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Enologia de precisão ganha espaço no Brasil e impulsiona nova era da produção de vinhos
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A transformação tecnológica no setor vitivinícola brasileiro avança rapidamente e já redefine práticas no campo e na indústria. O conceito de enologia de precisão, baseado no uso de dados, sensores e ferramentas digitais para monitoramento e tomada de decisão, será um dos principais destaques do 4º Fórum de Vitivinicultura da Campanha Gaúcha, realizado nos dias 20 e 21 de maio, em Dom Pedrito (RS).
O evento acontece na Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e reúne especialistas, pesquisadores, produtores e profissionais da cadeia produtiva do vinho para discutir os impactos da tecnologia sobre a qualidade, produtividade e competitividade da vitivinicultura nacional.
Tecnologia amplia eficiência na produção de vinhos
A programação do fórum aborda temas ligados à vitivinicultura de precisão e à aplicação de tecnologias avançadas em diferentes etapas da produção.
Entre os assuntos em debate estão:
- monitoramento em tempo real da vinificação;
- uso de sensores no controle da fermentação;
- análise de terroirs brasileiros;
- manejo inteligente de vinhedos;
- controle climático e hídrico;
- rastreabilidade da produção.
A proposta é mostrar como o uso estratégico de informações pode aumentar a precisão técnica no cultivo das uvas e na elaboração dos vinhos, reduzindo perdas e melhorando a padronização dos produtos.
Dados e sensores ajudam decisões no campo e na vinícola
Segundo especialistas do setor, a enologia de precisão permite acompanhar variáveis específicas de cada área produtiva, considerando diferenças de solo, clima, maturação das uvas e comportamento das plantas.
Na prática, o produtor consegue tomar decisões mais assertivas sobre:
- irrigação;
- colheita;
- manejo nutricional;
- controle fitossanitário;
- fermentação e armazenamento dos vinhos.
De acordo com o professor da Unipampa, Wellynthon Cunha, o avanço dessas ferramentas representa uma mudança importante para a vitivinicultura brasileira.
“Estamos falando de um conjunto de tecnologias que permite maior acurácia nos processos, desde o manejo dos vinhedos até a elaboração do vinho. Isso se traduz em ganhos de qualidade, padronização e melhor aproveitamento do potencial de cada área produtiva”, afirma.
Campanha Gaúcha se consolida como polo estratégico do vinho brasileiro
O debate ganha relevância em um momento de expansão da Campanha Gaúcha, região que já ocupa posição de destaque como a segunda maior produtora de uvas e vinhos finos do Brasil.
Com clima favorável, relevo adequado e crescente profissionalização técnica, a região vem atraindo investimentos e ampliando a presença de vinícolas voltadas à produção de vinhos premium.
A adoção de tecnologias digitais no setor fortalece ainda mais a competitividade regional, principalmente em mercados que exigem maior controle de qualidade e rastreabilidade.
“O fórum vem justamente ao encontro desse momento da região, trazendo conhecimento técnico e mostrando novas possibilidades de mercado e de expansão para os produtos locais”, destaca Cunha.
Evento reúne especialistas e setor produtivo
O 4º Fórum de Vitivinicultura da Campanha Gaúcha é promovido pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa), pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae RS), pela Associação de Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha e pelo Consevitis-RS.
O encontro tem foco no fortalecimento técnico da cadeia vitivinícola e na difusão de soluções tecnológicas voltadas à produção sustentável e de maior valor agregado.
O evento conta ainda com apoio da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul (Setur-RS), do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), da Prefeitura de Dom Pedrito e de entidades ligadas ao turismo e desenvolvimento regional.
Vitivinicultura brasileira acelera modernização
A incorporação de inteligência de dados, automação e monitoramento digital reflete uma tendência crescente no agronegócio brasileiro, especialmente em cadeias de maior valor agregado, como o setor vitivinícola.
