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Espécies ameaçadas de extinção são tema da 3ª Reunião Extraordinária do CONAPE

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Aconteceu hoje (17/04) a 3ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE). Na pauta estava a proposta da lista de animais ameaçados de extinção, sobretudo as espécies aquáticas, de interesse do setor pesqueiro.   

A reunião contou com a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática (MMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de membros do CONAPE. O Conselho é formado por entidades da sociedade civil, pescadores e aquicultores e é gerido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).  

A coordenadora-geral do Departamento de Conservação do Uso Sustentável da Biodiversidade do MMA, Nadinni Oliveira, falou sobre o procedimento para elaboração das listas das espécies ameaçadas de extinção. Ela explicou que esse processo segue um rito rigoroso, em diversas etapas, que envolve a participação de diferentes órgãos. “O Ministério do Meio Ambiente tem a prerrogativa de analisar as proposições e, dentro de 60 dias, emitir um parecer final. Isso é feito consultando especialistas, que analisam a viabilidade da inclusão de uma espécie na lista”, completou.  

Em seguida, o analista ambiental do ICMBio Estevão Carino Souza, detalhou como é feita a avaliação pela autarquia. Segundo ele, o método usado avalia qualquer espécie de ser vivo na área de distribuição natural das espécies. São usados 5 critérios: a redução da população; a distribuição geográfica; a população pequena ou em declínio; a população pequena e restrita e a análise quantitativa. “Para cada um desses critérios, existe um limiar quantitativo, permeado de limiares qualitativos, que uma vez contemplados, a espécie pode ser incluída em uma das categorias de ameaça”, explicou.  

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O biólogo do ICMBio destacou, ainda, que outros fatores podem contribuir para a classificação de uma espécie como ameaçada de extinção como a poluição, os incêndios, a pesca predatória e até o desenvolvimento urbano. A partir disso, as espécies podem ser classificadas como criticamente em perigo, em perigo ou vulnerável. Em última análise, elas são indicadas como extintas, de acordo com o desaparecimento em determinado local.  

Depois foi a vez do coordenador-geral de Gestão e Ordenamento Pesqueiro do Departamento de Gestão Compartilhada de Recursos Pesqueiros do MMA, Roberto Gallucci, apresentar o Plano de Recuperação de Espécies Aquáticas Ameaçadas. O documento traz metas, objetivos e diretrizes para garantir a conservação das espécies aquáticas. Atualmente, são 10 planos de recuperação em andamento, contemplando 24 espécies diferentes, em sua maioria, de origem marinha.  

Com o fim da apresentação, os membros do Conape puderam tirar suas dúvidas sobre o procedimento e a inclusão nas listas de espécies ameaçadas. Alguns deles criticaram a inconsistência nos dados e a falta de atualização das políticas e diretrizes para a preservação e a recuperação das espécies aquáticas.  

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O secretário-executivo do MPA, Edipo Araujo, destacou a importância de se debater essa pauta com o setor pesqueiro e a sociedade civil, pois é de interesse de todos. “A partir da reunião de hoje, conseguimos dividir as espécies que entrariam na lista e criamos um calendário para a recepção de novas informações. Daí então poderemos propor uma nova lista e as fichas de avaliação para conhecimento do setor”, concluiu.  

Responsabilidade compartilhada – A Comissão Nacional da Biodiversidade (CONABIO) é a principal encarregada pela elaboração das listas de espécies ameaçadas no país. No entanto, o órgão do MMA não é o único responsável pela gestão dessas informações. Essas decisões são tomadas de forma compartilhada entre diversos ministérios, incluindo o MMA e o MPA. 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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