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Dólar inicia semana em queda com foco do mercado nas decisões de juros no Brasil e nos EUA
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Além disso, o mercado permanece atento aos desdobramentos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump. A expectativa gira em torno dos próximos passos dos bancos centrais e das implicações econômicas que podem surgir dessas movimentações.
Dólar recua no início da semana
Na manhã desta segunda-feira (5), por volta das 9h40, o dólar registrava queda de 0,37%, sendo cotado a R$ 5,6330. O movimento dá continuidade à tendência observada na última sexta-feira (2), quando a moeda norte-americana já havia recuado 0,41%, fechando o dia cotada a R$ 5,6538.
Com isso, a moeda acumula:
- Baixa de 0,58% na semana passada,
- Queda de 0,41% no mês de maio,
- Desvalorização de 8,51% no acumulado do ano.
Expectativa com juros impulsiona cautela
O foco dos investidores nesta semana está voltado para os anúncios das novas taxas básicas de juros por parte dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos, previstos para a próxima quarta-feira (7).
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, deve manter o ciclo de alta nos juros, podendo elevar a taxa Selic dos atuais 14,25% ao ano para algo próximo de 15%. A medida busca conter as pressões inflacionárias que fizeram a inflação ultrapassar a meta estabelecida pela autoridade monetária em 2024 — e que ainda pode encerrar 2025 em patamar superior ao desejado.
Nos Estados Unidos, a expectativa predominante é de que o Federal Reserve (Fed) mantenha os juros entre 4,25% e 4,50% ao ano. No entanto, o mercado estará atento às sinalizações da instituição sobre o cenário econômico norte-americano e possíveis impactos da política tarifária adotada por Donald Trump.
Tarifaço de Trump entra no radar do mercado
Além das decisões de juros, os agentes financeiros acompanham os desdobramentos do novo pacote tarifário dos EUA. Segundo agências internacionais, o governo Trump pode iniciar negociações para evitar as tarifas ainda nesta semana.
Neste domingo (4), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para discutir um possível acordo. O Brasil foi incluído na política de tarifas recíprocas, com uma taxa de 10%, após acusações do governo norte-americano de que o país aplica barreiras comerciais excessivas contra produtos dos EUA.
Haddad classificou o encontro como “de alto nível” e afirmou que Bessent demonstrou uma “abertura para o diálogo bastante importante”.
Ibovespa renova máxima desde setembro
Enquanto isso, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou a sexta-feira (2) com leve alta de 0,05%, alcançando os 135.134 pontos — o maior patamar desde setembro do ano passado.
O desempenho semanal e acumulado do índice foi positivo:
- Alta de 0,29% na semana,
- Avanço de 0,05% no mês de maio,
- Valorização de 12,35% no acumulado de 2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026
O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.
De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.
Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto
No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.
O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.
Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.
Menor produção pode aumentar dependência de importações
A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.
As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.
No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.
No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.
Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais
Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.
Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.
Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.
Paraná enfrenta resistência para novas altas
No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.
Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.
O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.
Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.
Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses
Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.
A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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