Com consumidores cada vez mais exigentes e mercados internacionais mais competitivos, a tecnologia passa a ser vista como ferramenta estratégica para elevar produtividade, garantir qualidade e ampliar a presença dos vinhos brasileiros no cenário global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produção do café arábica deve bater 34,96 milhões de sacas, segundo a Conab
Responsável por quase três de cada quatro sacas de café arábica produzidas no Brasil, Minas Gerais levará uma safra estimada em praticamente 35 milhões de sacas à Semana Internacional do Café (SIC 2026). O evento será realizado de 11 a 13 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte, com rodadas de negócios entre produtores, cooperativas, exportadores, torrefadores e compradores internacionais.
O levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção mineira de arábica em 34,96 milhões de sacas. O volume corresponde a 72,5% das 48,2 milhões de sacas previstas para todo o País. Apenas o Sul e o Centro-Oeste de Minas deverão colher 15,93 milhões de sacas. gov.br
A projeção foi divulgada em setembro, quando 99% da área nacional já estava colhida. A Conab atribui o resultado mineiro à bienalidade positiva, à melhor distribuição das chuvas antes da florada e às condições favoráveis para a formação dos grãos.
Outro levantamento, realizado pelo Sistema Faemg Senar, estimou a produção estadual em 33,4 milhões de sacas de arábica. A pesquisa ouviu produtores de 5.155 propriedades, distribuídas por 269 municípios, e alcançou cerca de 90% da produção mineira. A diferença entre os números decorre das metodologias e dos períodos de levantamento.
Minas chega ao evento com produção elevada, mas diante de um mercado mais disputado. A oferta mundial de café deverá alcançar o recorde de 189,7 milhões de sacas no ciclo 2026/27, enquanto o consumo está estimado em 179,7 milhões. A entrada da safra brasileira, a aproximação da colheita no Vietnã e o aumento da produção colombiana pressionam as cotações, embora os estoques globais ainda estejam baixos.
O produtor mineiro também acompanha os efeitos do clima sobre a próxima colheita. Chuvas irregulares e temperaturas elevadas durante a florada podem reduzir o pegamento e deixar a formação dos frutos menos uniforme. Esse cenário explica por que genética, biotecnologia, irrigação, inteligência artificial e adaptação climática ocuparão parte relevante da programação da SIC.
A edição abrirá o ciclo oficial de comemorações dos 300 anos da introdução do café no Brasil, marco que será completado em 2027. O tema será “Às vésperas dos 300 anos do café no Brasil: construindo a próxima agenda global”.
A palestra principal será conduzida por Vanusia Nogueira, diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC). O debate deverá abordar as transformações do mercado mundial, a posição brasileira e a cooperação entre países produtores, indústria, compradores e organismos internacionais.
Para o cafeicultor, a parte mais direta da programação estará nas rodadas de negócios, nas salas de degustação e nos concursos de qualidade. Esses espaços permitem apresentar lotes a compradores, comparar padrões, conhecer exigências de mercado e buscar remuneração maior por origem, qualidade, rastreabilidade e processamento.
O Coffee of the Year receberá amostras de arábica e canéfora e aproximará os cafés classificados de compradores e torrefadores. A programação terá ainda o Fórum da Cafeicultura Sustentável, o DNA Café, o Campeonato Brasileiro de Barista e premiações destinadas a produtores, marcas, embalagens e torrefações.
O evento também discutirá fontes adicionais de renda dentro das propriedades. Aproveitamento de resíduos, produção de energia, carbono, biodiversidade, turismo rural e processamento do café estarão entre as alternativas apresentadas. A proposta é reduzir a dependência exclusiva da venda do grão e aumentar o valor obtido dentro da fazenda.
Uma das novidades será o Summit Mulheres, voltado à liderança feminina, sucessão familiar, gestão e empreendedorismo. A iniciativa integra as atividades do Ano Internacional da Mulher Agricultora.
Serviço
Semana Internacional do Café 2026
Data: 11 a 13 de novembro
Horário: das 10h às 19h
Local: Expominas, Avenida Amazonas, 6.200, Gameleira, Belo Horizonte
Credenciamento: antecipado no site oficial da SIC 2026. Clique aqui
Fonte: Pensar Agro



