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Embrapa Suínos e Aves projeto cenário otimista para o setor em 2024
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A Embrapa Suínos e Aves, projeta um cenário otimista para o setor de proteína animal em 2024. A biosseguridade, especialmente diante da presença do vírus da influenza aviária no litoral, foi enfatizada como uma questão preocupante, mas que já está sendo superada.
Ao analisar o crescimento da produção e os desafios relacionados à rentabilidade, técnicos da Embrapa, reconheceram que o ano de 2023 foi marcado por apertos, com margens reduzidas. Eles sublinhou a importância de remunerar de maneira justa todos os elos da cadeia produtiva para garantir um desenvolvimento sustentável do setor.
No que diz respeito aos custos, a Embrapa apontou a influência significativa da taxa de juros e dos custos com energia elétrica. Os especialistas incentivaram a busca por fontes alternativas de energia, como a solar, e a necessidade de repensar instalações para otimizar o uso dos recursos disponíveis.
Para os produtores em 2024, a Embrapa Suínos e Aves ressaltou a expertise do Brasil na produção de proteína animal, enfatizando a importância de equilibrar oferta e demanda, explorando tanto o mercado interno quanto o externo. Destacou-se ainda a relevância da biosseguridade e da atenção ao clima como elementos cruciais para o êxito do setor.
Os especialistas da Embrapa Suínos e Aves alertaram para a necessidade de cuidado ao retornar de áreas de veraneio, com possibilidade de contaminação nos plantéis industriais. Para eles o influenza aviária representa não apenas um desafio para a avicultura, mas para todo o setor de proteína animal.
Fonte: Pensar Agro
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Conheça a história da marisqueira que transforma tradição em liderança
A mariscagem atravessa gerações da família de Lucila Lopes e está presente em suas lembranças desde a infância, quando acompanhava a rotina da mãe, da avó, do pai pescador e dos irmãos, que também seguiram o caminho da pesca. Depois da escola, era comum encontrar a mãe trabalhando com mariscos, e foi assim que Lucila cresceu, aprendendo uma atividade que se tornou parte de sua história, no Espírito Santo.
A presença das mulheres na pesca, especialmente em atividades que durante muito tempo tiveram pouca visibilidade, tem um grande peso em sua vida. Para Lucila, embora esse reconhecimento esteja avançando, a comercialização ainda é um dos principais desafios. Ter o produto nem sempre significa conseguir vendê-lo; ampliar os espaços de mercado é essencial para que o trabalho das marisqueiras seja cada vez mais conhecido e valorizado.
É nesse cenário que Lucila também exerce seu papel de liderança entre outras mulheres da pesca. Em Itapemirim, no Espírito Santo, participa de uma associação de mulheres da pesca e atua na organização, no beneficiamento e na divulgação dos produtos do grupo. O trabalho vai além da extração do marisco; as mulheres também produzem filés, linguiças de peixe, bolinhos e outras preparações, unindo conhecimento tradicional e novas possibilidades de aproveitamento do pescado.
Seu maior sonho é ver esses produtos ocupando cada vez mais espaços, chegando às prateleiras, às escolas e à comunidade. Para ela, ampliar a comercialização significa também reconhecer o trabalho das mulheres que atuam na extração e no beneficiamento, fortalecendo uma atividade que faz parte da cultura e da identidade de muitas famílias.
A preocupação com o futuro está ligada diretamente aos jovens, pois, em uma comunidade cuja identidade está fortemente ligada à pesca, ela acredita que manter essa tradição viva depende de novas oportunidades e de fazer com que as novas gerações enxerguem valor na atividade.
A trajetória de Lucila é parte de uma história de mulheres que ajudam a manter viva a cultura pesqueira e buscam novos espaços de reconhecimento para seu trabalho. Entre o aprendizado transmitido pela família e o olhar para o futuro, ela segue defendendo que valorizar a mariscagem é também valorizar as mulheres que fazem dela uma forma de viver.
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
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