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Erros comuns na adubação de inverno e como garantir uma nutrição eficiente para as lavouras
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Produção no inverno exige manejo nutricional estratégico
Segundo Danilo Storti, gestor de portfólio da Loyder Brasil, o inverno é uma fase estratégica para a nutrição das plantas, embora muitos produtores adotem uma postura de espera, acreditando que as baixas temperaturas reduzem a atividade vegetal e a eficácia da adubação. “Essa visão pode comprometer a produtividade futura”, alerta o especialista, ressaltando que tanto culturas perenes quanto sistemas de rotação exigem decisões técnicas bem fundamentadas nesta época.
Atividade radicular no inverno não pode ser ignorada
Um erro comum é subestimar a atividade das raízes durante o inverno. Apesar do crescimento vegetativo reduzido, culturas como cana-de-açúcar, café, cítricos, pastagens e cultivos de inverno mantêm metabolismo ativo nas raízes. Nesse período, as plantas acumulam reservas, estruturam tecidos e se preparam para a retomada do desenvolvimento na primavera.
Uso inadequado de fertilizantes nitrogenados e fórmulas genéricas
Outro equívoco frequente é a aplicação de fertilizantes genéricos ou de baixa eficiência agronômica, sem considerar as reais necessidades do solo e da cultura no inverno. A combinação da redução da precipitação com a aplicação superficial de ureia, por exemplo, pode causar perdas de nitrogênio na forma de amônia para a atmosfera, reduzindo a eficiência do manejo. Por isso, é fundamental ajustar a dose e escolher a fonte correta de nutrientes.
Importância dos macronutrientes secundários e micronutrientes
Muitos produtores negligenciam a aplicação de elementos essenciais como cálcio, magnésio, enxofre, zinco e boro, indispensáveis para funções fisiológicas vitais, como divisão celular, formação da parede celular e ativação enzimática. Em solos tropicais, esses nutrientes costumam ser deficientes, e sua ausência no inverno compromete a estrutura e resistência das plantas frente às condições adversas.
Inverno como momento para preparo completo do solo e das plantas
O período frio deve ser aproveitado para realizar amostragem do solo, aplicar corretivos como calcário e gesso agrícola e usar fertilizantes de liberação gradual. Além disso, estimular o desenvolvimento radicular nesta fase é essencial para garantir um crescimento vegetativo robusto com a chegada da primavera.
Tecnologia e suporte técnico para nutrição eficiente no inverno
A Loyder Brasil oferece um modelo que alia tecnologia avançada, laboratório próprio de alta tecnologia (Labor 4.0) e equipe qualificada de engenheiros agrônomos, proporcionando análises precisas e recomendações personalizadas para cada cultura e área. Entre as soluções exclusivas está o fertilizante sólido Haya®, que combina as tecnologias FertiUp®, RizoUltra® e PhysioActive®, promovendo o desenvolvimento das plantas mesmo em condições adversas.
Preparação do inverno comparada à pré-temporada de um time de futebol
Danilo Storti compara a fase de inverno à pré-temporada de um time, quando é necessário fortalecer a base, ajustar a tática e preparar o elenco para o campeonato. “A lavoura também precisa estar bem nutrida e condicionada antes do início da safra”, reforça o gestor.
Para montar um plano nutricional eficiente para o inverno e conhecer os fertilizantes inteligentes, acesse www.loyderbrasil.com.br ou consulte o especialista técnico da sua região.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul
A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.
No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.
A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.
O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.
No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.
Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.
A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.
No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.
O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.
No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.
Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.
O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.
Fonte: Pensar Agro



