CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Escassez de madeira afeta produção em Passo Fundo e eleva importações no RS

Publicados

AGRONEGOCIOS

Oferta de madeira é insuficiente para atender à demanda

De acordo com o levantamento da Emater/RS-Ascar, a região administrativa de Passo Fundo vive um cenário de escassez de matéria-prima madeirável. A implantação de novas áreas florestais praticamente não ocorre no território, sendo que a produção atual depende de bosques antigos, plantados ainda na primeira década dos anos 2000. Estas áreas estão em estágio avançado de colheita, o que limita ainda mais a disponibilidade de madeira para uso industrial ou energético.

Importação de madeira é alternativa para suprir necessidades

Diante da baixa oferta interna, a importação de madeira tem se mostrado uma saída para suprir a demanda, especialmente no segmento de geração de energia. A medida busca compensar a ausência de novos plantios e o envelhecimento das áreas em produção, que não conseguem mais atender à crescente necessidade do setor.

Frederico Westphalen mantém atividades de manejo florestal

Na região de Frederico Westphalen, a situação é diferente. As atividades de manejo florestal seguem em curso, com foco na manutenção e desenvolvimento das áreas plantadas. Entre os trabalhos realizados estão o preparo do solo, o plantio de mudas, o controle de formigas cortadeiras, a adubação e o controle de plantas daninhas.

Leia Também:  Chuvas intensas no Sul podem atrasar plantio de inverno; calor acima da média predomina no país em agosto
Técnicas de manejo variam conforme a idade das florestas

Nas florestas com 2 a 3 anos de idade, está sendo feita a poda das árvores para melhorar a qualidade da madeira produzida. Já nas áreas mais maduras, com 6 a 7 anos, ocorre o desbaste — técnica que consiste na retirada de algumas árvores para permitir que as remanescentes se desenvolvam melhor e ganhem maior valor comercial na colheita futura.

A diferença entre as regiões de Passo Fundo e Frederico Westphalen revela realidades distintas dentro do setor florestal gaúcho. Enquanto a primeira lida com a escassez de madeira e a necessidade de importações, a segunda investe em técnicas de manejo que garantem a continuidade da produção. O cenário evidencia a importância de políticas e incentivos para a renovação das áreas florestais e o fortalecimento da cadeia produtiva da madeira no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

Publicados

em

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

Leia Também:  Brasil bate recorde de exportação de soja em setembro com demanda internacional aquecida

As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

Leia Também:  Crédito rural avança, mas produtor reduz investimento

No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA