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Escassez de madeira afeta produção em Passo Fundo e eleva importações no RS
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Oferta de madeira é insuficiente para atender à demanda
De acordo com o levantamento da Emater/RS-Ascar, a região administrativa de Passo Fundo vive um cenário de escassez de matéria-prima madeirável. A implantação de novas áreas florestais praticamente não ocorre no território, sendo que a produção atual depende de bosques antigos, plantados ainda na primeira década dos anos 2000. Estas áreas estão em estágio avançado de colheita, o que limita ainda mais a disponibilidade de madeira para uso industrial ou energético.
Importação de madeira é alternativa para suprir necessidades
Diante da baixa oferta interna, a importação de madeira tem se mostrado uma saída para suprir a demanda, especialmente no segmento de geração de energia. A medida busca compensar a ausência de novos plantios e o envelhecimento das áreas em produção, que não conseguem mais atender à crescente necessidade do setor.
Frederico Westphalen mantém atividades de manejo florestal
Na região de Frederico Westphalen, a situação é diferente. As atividades de manejo florestal seguem em curso, com foco na manutenção e desenvolvimento das áreas plantadas. Entre os trabalhos realizados estão o preparo do solo, o plantio de mudas, o controle de formigas cortadeiras, a adubação e o controle de plantas daninhas.
Técnicas de manejo variam conforme a idade das florestas
Nas florestas com 2 a 3 anos de idade, está sendo feita a poda das árvores para melhorar a qualidade da madeira produzida. Já nas áreas mais maduras, com 6 a 7 anos, ocorre o desbaste — técnica que consiste na retirada de algumas árvores para permitir que as remanescentes se desenvolvam melhor e ganhem maior valor comercial na colheita futura.
A diferença entre as regiões de Passo Fundo e Frederico Westphalen revela realidades distintas dentro do setor florestal gaúcho. Enquanto a primeira lida com a escassez de madeira e a necessidade de importações, a segunda investe em técnicas de manejo que garantem a continuidade da produção. O cenário evidencia a importância de políticas e incentivos para a renovação das áreas florestais e o fortalecimento da cadeia produtiva da madeira no estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.
Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.
“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.
Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.
As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.
Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.
As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.
Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.
A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.
No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.
A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.
Fonte: Pensar Agro

