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Ebook destaca hubs globais de deep tech e oportunidades para o agronegócio brasileiro

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A consultoria especializada em inovação corporativa Innoscience lançou um eBook gratuito que traça um panorama dos principais hubs globais de deep tech e identifica as tecnologias emergentes mais promissoras em quatro setores estratégicos para o Brasil: agronegócio, saúde, energia e manufatura avançada.

Foco no agronegócio como polo global de inovação sustentável

Com linguagem técnica e acessível, a publicação mostra como a ciência aplicada pode transformar o agronegócio brasileiro em um dos maiores polos mundiais de inovação sustentável, com destaque para o papel das deep techs — soluções de base científica de alta complexidade, como biotecnologia, novos materiais e inteligência artificial.

Segundo Marco Perocco, sócio-diretor da Innoscience e coautor do estudo, “a ciência de ponta é a chave para enfrentar desafios globais e impulsionar o desenvolvimento sustentável. E o agro brasileiro tem tudo para liderar essa transformação”.

Tecnologias que estão revolucionando o campo

O eBook apresenta como inovações como:

  • Biotecnologia agrícola
  • Agricultura de precisão
  • Robótica rural

Inteligência artificial aplicada ao campo estão moldando uma nova era no setor. Entre os exemplos práticos estão:

  • Cultivares geneticamente aprimoradas
  • Sensores conectados para otimização do uso de insumos
  • Tratores autônomos
  • Algoritmos que preveem pragas e doenças com antecedência
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A integração dessas tecnologias gera ganhos expressivos em produtividade, promove o uso racional de recursos e reduz impactos ambientais.

Brasil já conta com ecossistema robusto de deep techs

Segundo o levantamento “Deep Techs Brasil 2024”, o país já abriga 875 startups deep tech, das quais 50% estão voltadas ao agronegócio. O dado revela a força de um ecossistema inovador que posiciona o Brasil como um celeiro tecnológico global, capaz de exportar soluções científicas sustentáveis, além de commodities.

Outros setores estratégicos também ganham destaque

Além do agronegócio, o eBook explora oportunidades em:

  • Saúde
  • Energia
Manufatura avançada

O conteúdo ainda aponta os principais hubs globais onde ciência, inovação, investimento e empreendedorismo se conectam, oferecendo insights práticos para empresas, universidades, centros de pesquisa e formuladores de políticas públicas que desejam posicionar o Brasil na vanguarda da inovação global.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço mínimo do algodão sobe para R$ 119,13 por arroba

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Com uma produção estimada em 4,06 milhões de toneladas de pluma e apenas 8,1% das lavouras colhidas, o algodão brasileiro entra na fase decisiva da safra 2025/26 com perspectivas de oferta elevada e forte dependência do mercado externo. Nesse cenário, o governo reajustou em 3,82% o preço mínimo que servirá de referência para a comercialização da próxima temporada.

A Portaria nº 934, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, elevou o preço mínimo do algodão em pluma de R$ 114,58 para R$ 119,13 por arroba. O valor será aplicado à safra 2026/27, com períodos de vigência diferentes conforme a região produtora.

No Centro-Oeste, em Minas Gerais e no oeste da Bahia, onde está concentrada a maior parte da produção nacional, o novo preço valerá entre maio de 2027 e abril de 2028. No Sul e no Sudeste, com exceção de Minas Gerais, a vigência começará em março de 2027. Nas demais áreas do Norte e do Nordeste, a referência entrará em vigor em julho do próximo ano.

O governo também aumentou o preço mínimo do algodão em caroço, de R$ 45,83 para R$ 47,65 por 15 quilos. Para o caroço de algodão, utilizado principalmente na alimentação animal e na fabricação de óleo, o valor passou de R$ 6,73 para R$ 7,15, alta de 6,24%.

Os preços integram a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Na prática, funcionam como referência para eventuais operações públicas de apoio à comercialização quando as cotações ficam abaixo do patamar estabelecido. A existência do preço mínimo, porém, não significa que o governo comprará automaticamente a produção. As intervenções dependem de regulamentação, disponibilidade de recursos e decisão das autoridades econômicas.

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A atualização ocorre enquanto os produtores começam a retirar do campo uma das maiores safras de algodão da história. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) calcula que foram semeados 2,02 milhões de hectares na temporada 2025/26, redução de 3,2% em relação ao ciclo anterior.

Mesmo com a área menor, a produtividade média da pluma deve aumentar 2,8%, para 2.011 quilos por hectare. A produção está estimada em 4,06 milhões de toneladas, apenas 0,5% abaixo do recorde de 4,08 milhões de toneladas registrado na safra passada.

O trabalho de colheita ainda está no começo nos principais Estados produtores. O Paraná já encerrou as atividades e São Paulo se aproxima do fim, enquanto Mato Grosso, responsável pela maior parcela da oferta brasileira, iniciou a retirada dos primeiros talhões. Na Bahia, segunda maior produtora, áreas de sequeiro já estão sendo colhidas, enquanto parte das lavouras irrigadas permanece em desenvolvimento.

Até o levantamento mais recente, 8,1% da área nacional havia sido colhida. Outros 78,4% das lavouras estavam em maturação e 13,5% ainda se encontravam na fase de formação das maçãs. Chuvas registradas entre maio e junho aumentaram a atenção para doenças e qualidade da fibra em algumas regiões, mas a Conab não identificou, até agora, perdas expressivas no rendimento nacional.

O tamanho da colheita reforça a importância das exportações para a sustentação dos preços. A Conab projeta embarques de 3,38 milhões de toneladas de pluma, volume equivalente a mais de 80% da produção estimada para a temporada. Parte desses embarques também poderá ser atendida pelos estoques acumulados de safras anteriores.

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Nos oito primeiros dias úteis de julho, o Brasil exportou 66,4 mil toneladas. A média diária ficou 55,5% acima da registrada no mesmo período de 2025, segundo acompanhamento da Conab. No mercado interno, compradores ainda aguardam a entrada de volumes maiores da nova safra antes de ampliar as negociações.

As cotações permanecem acima do preço mínimo atualmente vigente. Na semana encerrada em 10 de julho, a pluma foi negociada, em média, a R$ 128,35 por arroba em Mato Grosso e a R$ 136,67 na Bahia. A diferença oferece alguma proteção neste início de colheita, mas pode diminuir caso o avanço da oferta pressione o mercado ou as exportações percam ritmo.

O avanço da produção colocou o Brasil na terceira posição entre os maiores produtores mundiais, atrás apenas de China e Índia. No comércio internacional, o país ocupa a liderança e deve permanecer como o maior exportador global de algodão, à frente dos Estados Unidos, conforme as projeções do Departamento de Agricultura norte-americano.

A posição conquistada amplia as oportunidades, mas também deixa a renda do produtor mais exposta ao câmbio, às cotações internacionais e ao comportamento dos compradores asiáticos. Em uma safra superior a 4 milhões de toneladas, o novo preço mínimo representa uma referência de proteção, mas a capacidade de escoar a produção continuará sendo decisiva para as cotações recebidas no campo.

Fonte: Pensar Agro

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