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Embriologia aplicada garante pintinhos mais saudáveis e produtivos desde os primeiros dias de vida

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Desenvolvimento embrionário define a qualidade dos lotes

O desempenho produtivo das aves começa muito antes do nascimento. Ainda dentro do ovo, o embrião passa por transformações biológicas decisivas, que influenciam diretamente a saúde, uniformidade e performance do pintinho ao longo da vida.

É nesse contexto que a embriologia aplicada se consolida como uma ferramenta estratégica para incubatórios e produtores, auxiliando na prevenção de falhas e na formação de lotes mais equilibrados.

Segundo especialistas, o entendimento dos fatores que afetam o desenvolvimento embrionário — como genética, nutrição das matrizes, qualidade dos ovos, temperatura, umidade, ventilação e biosseguridade — é essencial para garantir pintinhos mais fortes e resistentes.

Variações nesses aspectos podem resultar em queda no desempenho zootécnico, maior suscetibilidade a doenças e desuniformidade entre os animais.

Prevenção e manejo antecipado garantem melhores resultados

De acordo com Christopher Dechandt, assistente técnico de Avicultura da Zoetis Brasil, compreender o processo embrionário permite agir de forma preventiva.

“Quando entendemos o processo embrionário, conseguimos antecipar riscos e criar condições ideais para que o pintinho já nasça com mais imunidade e capacidade de adaptação”, explica o especialista.

Para Dechandt, a qualidade do pintinho é reflexo direto dos cuidados adotados antes da eclosão, tornando o acompanhamento técnico uma etapa indispensável da produção avícola moderna.

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Imunidade materna: proteção desde o ovo

Um dos pilares da embriologia aplicada é a transferência de imunidade das matrizes para os pintinhos.

Vacinas aplicadas corretamente nas aves reprodutoras permitem a transmissão de anticorpos ao embrião, oferecendo proteção nos primeiros dias de vida — período considerado crítico para o desenvolvimento e a sobrevivência dos animais.

Essa imunidade inicial reduz desafios sanitários, minimiza perdas e favorece a uniformidade dos lotes, garantindo melhor desempenho nas fases seguintes de criação.

Vacinas fortalecem a proteção desde o embrião

Entre as soluções disponíveis, a Poulvac® Maternavac Ultra 5, desenvolvida pela Zoetis, tem se destacado como uma aliada na imunização das matrizes.

A vacina promove a transferência eficiente de anticorpos aos pintinhos, protegendo contra agentes que afetam o desenvolvimento embrionário e a performance inicial das aves.

“A embriologia aplicada não se limita ao controle da incubação, mas integra manejo, biosseguridade, nutrição e programas vacinais bem estruturados. Essa visão sistêmica é o que garante pintinhos mais saudáveis e produtivos”, ressalta Dechandt.

Inovação e suporte técnico fortalecem o setor avícola

Com foco em saúde animal, inovação e produtividade, a Zoetis atua como parceira estratégica do setor avícola brasileiro, oferecendo soluções tecnológicas e suporte técnico especializado.

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A empresa reforça que investir em embriologia aplicada é investir na sustentabilidade da produção, na melhoria dos índices zootécnicos e na previsibilidade de resultados, mesmo diante de cenários sanitários desafiadores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-União Europeia reduz tarifas e amplia mercado para o agro do Paraná

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A entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a partir de 1º de maio, marca um novo cenário para o agronegócio brasileiro, com efeitos imediatos sobre a competitividade internacional. No Paraná, a expectativa é de ganhos relevantes, impulsionados pela redução e eliminação de tarifas para diversos produtos exportados ao bloco europeu.

O tratado estabelece a abertura de mercado para cerca de 451 milhões de consumidores, consolidando uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e ampliando as oportunidades para produtos agropecuários brasileiros.

Abertura comercial e redução de tarifas

Com o início da vigência, milhares de produtos passam a contar com tarifa zero nas exportações para a União Europeia, incluindo café solúvel, óleos vegetais e frutas. Para outras cadeias relevantes, como carne bovina, frango e açúcar, o acordo prevê redução tarifária por meio de cotas anuais.

Esses volumes serão ampliados gradualmente ao longo de seis anos. No caso do frango, a cota chegará a 180 mil toneladas por ano, enquanto a carne bovina terá limite de 99 mil toneladas dentro do bloco.

Paraná ganha vantagem competitiva

Maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil, o Paraná desponta como um dos principais beneficiados pelo novo acordo. Mesmo com as cotas sendo compartilhadas entre os países do Mercosul, o Estado reúne condições para capturar parcela relevante desses volumes.

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Além da força na avicultura, o Paraná também se posiciona de forma estratégica na carne bovina, apoiado por sua estrutura produtiva e logística, além do reconhecimento sanitário internacional.

Desde 2021, o Estado possui o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, fator que reforça a confiança dos mercados importadores e amplia a competitividade dos produtos de origem animal.

Exportações em crescimento

Os números recentes já indicam a relevância da União Europeia para o agro paranaense. Em 2025, o Estado exportou 4,2 milhões de toneladas de produtos agropecuários ao bloco, gerando receita superior a US$ 2 bilhões.

Entre os principais itens embarcados estão carne de frango, carne bovina, café, soja, milho, carne suína, frutas e hortaliças, evidenciando a diversificação da pauta exportadora.

Novas exigências sanitárias e ambientais

Apesar das oportunidades, o acordo também impõe desafios ao setor produtivo. A União Europeia mantém rigorosos critérios sanitários e ambientais, exigindo padrões elevados de qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade.

A adequação a essas exigências deve demandar investimentos por parte dos produtores, especialmente em certificações e sistemas de controle da produção.

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No curto prazo, esse movimento pode elevar os custos de produção, exigindo políticas de apoio, como linhas de crédito e programas de incentivo para facilitar a adaptação do setor.

Longa negociação e cenário político

O acordo entre Mercosul e União Europeia é resultado de mais de duas décadas de negociações, tendo sido formalizado em janeiro deste ano. A entrada em vigor ocorre de forma provisória, uma vez que o tratado ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos dos 27 países europeus.

O texto também está sob análise jurídica na União Europeia, processo que pode levar até dois anos. Além disso, há resistências políticas em alguns países do bloco, como França, Hungria, Áustria e Irlanda.

Perspectivas para o agronegócio

A implementação do acordo representa um marco para o agronegócio brasileiro, com potencial de ampliar mercados, diversificar destinos de exportação e agregar valor à produção.

No caso do Paraná, a combinação de escala produtiva, qualidade sanitária e infraestrutura posiciona o Estado como protagonista nesse novo cenário, embora o sucesso dependa da capacidade de adaptação às exigências internacionais e da evolução das negociações políticas nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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