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Estudo do IAC revela aumento de 24,5% na produtividade da cana-soca com o uso de óxidos refinados de cálcio e magnésio
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A produtividade da cana-soca, uma das etapas mais importantes na produção de açúcar e etanol, pode ser significativamente otimizada com o uso de óxidos refinados de cálcio e magnésio. Um estudo conduzido pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em parceria com a Caltec, revela que a aplicação de fertilizantes à base desses nutrientes promoveu um aumento de 24,5% na produtividade da cana-de-açúcar, no segundo corte. A pesquisa, realizada no Centro de Cana-de-Açúcar de Jaú (SP), destaca os ganhos de eficiência proporcionados pela correção de solo e a nutrição adequada na soqueira.
A importância da nutrição para a cana-soca
O manejo da cana-de-açúcar tem avançado nos últimos anos, incorporando tecnologias como colheita mecanizada e controle integrado de pragas. No entanto, a correção do solo e a nutrição complementar com nutrientes como magnésio e cálcio ainda são frequentemente negligenciadas, afetando a rentabilidade e a longevidade dos canaviais no Brasil. O estudo do IAC evidenciou que a aplicação de óxidos refinados, como o Oxiflux, melhora significativamente o desempenho das áreas com cana-soca, impulsionando a produtividade e a saúde do solo.
Resultados expressivos com o uso de óxidos refinados
A pesquisa analisou o desempenho do Oxiflux, um ferticorretivo refinado à base de óxidos de cálcio e magnésio, em comparação a outros produtos disponíveis no mercado. Os resultados mostraram um aumento de 24,5% na produtividade da cana-soca na área tratada com o Oxiflux, que atingiu 124,5 toneladas por hectare, contra 99,7 t/ha na área sem aplicação. Em contrapartida, os outros óxidos de cálcio e magnésio testados apresentaram aumentos mais modestos de 2,3% e 6,5%, respectivamente.
Benefícios para o sistema radicular e resistência ao estresse hídrico
Outro destaque do estudo foi o impacto positivo no sistema radicular da cana-de-açúcar. Com o uso de óxidos refinados, houve um aumento de 15,2% no desenvolvimento das raízes até 60 cm de profundidade, fator crucial para a absorção de nutrientes e água, especialmente em períodos de estiagem. Um sistema radicular mais profundo e robusto melhora a capacidade da planta de explorar o solo e aumenta a resistência ao estresse hídrico, mantendo a produtividade nas safras seguintes.
A eficiência da aplicação e os ganhos econômicos
Apesar dos benefícios agronômicos evidentes, o uso de óxidos refinados ainda enfrenta resistência no mercado, especialmente em relação aos produtos não refinados, que apresentam baixa solubilidade e dificuldades na aplicação. O estudo demonstra que os óxidos refinados, como o Oxiflux, garantem maior eficiência na distribuição dos nutrientes no solo, especialmente em áreas com cobertura vegetal. A fluidez do produto e o tamanho das partículas são fundamentais para a aplicação eficiente, sem a formação de crostas ou retenção na superfície.
Além de aumentar a produtividade, o estudo também apontou um ganho de 2,4 toneladas de açúcar por hectare, o que representa um aumento de 15% no rendimento. A aplicação de óxidos refinados contribui ainda para a fixação de carbono no solo, favorecendo a retenção de matéria orgânica e alinhando-se às práticas agrícolas sustentáveis.
Sustentabilidade e retorno financeiro
Do ponto de vista financeiro, o uso de óxidos refinados como o Oxiflux apresenta benefícios significativos. As doses recomendadas para aplicação são baixas, reduzindo o custo por hectare. Além disso, como o produto pode substituir o calcário no sistema produtivo, há o potencial de obtenção de Créditos de Descarbonização (CBIOs), mecanismo do programa RenovaBio, que remunera práticas sustentáveis no setor sucroenergético. Dependendo do caso, os ganhos com CBIOs podem até compensar o custo da aplicação.
Outro benefício do Oxiflux é a sua facilidade de aplicação, sendo compatível com diversos tipos de equipamentos agrícolas e adequado para ambientes de colheita mecanizada com alto volume de palhada, o que facilita a distribuição homogênea e eficiente do produto.
