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Dólar inicia semana em queda e Ibovespa reage após recuo político de Flávio Bolsonaro
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O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (8) em leve queda, sendo negociado a R$ 5,42, após ter disparado mais de 2% na sexta-feira (6) e alcançado o maior valor em quase dois meses. A correção ocorre em meio a um cenário de maior cautela dos investidores, influenciado por fatores políticos e pela busca de equilíbrio no mercado cambial.
No pré-mercado dos Estados Unidos, o ETF EWZ, que replica o desempenho das principais empresas brasileiras listadas em Nova York, registrava avanço de 1,56%, sinalizando melhora na percepção de risco em relação ao Brasil.
Ibovespa reage e tenta recuperar perdas recentes
O Ibovespa também iniciou o dia em recuperação, operando próximo dos 157.378 pontos, após queda de 4,31% na sessão anterior. O movimento indica uma tentativa de recuperação das perdas recentes, em meio à valorização de ativos de risco e à redução da pressão sobre o câmbio.
Analistas apontam que parte do ajuste é reflexo da correção natural do mercado após a forte volatilidade da semana passada. Além disso, investidores seguem atentos ao cenário político e às possíveis repercussões econômicas das declarações de lideranças nacionais.
Declarações políticas seguem no radar dos investidores
A movimentação dos mercados continua fortemente atrelada ao ambiente político. As declarações do senador Flávio Bolsonaro, que afirmou que “há um preço” para desistir de uma possível candidatura à Presidência em 2026, repercutiram negativamente na sexta-feira, elevando a tensão entre agentes financeiros.
No entanto, as sinalizações de que ele pode recuar da disputa presidencial trouxeram certo alívio, contribuindo para a queda do dólar e a leve recuperação do Ibovespa nesta segunda-feira.
Desempenho acumulado e cenário macroeconômico
Até o momento, o dólar acumula alta de 1,83% no mês e queda de 12,09% no ano, enquanto o Ibovespa apresenta valorização acumulada de 30,83% em 2025, refletindo o bom desempenho das ações brasileiras no exterior e a entrada de capital estrangeiro.
No cenário macroeconômico, o mercado segue de olho nas próximas decisões de política monetária e nos indicadores de inflação. A expectativa de uma redução gradual na taxa Selic e o controle dos preços internos têm sustentado o otimismo em parte dos investidores.
Panorama internacional também influencia o câmbio
Além dos fatores internos, a cotação do dólar no Brasil é impactada por variáveis externas, como o desempenho da economia norte-americana e as perspectivas de juros nos Estados Unidos. A leve desvalorização global da moeda norte-americana frente a outras divisas emergentes também contribuiu para a correção observada no câmbio.
Economistas destacam que, apesar da volatilidade momentânea, o real segue entre as moedas que mais se valorizaram em 2025, apoiado pela melhora nas contas externas e pela entrada de investimentos no setor produtivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fersul conecta agricultura familiar a novos mercados e tecnologia
Começa nesta quarta-feira (12.08), em Rio do Sul (190 km da capital, Florianópolis), em Santa Catarina, a 15ª Feira Multissetorial do Alto Vale do Itajaí (Fersul). Embora reúna diferentes setores da economia, a edição deste ano terá pela primeira vez uma área exclusiva para o agronegócio, com 42 expositores da região.
O espaço terá 300 metros quadrados e funcionará como uma vitrine para produtos da agricultura familiar. Entre os participantes estão 32 agroindústrias que trabalham com alimentos processados e produtos de maior valor agregado, além de produtores de plantas ornamentais e empreendimentos de turismo rural.
A proposta é aproximar os produtores diretamente dos consumidores, comerciantes, distribuidores e possíveis parceiros. Para as pequenas agroindústrias, a participação pode abrir canais de venda fora dos municípios de origem e aumentar a visibilidade de marcas ainda pouco conhecidas no mercado regional.
Antes da feira, os produtores passaram por um ciclo de preparação promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Os treinamentos abordaram atendimento ao público, técnicas de venda e apresentação dos produtos e das marcas.
A capacitação busca resolver uma dificuldade comum entre pequenos empreendimentos rurais. Mesmo quando possuem alimentos de qualidade e produção regular, muitas agroindústrias encontram obstáculos para definir preços, apresentar seus diferenciais e alcançar compradores além da venda direta na propriedade.
O turismo rural também terá espaço na feira. Os empreendimentos participantes apresentarão experiências ligadas à produção agrícola, à gastronomia e ao modo de vida das comunidades do Alto Vale do Itajaí. A atividade permite que as famílias rurais complementem a renda com hospedagem, alimentação, visitas às propriedades e comercialização de produtos locais.
A estrutura dedicada ao agro conta com a participação da Cresol, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), da Cooperfavi e do Sebrae.
Além da área rural, a Fersul terá ambientes voltados à inovação, à tecnologia e ao empreendedorismo feminino. Parte das soluções apresentadas nesses espaços poderá ser aproveitada pelas agroindústrias em atividades como gestão, vendas digitais, divulgação das marcas e organização dos processos produtivos.
Realizada pela Associação Empresarial de Rio do Sul (Acirs), a Fersul chega à 15ª edição como a principal feira de negócios do Alto Vale. A programação segue até sexta-feira (14.08), com exposição multissetorial, palestras, atividades técnicas e um congresso empresarial.
Serviço
Evento: 15ª Feira Multissetorial do Alto Vale do Itajaí
Data: 12 a 14 de agosto de 2026
Abertura: quarta-feira, às 16 horas
Local: Centro de Eventos Hermann Purnhagen
Fonte: Pensar Agro



