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Emater/RS e RTC intensificam monitoramento da cigarrinha-do-milho no Rio Grande do Sul

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A Emater/RS-Ascar, em parceria com a Rede Técnica Cooperativa (RTC), iniciou em 2025 uma ação conjunta para monitorar a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), atualmente considerada a principal praga da cultura no Rio Grande do Sul. A iniciativa envolve aproximadamente 50 municípios, com técnicos visitando semanalmente propriedades rurais para troca de armadilhas e contagem dos insetos capturados.

Os dados coletados serão enviados à RTC, responsável por consolidar as informações e elaborar um mapa estadual da ocorrência da praga, permitindo ações de manejo mais precisas.

Primeira ação conjunta fortalece controle da praga

Segundo o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Elder Dal Prá, esta é a primeira vez que o monitoramento é realizado de forma articulada entre Emater e RTC. Antes, as ações eram isoladas, feitas individualmente por cooperativas ou extensionistas.

“A cigarrinha-do-milho é relativamente recente no estado, com registros desde as safras de 2020 e 2021. Embora cause poucos danos diretos à planta, o inseto transmite patógenos responsáveis por enfezamentos e outras doenças virais, que não têm controle e podem comprometer a produtividade das lavouras”, alerta o especialista.

Monitoramento estratégico para manejo eficiente

O monitoramento permite oferecer dados confiáveis que subsidiam ações estratégicas de controle. “Nem todas as cigarrinhas estão contaminadas. Para transmitir doenças, o inseto precisa se alimentar de uma planta infectada. Por isso, em alguns pontos do Estado, amostras são coletadas e enviadas para testes moleculares, identificando a presença de bactérias e vírus associados aos enfezamentos”, explica Elder.

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O ciclo da cigarrinha-do-milho dura cerca de 45 dias em condições favoráveis. Os insetos vivem em colônias no cartucho e nas folhas jovens do milho, e o manejo recomendado é integrado, incluindo:

  • Eliminação do milho voluntário/tiguera;
  • Monitoramento constante de insetos e plantas doentes;
  • Uso de cultivares menos suscetíveis;
  • Semeadura em época única;
  • Tratamento de sementes com inseticidas;
  • Aplicação de inseticidas conforme a incidência da praga.
Produtores destacam importância do monitoramento

Para agricultores como Jesus Amilton Amaral, de Lindolfo Collor, o monitoramento é essencial. “A cigarrinha começou a aparecer há alguns anos e, no ano passado, um pedaço da lavoura não produziu nada. Essas armadilhas indicam a presença da praga e nos permitem agir antes que o problema se agrave”, afirma.

Amilton conta que a dedicação diária à lavoura exige atenção e aprendizado constante. “Já faz dois meses que nem volto para minha casa na cidade. Cada dia no campo é uma oportunidade de aprender. Esse monitoramento traz segurança para continuar produzindo, mesmo diante das dificuldades”, acrescenta.

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Expectativa de resultados positivos para o setor

Com a parceria entre Emater/RS-Ascar e RTC, a expectativa é fortalecer a rede de informações e fornecer orientações precisas aos agricultores, contribuindo para a proteção e sustentabilidade da produção de milho no Rio Grande do Sul.

Fonte: Emater/RS-Ascar

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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