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Embrapa Cerrados amplia acervo digital com novos vídeos sobre inovações tecnológicas

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A Embrapa Cerrados disponibilizou nove novos vídeos em seu canal no YouTube, abordando avanços tecnológicos e programas de pesquisa voltados ao bioma Cerrado. Entre os materiais, sete pertencem à série Vitrine Digital, um à série Lançamento Web, que trata do portfólio de cultivares de maracujá e da nova cultivar BRS Vita Fruit, além de um Dia de Campo Web sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Os vídeos são registros de palestras ministradas por especialistas da unidade durante a AgroBrasília, uma das principais feiras de tecnologia agropecuária do Brasil, realizada anualmente no PAD-DF, Distrito Federal.

Fruticultura e Melhoramento Genético

O pesquisador Fábio Faleiro, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, apresenta no vídeo “A fruticultura como estratégia de inclusão socioprodutiva e desenvolvimento regional” (Vitrine Digital) a relevância econômica e social da fruticultura no Brasil. Ele destaca iniciativas da Embrapa na área, casos de sucesso e desafios para a inclusão socioprodutiva no setor.

Faleiro também participa, ao lado da pesquisadora Ana Maria Costa, do vídeo “Portfólio de cultivares de maracujás da Embrapa e lançamento da cultivar Passiflora tenuifila cv. BRS Vita Fruit” (Lançamento Web). A apresentação aborda o programa de melhoramento genético de maracujás, destacando a variabilidade genética, cultivares já disponíveis no mercado e novas variedades em desenvolvimento. São fornecidas informações detalhadas sobre a produção agronômica, manejo e benefícios da nova cultivar BRS Vita Fruit.

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O pesquisador Tadeu Graciolli apresenta o conceito do Sistema Filho, que integra fruticultura com lavouras e hortaliças. Esse sistema utiliza culturas de ciclo curto, como grãos e hortaliças, entre as linhas de pomares irrigados, promovendo maior eficiência produtiva em pequenas propriedades.

No segmento de grãos, o vídeo “Variedades de Milho e o Melhoramento Participativo: BRS Taquaral, BRS Ribeirão e BRS Camponesa” detalha o desenvolvimento de cultivares adaptadas a sistemas de produção orgânicos e agroecológicos, caracterizados pela alta tolerância à seca e eficiência no uso de nutrientes.

Avanços na Produção Animal

Três vídeos abordam estratégias para a produção animal no Cerrado. Em “Zebuínos leiteiros da Embrapa Cerrados adaptados aos trópicos”, o pesquisador Carlos Frederico Martins discute o avanço genético das raças Gir, Sindi e Guzerá para produção de leite a pasto, incluindo sistemas de criação como ILP e ILPF.

Já o assistente Daniel de Almeida apresenta o “Centro de Desempenho Animal da Embrapa Cerrados e o Nelore marca BRGN”. O vídeo detalha a seleção de bovinos Nelore mocho com atributos de rusticidade e alto potencial genético para criação no Cerrado, além de práticas sustentáveis na pecuária.

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O Dia de Campo Web resgata discussões sobre desafios e perspectivas da ILPF, tema apresentado pelo pesquisador Kleberson de Souza. Ele trata de questões como dependência de fertilizantes importados, mudanças climáticas e exigências do mercado, como rastreabilidade e ESG. O produtor rural Gustavo Cortes compartilha a experiência de sua propriedade com boas práticas de manejo e verticalização da produção.

Outras Tecnologias e Iniciativas

A Embrapa Hortaliças também contribui com o vídeo “Alho livre de vírus” (Vitrine Digital), no qual o pesquisador Francisco Vilela Resende explica uma tecnologia inovadora baseada na extração de células do meristema para produzir alho-semente livre de vírus. Essa abordagem resultou em aumentos expressivos de produtividade no Brasil.

Por fim, Frederico Calazans, da Secretaria de Agricultura do DF, apresenta o vídeo “Rota das Frutas Ride-DF e Programa Frente”. A iniciativa busca estimular a fruticultura na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF), promovendo cadeias produtivas de frutas de alto valor agregado, como açaí e mirtilo. O Programa Frente, desenvolvido na Embrapa Cerrados, apoia essas iniciativas com pesquisa e inovação voltadas à produção sustentável.

Acesse todos os vídeos no canal oficial da Embrapa Cerrados

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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