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Estudo aponta novas soluções sustentáveis para combater nematoides na cultura da soja
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Soja sob ameaça: prejuízos bilionários causados por nematoides
A soja, principal grão da balança comercial brasileira e insumo essencial para as indústrias de alimentos, fármacos, cosméticos e bioprodutos, enfrenta um desafio crescente no campo: a ação dos nematoides parasitas de plantas (PPNs). Esses microrganismos atacam as raízes, comprometendo a absorção de água e nutrientes e abrindo portas para infecções secundárias.
Os impactos econômicos são expressivos — as perdas globais superam US$ 150 bilhões por ano, segundo pesquisadores.
Pesquisas indicam novos caminhos sustentáveis
Durante décadas, o controle dos nematoides foi baseado no uso de nematicidas químicos, produtos com eficácia limitada e alto risco de toxicidade ambiental e à saúde humana e animal.
Buscando alternativas, cientistas do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) identificaram soluções biotecnológicas e nanotecnológicas que podem revolucionar o manejo da praga de forma mais segura e eficiente.
Nanotecnologia e biocontrole elevam eficiência dos tratamentos
Entre as soluções em destaque estão os agentes biológicos, como fungos nematófagos e bactérias antagonistas, e o uso de fitocompostos nanoencapsulados.
A nanoencapsulação protege os compostos ativos da degradação e garante liberação controlada diretamente na zona radicular, onde os nematoides atuam com mais intensidade.
Essa tecnologia aumenta a durabilidade e a eficácia dos tratamentos, representando uma alternativa sustentável aos químicos convencionais.
RNAi: tecnologia genética que silencia genes de nematoides
Outro avanço destacado pelos pesquisadores é a interferência por RNA (RNAi), uma técnica que permite silenciar genes essenciais dos nematoides, reduzindo sua capacidade de infestar as plantas.
Embora promissora, essa abordagem ainda requer estudos complementares sobre estabilidade no solo e segurança para organismos não-alvo antes de ser aplicada em larga escala.
Manejo integrado alia biotecnologia e boas práticas agrícolas
Os especialistas ressaltam que o combate eficaz aos nematoides depende da integração de múltiplas estratégias. Além das inovações tecnológicas, práticas culturais como a rotação de culturas, o manejo adequado do solo e o uso de cultivares resistentes ajudam a reduzir a pressão dos parasitas e aumentam a resiliência das lavouras de soja.
Essa combinação entre nanotecnologia, biocontrole, RNAi e manejo agrícola forma um modelo de manejo integrado sustentável, capaz de reduzir perdas produtivas e impactos ambientais.
Desafios e perspectivas para o campo
Os próximos passos da pesquisa incluem a validação em campo, a redução dos custos de produção e o desenvolvimento de formulações escaláveis para uso comercial.
“A integração entre nanotecnologia e biotecnologia representa um caminho promissor para o manejo sustentável dos nematoides da soja, unindo produtividade, eficiência e preservação ambiental — e abrindo espaço para uma nova era de agricultura inteligente e responsável”, concluem os pesquisadores.
Os resultados completos do estudo foram publicados na revista científica internacional Plant Nano Biology.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Colheita avança e clima favorece safra de café 2026 no Brasil, aponta Rabobank
A safra brasileira de café 2026 segue apresentando evolução positiva no campo. De acordo com o mais recente relatório do Rabobank, a colheita avançou em todas as principais regiões produtoras do país durante o mês de maio, beneficiada por condições climáticas favoráveis tanto para o café arábica quanto para o conilon (robusta).
Segundo a análise, o rendimento das lavouras permanece dentro da normalidade para o período, sem registros de problemas significativos que possam comprometer a produção. A previsão de tempo seco e estável para as próximas semanas deve continuar favorecendo o ritmo dos trabalhos de colheita.
Clima contribui para avanço da colheita
Nas principais regiões produtoras, os volumes de chuva registrados em maio ficaram abaixo das médias históricas, condição que favoreceu a entrada das máquinas nas lavouras e reduziu interrupções durante a colheita.
Em Guaxupé (MG), um dos principais polos produtores de café arábica do país, o acumulado de chuvas foi de 21 milímetros durante o mês, abaixo da média histórica de 47 milímetros. Em Patrocínio (MG), no Cerrado Mineiro, foram registrados 17,7 milímetros, também abaixo da média dos últimos anos.
Nas regiões produtoras de conilon, o comportamento foi semelhante. Alta Floresta D’Oeste (RO) acumulou 15 milímetros de chuva em maio, enquanto Linhares (ES) registrou 30,9 milímetros, volumes inferiores aos padrões históricos.
De acordo com os analistas, as precipitações pontuais observadas ao longo do mês não foram suficientes para comprometer o andamento das atividades no campo.
Granizo provoca danos localizados no Sul de Minas
O levantamento aponta que algumas áreas do Sul de Minas Gerais registraram episódios isolados de granizo, especialmente nos municípios de Boa Esperança e Campo do Meio.
Apesar dos danos observados em determinadas propriedades, o Rabobank destaca que os impactos foram localizados e não representam ameaça relevante à produção regional. O fenômeno é considerado comum para esta época do ano no cinturão cafeeiro brasileiro e, historicamente, costuma gerar perdas limitadas.
Exportações mostram recuperação em abril
No comércio exterior, o Brasil embarcou aproximadamente 3,12 milhões de sacas de café de 60 quilos em abril de 2026.
O volume representa crescimento de 0,64% em relação ao mesmo mês de 2025 e alta de 1,6% na comparação com março deste ano.
Apesar da recuperação mensal, o desempenho acumulado ainda segue abaixo do registrado no ano anterior. Entre janeiro e abril, as exportações brasileiras somaram cerca de 11,6 milhões de sacas, resultado 16% inferior ao observado no mesmo período de 2025.
A expectativa do mercado é de que os embarques ganhem força nos próximos meses com o avanço da nova safra. O início da colheita tende a aumentar a disponibilidade de café para comercialização e estimular a liberação gradual dos estoques retidos pelos produtores.
Especialistas alertam que a manutenção prolongada do produto armazenado pode resultar em desvalorização, já que o mercado passa a classificar o café como safra antiga.
Mercado apresenta comportamento distinto entre arábica e conilon
O mercado cafeeiro vive um momento de divergência entre as duas principais variedades produzidas no Brasil.
Após registrarem valorização em abril, os preços passaram a seguir trajetórias diferentes em maio. O café arábica acumulou queda de 10,9%, refletindo a expectativa de aumento da oferta da safra 2026/27 e uma postura mais cautelosa dos compradores.
Já o café conilon apresentou maior estabilidade, com recuo de apenas 0,4% no período. O desempenho reforça a percepção de maior equilíbrio entre oferta e demanda para essa variedade.
Analistas observam que o conilon continua encontrando suporte na demanda da indústria e em uma oferta global mais ajustada, enquanto o arábica enfrenta maior pressão diante da perspectiva de uma safra brasileira mais robusta.
Perspectivas para o setor
Com a colheita avançando em ritmo satisfatório e sem problemas climáticos relevantes até o momento, o cenário segue favorável para os produtores brasileiros.
O mercado, entretanto, continuará atento ao comportamento das exportações, ao desenvolvimento final da safra e à evolução dos preços internacionais, especialmente do arábica, que permanece mais sensível às expectativas de oferta global.
Para os próximos meses, a combinação entre avanço da colheita, aumento da disponibilidade física e movimentação dos estoques deverá ser determinante para a formação dos preços e para o desempenho do setor cafeeiro brasileiro em 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