Uma solução eficiente e sustentável para o manejo da cana-soca
O estudo realizado pelo IAC, em parceria com a Caltec, comprova que o uso de óxidos refinados de cálcio e magnésio representa um avanço significativo para o manejo da cana-soca. Além de promover ganhos agronômicos expressivos, a tecnologia também favorece práticas agrícolas mais sustentáveis e reduz custos com insumos. Trata-se de uma solução eficiente, que contribui para a longevidade dos canaviais e gera benefícios financeiros para os produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
STF mantém restrições para compra de terras rurais por empresas com capital estrangeiro no Brasil
A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a compra de terras rurais por empresas controladas por capital estrangeiro recolocou o tema no centro das discussões jurídicas e econômicas do agronegócio brasileiro. O entendimento da Corte reforça que o Brasil permite investimentos estrangeiros em imóveis rurais, mas mantém um rígido sistema de controle e fiscalização sobre essas operações.
Em análise publicada pelo advogado Henrique Costa de Seabra, doutorando em Direito Minerário e Ambiental pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), a decisão do STF não cria novas restrições, mas consolida a interpretação de que as regras já existentes são constitucionais e devem ser aplicadas de forma uniforme em todo o país.
Constituição permite compra de terras, mas com limites
Segundo Henrique Costa de Seabra, a legislação brasileira não proíbe a aquisição ou o arrendamento de imóveis rurais por estrangeiros. O que existe é um regime jurídico específico, fundamentado na proteção de interesses estratégicos nacionais.
A Constituição Federal autoriza que a lei estabeleça limites e condições para esse tipo de operação, considerando fatores como soberania territorial, segurança alimentar, política agrária e desenvolvimento econômico.
Na prática, investidores estrangeiros podem atuar no mercado de terras rurais brasileiro, desde que cumpram exigências legais relacionadas a autorização prévia, limites territoriais, controle por município e restrições em áreas consideradas estratégicas, como regiões de fronteira.
Empresas brasileiras com capital estrangeiro seguem sob restrições
Um dos principais pontos debatidos no julgamento envolve a aplicação da Lei nº 5.709/1971, que equipara empresas brasileiras controladas majoritariamente por capital estrangeiro às empresas estrangeiras para fins de aquisição de imóveis rurais.
De acordo com Henrique Costa de Seabra, isso significa que a simples abertura de uma empresa no Brasil não elimina automaticamente as restrições previstas na legislação.
Foi justamente esse entendimento que o STF confirmou ao julgar, em abril de 2026, a ADPF 342 e a ACO 2.463. Por unanimidade, os ministros validaram as limitações previstas na legislação para empresas brasileiras sob controle estrangeiro.
STF reforça uniformização nacional das regras
Além de manter a validade das restrições legais, o Supremo também anulou um parecer da Corregedoria-Geral da Justiça de São Paulo que dispensava cartórios paulistas de aplicar determinadas exigências em operações envolvendo capital estrangeiro.
Para Henrique Costa de Seabra, a medida fortalece a uniformização nacional do tema e amplia a previsibilidade jurídica para investidores, produtores rurais, empresas e agentes do setor imobiliário.
A decisão também reforça a necessidade de análise criteriosa em operações rurais que envolvam participação estrangeira, especialmente em relação à composição societária das empresas, extensão das áreas negociadas, localização dos imóveis e necessidade de autorizações administrativas.
Mercado de terras segue atrativo para capital internacional
O debate ganha ainda mais relevância diante do aumento global do interesse por ativos ligados à produção agrícola, mineração, energia e recursos naturais.
Segundo Henrique Costa de Seabra, o julgamento do STF demonstra que o Brasil continua aberto ao investimento estrangeiro no agronegócio, mas sob mecanismos de controle considerados estratégicos pelo Estado brasileiro.
A interpretação adotada pela Corte busca equilibrar abertura econômica e proteção de interesses nacionais, incluindo soberania territorial, segurança alimentar e prevenção da concentração fundiária.
Segurança jurídica ganha destaque no agronegócio
Para o mercado, a decisão do STF tende a oferecer maior segurança jurídica para futuras operações envolvendo terras rurais e capital estrangeiro.
Ao mesmo tempo, o entendimento deixa claro que investidores internacionais precisarão continuar observando rigorosamente a legislação brasileira, especialmente em operações relacionadas ao agronegócio, produção de alimentos, energia e exploração de recursos naturais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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