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Dólar avança e impactos para o agronegócio: câmbio reage a inflação nos EUA e perspectivas no Brasil
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Cotação do dólar comercial e desempenho recente
O dólar comercial abriu esta sexta‑feira (13) operando em alta em relação ao real, com o câmbio sufragado em torno de R$ 5,21 por dólar no início das negociações, refletindo os movimentos desta semana nos mercados globais e domésticos. A moeda americana tem se mantido perto desse patamar, com o real testando níveis mais fortes frente ao dólar desde meados de 2024.
Tendência de curto prazo no câmbio brasileiro
O comportamento do câmbio tem sido influenciado por expectativas em torno da próxima divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, um indicador-chave de inflação que pode reforçar ou reduzir apostas sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed). No Brasil, dados recentes de inflação mostram que o IPCA acumulado segue dentro da meta, sinalizando ao mercado a possibilidade de início de cortes na taxa básica de juros (Selic) ainda em março.
Cenário externo e interno que pesam no dólar
A expectativa de inflação nos EUA e a agenda de dados econômicos no Brasil contribuem para que os investidores reajustem posições em dólar. A combinação de indicadores globais e domésticos cria um ambiente de maior volatilidade no câmbio, influenciando não só o mercado financeiro, mas também setores intensivos em comércio exterior — como o agronegócio.
Impactos no agronegócio brasileiro
Competitividade das exportações
Um dólar mais valorizado pode aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, ao tornar mais atrativas as exportações de grãos, carnes e outros produtos agrícolas. Porém, isso também pode encarecer os insumos importados, como fertilizantes e máquinas, pressionando os custos dos produtores.
Gestão de risco e estratégias de comercialização
Diante da oscilação cambial, agentes do setor precisam ajustar estratégias de comercialização e gestão de risco para proteger margens e planejar investimentos no médio prazo. A atenção ao câmbio é essencial, especialmente no período pré e pós‑Carnaval, quando a liquidez no mercado financeiro tende a ser mais baixa e movimentos de preço podem ser mais acentuados.
Perspectivas para o mercado financeiro
Indicadores financeiros e bolsa brasileira
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, segue sensível ao movimento do câmbio e aos dados macroeconômicos. Após oscilações nos últimos pregões, o índice tem mostrado volatilidade em função dos temas econômicos e políticos tanto no Brasil quanto no exterior, o que pode alterar a direção dos fluxos de capital.
Relação entre inflação e política monetária
Com a inflação brasileira ainda dentro da meta, mas com ligeiro aumento em janeiro de 2026, economistas apontam que o Banco Central poderá iniciar um ciclo de cortes da Selic em breve, possivelmente trazendo novo dinamismo ao mercado financeiro. Esse cenário macroeconômico é acompanhado de perto pelos gestores de risco, pois altera expectativas de retorno de ativos em reais.
Resumo dos movimentos cambiais e seus efeitos no agro
O desempenho do dólar não afeta apenas os mercados financeiros, mas também a cadeia do agronegócio, com impacto direto sobre preços de commodities, custos de insumos e planejamento de exportações. Produtores e investidores do setor seguem de olho nas decisões de política monetária e nos principais indicadores econômicos, nacionais e internacionais, para ajustar suas estratégias operacionais e financeiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Manejo de pastagens antes da seca pode reduzir custos e garantir ganho de peso na pecuária
Manejo antecipado das pastagens é decisivo para enfrentar a seca
A aproximação da estação seca exige atenção redobrada dos pecuaristas no manejo das pastagens. Com a redução das chuvas, há queda na produção e na qualidade da forragem, o que impacta diretamente o desempenho dos rebanhos.
Esse período de transição é considerado estratégico, pois ainda permite a formação de reserva de pasto e ajustes no sistema produtivo para reduzir perdas ao longo dos meses de menor crescimento das plantas.
Oferta de forragem pode cair até 70% na seca
De acordo com o técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, Robson Luiz Slivinski Dantas, o manejo adequado nesse momento é determinante para evitar prejuízos.
Segundo ele, a redução das chuvas desacelera o crescimento das pastagens e compromete sua qualidade nutricional.
“Um manejo adequado pode garantir uma oferta de matéria seca entre 2% e 3% do peso vivo dos animais, evitando déficits que comprometem o ganho de peso e geram perdas econômicas importantes”, explica.
Além da redução na oferta, a qualidade da forragem também cai significativamente, com aumento da fibra e redução de proteína e digestibilidade.
Falta de planejamento aumenta custos e degrada pastagens
Entre os principais erros cometidos por produtores nesse período estão:
- Superlotação das áreas
- Ausência de pastejo rotacionado
- Falta de adubação estratégica
- Não monitoramento da altura do pasto
Essas práticas aceleram a degradação das áreas e reduzem a capacidade de suporte.
“Quando o produtor não mede a oferta de pasto e mantém a lotação elevada, ele consome a reserva antes do período crítico. O resultado é aumento dos custos e menor produtividade”, alerta Dantas.
Ajuste de lotação é chave para preservar forragem
Uma das principais estratégias recomendadas é o ajuste gradual da taxa de lotação.
A redução planejada do número de animais por hectare ajuda a preservar a reserva de forragem para a seca.
“É possível preservar até 50% a mais de pasto quando a lotação é ajustada de forma estratégica”, afirma o especialista.
O manejo também deve priorizar áreas de descanso e organização do pastejo rotacionado.
Adubação no fim das águas ainda traz ganhos produtivos
Mesmo no fim do período chuvoso, a adubação pode contribuir para aumentar a produção de forragem.
A aplicação de nitrogênio, em áreas com bom potencial produtivo, pode elevar a produção entre 20% e 40%, favorecendo a formação de reservas.
Essa prática melhora o aproveitamento da área e ajuda a sustentar o rebanho durante a seca.
Planejamento garante desempenho e reduz perdas na seca
Com planejamento adequado, é possível manter ganhos de peso entre 0,5 kg/dia e 0,8 kg/dia, mesmo com suplementação mínima.
Segundo Dantas, a antecipação das decisões reduz impactos produtivos e reprodutivos no rebanho.
Quando não há planejamento, os prejuízos podem ser significativos, incluindo queda de desempenho e aumento de custos operacionais.
Boas práticas ajudam a atravessar o período crítico
Entre as recomendações práticas para o produtor estão:
- Monitoramento semanal da altura do pasto
- Planejamento da lotação futura
- Adubação nitrogenada em áreas prioritárias
- Implantação de pastejo rotacionado
Essas medidas ajudam a preservar tanto a quantidade quanto a qualidade da pastagem.
Falta de manejo pode gerar perdas de até R$ 500 por hectare
A ausência de planejamento pode resultar em perdas econômicas expressivas, incluindo:
- Redução do ganho de peso
- Maior necessidade de suplementação
- Aumento da mortalidade
- Queda na produtividade do abate
“Sem planejamento, os prejuízos podem chegar a R$ 500 por hectare”, destaca o especialista.
Soluções para manejo eficiente das pastagens
A Nossa Lavoura oferece insumos e soluções voltadas ao manejo estratégico, incluindo:
- Adubos NPK balanceados
- Sementes de pastagens mais resistentes
- Corretivos de solo
Segundo Dantas, o uso combinado dessas ferramentas permite ampliar a reserva de forragem e reduzir custos.
“Com planejamento e tecnologia, o produtor atravessa a seca com mais segurança e produtividade”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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