wrap é fabricada com material 100% virgem, sem a utilização de recicláveis, o que assegura maior durabilidade e qualidade. Essa solução tem sido cada vez mais reconhecida como um aliado indispensável na preservação da qualidade do algodão, tanto no mercado nacional quanto internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil

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O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.

O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.

Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP nas exportações

A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.

Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.

A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.

Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual

Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.

A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.

Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.

Preço médio do açúcar recua no mercado externo

O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.

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O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.

O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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