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Estimativa da Safra de Cafés do Brasil para 2025 aponta produção de 55,67 milhões de sacas; aumento de 2,7% em relação ao ano anterior

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Segundo a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgada em maio, a safra de Cafés do Brasil para o ano-cafeeiro de 2025 totaliza 55,67 milhões de sacas de 60kg, representando um crescimento de 2,7% em relação ao volume colhido na safra anterior. A produção inclui as duas principais espécies de café cultivadas no país: o café arábica (Coffea arabica) e o café robusta/conilon (Coffea canephora).

Produção de Café Arábica: estimativa de queda e desafios

A produção de café arábica, principal espécie cultivada no Brasil, deve atingir 36,97 milhões de sacas em 2025, correspondendo a 66,40% do total estimado para a safra nacional. Contudo, a produção dessa espécie sofrerá uma queda de 6,6% em relação ao ano anterior, que registrou 39,59 milhões de sacas. Além disso, haverá uma redução na área de cultivo e na produtividade, com a área passando de 1,50 milhão de hectares em 2024 para 1,48 milhão de hectares em 2025, o que resultará numa produtividade média de 24,9 sacas por hectare.

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Café Robusta/Conilon: um crescimento expressivo

Por outro lado, a produção de café robusta/conilon (C. canephora) deverá crescer de forma significativa. A estimativa para 2025 é de 18,70 milhões de sacas, o que representa 33,60% da produção total do Brasil. Esse aumento de 27,9% é notável, considerando que, em 2024, a produção dessa espécie foi de 14,61 milhões de sacas. A produtividade também se destaca, com um aumento de 28,3%, passando de 39,2 sacas por hectare para 50,4 sacas por hectare.

Distribuição geográfica da produção de café no Brasil

A produção de café no Brasil abrange todas as regiões do país, mas a Região Sudeste continua sendo a grande responsável pela safra nacional. Para 2025, estima-se que a produção na Sudeste alcance 48,38 milhões de sacas, o que representa aproximadamente 87% do total nacional. Em seguida, aparece a Região Nordeste, com uma estimativa de 3,67 milhões de sacas (6,6% do total nacional), seguida pela Região Norte (2,30 milhões de sacas ou 4,2%). A Região Sul, com 711,9 mil sacas (1,3%), e a Região Centro-Oeste, com 475,4 mil sacas (menos de 1%), completam a lista.

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2° Levantamento da Safra de Café de 2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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