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Embrapa desenvolve semente de soja resistente à seca
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A Embrapa Soja, sediada em Londrina, no Paraná, recebeu aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para o desenvolvimento de uma nova variedade de soja, capaz de uma produtividade elevada – até 3,5 toneladas por hectare – mesmo sob forte seca.
Segundo os técnicos da Embrapa a técnica utilizada foi a de “edição genômica CRISPR/Cas9”, que difere da transgenia e simula mutações naturais na soja, aumentando a resistência da planta à escassez de água. Isso pode ser crucial, considerando os desafios climáticos enfrentados por regiões agrícolas.
De acordo com Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, a soja resistente à seca apresentou um aumento médio de 20% na resistência em testes de estufa, embora os resultados variem entre 5% e 35%. Os ensaios de campo serão conduzidos em diversas regiões produtoras de soja do país, utilizando campos da Embrapa e de parceiros. Esses testes são essenciais para validar a eficácia da soja em condições variáveis de seca.
Este avanço pode ter um impacto significativo na produção de soja, especialmente em áreas propensas a estiagens, como Mato Grosso, a principal região produtora do Brasil. A nova variedade de soja poderia mitigar as perdas causadas pela falta de chuvas, que em algumas safras chegaram a ser estimadas em torno de 20%.
Fonte: Pensar Agro
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Celulose rende R$ 11 bilhões e assume liderança nas exportações industriais
A celulose tornou-se o principal produto industrial de Mato Grosso do Sul no mercado internacional. Entre janeiro e agosto de 2026, as exportações do segmento renderam aproximadamente R$ 11 bilhões e responderam por 40% da receita industrial obtida pelo Estado no exterior.
Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,11. Os dados são do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), com base no sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No período, as exportações industriais sul-mato-grossenses alcançaram o recorde de R$ 27,5 bilhões, crescimento de 5% sobre os oito primeiros meses de 2025. A indústria respondeu por 66% de tudo o que o Estado vendeu ao exterior.
O avanço da celulose está ligado à formação de um polo florestal e industrial no leste de Mato Grosso do Sul, especialmente na região de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo. A cadeia conecta os plantios de eucalipto às fábricas, transportadoras, prestadores de serviços e estruturas de armazenamento e escoamento.
As pastas químicas de madeira concentraram 99,4% das exportações do segmento. O resultado demonstra a especialização alcançada pelo Estado, que deixou de atuar apenas como fornecedor de matérias-primas agropecuárias e passou a abrigar uma das maiores estruturas de transformação de madeira plantada do País.
Para o produtor rural, a expansão abre espaço para contratos florestais, arrendamentos e diversificação de renda. O aproveitamento dessas oportunidades, contudo, depende da proximidade das fábricas, do custo do transporte e do planejamento financeiro de uma cultura com ciclo mais longo que o das lavouras anuais.
A celulose superou o complexo frigorífico, que exportou R$ 9,66 bilhões e respondeu por 35% da receita industrial. A diferença entre as duas cadeias chegou a R$ 1,33 bilhão. Juntas, celulose e carnes concentraram três quartos das vendas industriais externas do Estado.
Outros segmentos também contribuíram para o resultado. As exportações de óleos vegetais renderam R$ 2,97 bilhões; açúcar e etanol movimentaram R$ 1,39 bilhão; e os produtos da indústria extrativa mineral somaram R$ 814,5 milhões.
Somente em agosto, as vendas industriais ao exterior alcançaram R$ 3,6 bilhões, alta de 3% na comparação anual e o melhor resultado já registrado pelo Estado para o mês.
A manutenção desse crescimento exigirá expansão planejada das florestas cultivadas, capacidade logística e disponibilidade de mão de obra. O desempenho até agosto, entretanto, confirma a celulose como novo eixo da economia sul-mato-grossense e mostra como a integração entre produção rural e indústria pode ampliar o valor gerado dentro do Estado.
Fonte: Pensar Agro



