CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Desembolso do Crédito Rural no Plano Safra 2024/25 alcança R$ 298,6 bilhões em dez meses

Publicados

AGRONEGOCIOS

Em um cenário de expectativa de crescimento no setor agrícola, o desembolso do crédito rural referente ao Plano Safra 2024/25, que vai de julho de 2024 a abril de 2025, atingiu R$ 298,6 bilhões. Esse montante corresponde a aproximadamente 80% do total concedido no mesmo período da safra 2023/2024, evidenciando a continuidade dos investimentos no agronegócio brasileiro, com destaque para os financiamentos de custeio, investimentos, comercialização e industrialização de produtos agropecuários.

Total de recursos desembolsados

Até o momento, o valor do crédito rural destinado aos produtores rurais atingiu R$ 298,6 bilhões. Esse montante abrange tanto os beneficiários do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) quanto outros produtores atendidos pelo crédito rural coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Desse total, R$ 246,2 bilhões foram desembolsados especificamente para esses produtores, distribuídos da seguinte forma:

  • R$ 142,7 bilhões para custeio;
  • R$ 52,2 bilhões para investimentos;
  • R$ 35,5 bilhões para comercialização;
  • R$ 15,9 bilhões para financiamentos voltados à industrialização de produtos agropecuários.
Comparação com o ano anterior

Os números registrados até agora representam aproximadamente 80% do total desembolsado no mesmo período da safra 2023/2024, totalizando 61,5% dos R$ 400,6 bilhões previstos para serem contratados em todas as finalidades de financiamento do Plano Safra 2024/25.

Leia Também:  Cajueiro-anão se consolida como alternativa resiliente e lucrativa no Semiárido nordestino
Financiamentos com taxas controladas e juros livres

Entre os recursos concedidos, 51% correspondem a financiamentos provenientes de fontes controladas, que possuem taxas de juros mais baixas e diferenciadas em relação às do mercado. Destacam-se:

  • Poupança Rural Equalizada, com um aumento de 20% em relação à safra anterior, totalizando R$ 21,8 bilhões;
  • Recursos Livres Equalizados, com um incremento de 171%, totalizando R$ 31,6 bilhões.

Por outro lado, os financiamentos com taxas de juros livres têm obtido destaque, especialmente a Poupança Rural Livre, que apresentou um crescimento de 124% em comparação à safra passada, com R$ 26 bilhões contratados e liberados até o momento.

Saldo de recursos disponíveis e expectativas para o final da safra

Apesar do forte desembolso já registrado, os programas de investimento agropecuário ainda possuem um saldo considerável de recursos a serem liberados. O Prodecoop, por exemplo, apresenta um saldo de 61% de recursos disponíveis, enquanto o Pronamp tem a menor disponibilidade remanescente, com 14% de saldo.

A expectativa é que todos os recursos disponibilizados para investimentos sejam aplicados até o final de junho, antes do início do novo ano agrícola. Nesse período, os produtores rurais estarão realizando suas aplicações com encargos financeiros que, em geral, estão 4,25 pontos percentuais abaixo da taxa SELIC, atualmente fixada em 14,75% ao ano.

Leia Também:  Agrex do Brasil realiza primeiro embarque de soja no Porto de Aratu e amplia corredor logístico na Bahia
Dados provisórios e fontes

Os valores mencionados são provisórios e foram extraídos em 7 de maio deste ano, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar no crédito rural. Os dados definitivos serão divulgados após 35 dias do fechamento de cada mês de avaliação.

Com esse panorama, o crédito rural segue como um pilar fundamental para o fortalecimento do setor agropecuário no Brasil, refletindo o apoio contínuo do governo ao desenvolvimento da agricultura e pecuária, essenciais para a economia nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

Publicados

em

A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

Leia Também:  Agrex do Brasil realiza primeiro embarque de soja no Porto de Aratu e amplia corredor logístico na Bahia

No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

Leia Também:  Cajueiro-anão se consolida como alternativa resiliente e lucrativa no Semiárido nordestino

O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA