CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Entidades alertam para risco de crise e perda de empregos na indústria química brasileira em 2026

Publicados

AGRONEGOCIOS

Entidades sindicais e empresariais do setor químico e petroquímico divulgaram uma carta-manifestação dirigida ao vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, alertando para o risco de uma crise generalizada na indústria química nacional.

O documento expressa preocupação com a indefinição do Regime Especial da Indústria Química (REIQ) para 2026, que, segundo as organizações, já vem provocando efeitos imediatos negativos, como fechamento de unidades industriais, redução de turnos e demissões em massa em diferentes regiões do país.

A falta de uma decisão clara sobre o regime tributário — que concede incentivos à produção nacional de insumos químicos — é apontada como ameaça à competitividade e à sobrevivência de empresas brasileiras frente à concorrência internacional.

Organizações sindicais e empresariais unidas pelo setor

A manifestação é assinada por importantes entidades representativas, entre elas:

  • Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar);
  • Secretaria Nacional dos Químicos;
  • Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ);
  • Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico no Estado de São Paulo (Fetquim);
  • Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).
Leia Também:  Colheita de soja atinge 75% no Brasil e avança com ritmo desigual entre regiões

As entidades afirmam que a ausência de uma solução definitiva para o REIQ está provocando o fechamento de plantas industriais, afetando cadeias produtivas inteiras e comprometendo empregos altamente qualificados.

“Esses postos de trabalho, uma vez perdidos, dificilmente são recompostos, o que agrava os impactos sociais e econômicos”, destaca o texto da carta.

Desindustrialização e risco para o complexo petroquímico nacional

De acordo com as organizações, o setor químico brasileiro enfrenta uma das piores crises das últimas décadas, com risco de desindustrialização acelerada.

A carta alerta que o problema pode se estender ao núcleo do complexo petroquímico nacional, considerado essencial para a base industrial e tecnológica do país.

A instabilidade regulatória e a ausência de previsibilidade tributária são apontadas como fatores que enfraquecem a confiança dos investidores e comprometem a integração das cadeias produtivas.

Além disso, o documento cita o cenário global adverso, marcado por excesso de oferta em outros países, subsídios externos e práticas comerciais desleais, que têm pressionado as margens de lucro das empresas brasileiras.

Fechamentos e demissões no polo industrial de São Paulo

O estado de São Paulo, principal polo químico do país, já registra encerramento de operações industriais em cidades como Cubatão e Guarujá, segundo as entidades.

Leia Também:  Mato Grosso registra recorde histórico no abate de fêmeas e impulsiona alta do bezerro em 2025

Esses fechamentos resultaram na eliminação de vagas de trabalho diretas e indiretas, reduzindo a arrecadação e enfraquecendo economias locais.

As lideranças sindicais alertam que, sem uma política industrial sólida e estável, o Brasil corre o risco de perder parte significativa de sua base produtiva, ficando cada vez mais dependente de importações de produtos químicos e petroquímicos.

Setor cobra previsibilidade e medidas de proteção

No documento, as entidades pedem uma solução urgente por parte do governo federal para restabelecer a previsibilidade regulatória e garantir a competitividade da indústria nacional.

O objetivo é preservar os empregos formais, evitar a paralisação de novas plantas e assegurar condições mínimas para investimentos de longo prazo no setor químico.

“O momento exige decisões firmes para evitar um colapso industrial e proteger uma cadeia produtiva estratégica para o desenvolvimento do país”, conclui a carta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

Publicados

em

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

Leia Também:  Começa hoje a maior feira de bioenergia, inovação e sustentabilidade

Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

Leia Também:  Primeira frente fria do ano impacta a agricultura em diversas regiões

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA