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Embrapa apresenta inovações agrícolas para o semiárido durante ExpoCariri 2025

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A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) destacou tecnologias voltadas à produção sustentável no semiárido nordestino durante a segunda edição da ExpoCariri, realizada de 30 de outubro a 1º de novembro no Campo Experimental da Embrapa Algodão, em Barbalha (CE).

O evento, promovido pela FAEC (Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará) e pelo Sebrae, com apoio de prefeituras e instituições de pesquisa, reuniu produtores, técnicos e pesquisadores para palestras, lançamentos de maquinário, consultorias e atividades culturais.

Tecnologias aplicadas em dez cadeias produtivas

As inovações da Embrapa foram desenvolvidas por oito unidades em diferentes estados e abrangem dez cadeias produtivas, incluindo algodão, mandioca, amendoim, gergelim, feijão-caupi, mamona, macaúba e gramíneas. A área das vitrines tecnológicas ocupou 600 m², demonstrando na prática os resultados de anos de pesquisa voltados à adaptação de cultivos ao semiárido.

Entre os destaques, estão:

  • Algodão BRS 700FL B3RF: fibra longa, alta produtividade e em processo de obtenção de Indicação Geográfica (IG).
  • Mandioca BRS Novo Horizonte: desenvolvida para produção industrial de amido no Nordeste.
  • Trigo adaptado ao semiárido: cultivado no Ceará desde 2018, com variedades de ciclo curto que podem permitir até quatro colheitas anuais, oferecendo alto potencial produtivo e estabilidade climática.
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Segundo o pesquisador Afrânio Arley Montenegro, o trigo representa uma nova frente de pesquisa capaz de expandir a produção agrícola em regiões de clima semiárido.

Programação técnica e integração com produtores

A ExpoCariri também contou com eventos técnicos, como o I Simpósio de Bananicultura do Cariri, o II Encontro de Mulheres do Agro e o Encontro Anual de Produtores Rurais da Região do Cariri.

O conjunto de atividades reforça o papel da pesquisa agropecuária como motor de inovação e desenvolvimento regional, promovendo soluções que aumentam produtividade, sustentabilidade e competitividade no Nordeste brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.

O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.

Mercado interno recua e importações avançam

O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.

Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.

Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração

No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.

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Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.

No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).

Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.

Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza

A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.

Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.

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No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.

Perspectivas para 2026

Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.

Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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