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Etanol de milho do Brasil é aprovado pela IMO para uso em navios e ganha vantagem global em descarbonização
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O etanol de milho produzido no Brasil alcançou um marco estratégico no mercado global de energia e logística ao ser aprovado pela Organização Marítima Internacional para uso em navios. A decisão coloca o país em posição de destaque na corrida por combustíveis mais limpos no transporte oceânico.
A aprovação estabelece, pela primeira vez, a pegada de carbono do etanol de milho safrinha brasileiro, consolidando o produto como referência internacional em eficiência ambiental.
Pegada de carbono inferior ao combustível fóssil
De acordo com a IMO, o etanol de milho de segunda safra do Brasil apresenta emissão padrão de 20,8 gramas de CO₂ equivalente por megajoule. O número é significativamente inferior ao do bunker, combustível fóssil tradicional utilizado no transporte marítimo, que registra 93,3 gramas de CO₂ equivalente.
Essa diferença amplia a competitividade do biocombustível brasileiro no processo de transição energética global, especialmente em setores de difícil descarbonização, como o transporte marítimo.
Brasil sai na frente na corrida por biocombustíveis marítimos
O etanol de milho safrinha é o primeiro combustível renovável a receber essa certificação da IMO. Com isso, o Brasil se antecipa a outros grandes produtores, como os Estados Unidos, no fornecimento de alternativas sustentáveis para navegação internacional.
A tendência é que outros biocombustíveis também busquem aprovação semelhante, à medida que a IMO avança na construção de um marco regulatório global para redução de emissões no setor.
Safrinha ganha protagonismo no agro brasileiro
O milho de segunda safra, base do etanol aprovado, já representa cerca de 80% da produção total do grão no Brasil. Cultivado após a colheita da soja, o sistema fortalece a eficiência produtiva e amplia a oferta de matéria-prima para biocombustíveis.
Esse modelo consolida o Brasil como líder não apenas na produção agrícola, mas também na transformação de grãos em energia limpa.
Novos biocombustíveis no radar
Além do etanol de milho, o Brasil busca ampliar sua presença no setor marítimo com outras alternativas renováveis. Estão em análise propostas para aprovação do etanol de cana-de-açúcar e do biodiesel para uso em navios.
A diversificação pode fortalecer ainda mais a posição do país como fornecedor global de energia sustentável.
Transporte marítimo e pressão por descarbonização
O setor de transporte marítimo é responsável por cerca de 2% a 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo estudo da própria IMO. Se fosse um país, estaria entre os maiores emissores do mundo.
A pressão por redução dessas emissões vem crescendo, impulsionando mudanças estruturais na matriz energética do setor.
Marco global deve acelerar transição energética
O plano de neutralidade de carbono da IMO, aprovado em abril de 2025, prevê a criação de regras com penalidades e incentivos para estimular a adoção de combustíveis mais limpos. A implementação formal foi adiada para dezembro de 2026, após discussões internacionais.
A expectativa é que esse marco regulatório acelere a substituição do petróleo no transporte marítimo, abrindo espaço para biocombustíveis como o etanol brasileiro.
Impactos para o agronegócio
A decisão da IMO representa uma nova fronteira de demanda para o agronegócio brasileiro, especialmente para a cadeia do milho. A possibilidade de uso no transporte marítimo amplia o mercado potencial e agrega valor ao produto.
Além disso, reforça o papel do Brasil como protagonista na agenda global de sustentabilidade, unindo produção agrícola e energia renovável.
Resumo: a aprovação do etanol de milho brasileiro pela IMO marca um avanço estratégico para o país no mercado internacional, criando novas oportunidades para o agronegócio e consolidando o Brasil como referência em biocombustíveis de baixo carbono.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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PIB do agronegócio cresce 12,2% em 2025 e atinge R$ 3,2 trilhões, com forte avanço da pecuária
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou crescimento expressivo de 12,20% em 2025, alcançando R$ 3,20 trilhões e ampliando sua participação para 25,13% da economia nacional. O desempenho foi fortemente impulsionado pelo avanço da pecuária, que liderou a expansão ao longo do ano.
Os dados são do Cepea, da Esalq/USP, em parceria com a CNA.
Quarto trimestre sinaliza desaceleração
Apesar do resultado robusto no acumulado do ano, o quarto trimestre de 2025 apresentou retração de 1,11% em relação ao trimestre anterior, refletindo a perda de fôlego dos preços no setor.
A queda foi generalizada entre os segmentos do agronegócio:
- Insumos: -2,32%
- Segmento primário: -0,92%
- Agroindústrias: -1,48%
- Agrosserviços: -0,86%
Segundo o Cepea, esse movimento já era esperado, considerando que o forte crescimento observado anteriormente foi impulsionado pela valorização dos preços iniciada no segundo semestre de 2024, que perdeu intensidade ao longo de 2025.
Pecuária lidera crescimento do agro
O grande destaque do ano foi o ramo pecuário, que registrou expansão de 32,55%, enquanto o ramo agrícola avançou 3,40%.
No quarto trimestre, a diferença de desempenho entre os ramos ficou evidente:
- Agricultura: retração de 2,43%
- Pecuária: crescimento de 1,81%
A pecuária foi sustentada principalmente pelo aumento dos preços e pelo maior volume de produção, além do desempenho positivo das exportações.
Produção e preços cresceram juntos — cenário incomum
Um dos pontos mais relevantes de 2025 foi a combinação de alta nos preços com crescimento da produção, o que não é comum no setor.
O chamado PIB-volume, que mede o avanço da produção, cresceu 6,76% no período, indicando expansão consistente da atividade. Historicamente, anos de forte produção costumam ser acompanhados por queda nos preços — o que não ocorreu desta vez.
Esse cenário contribuiu para que 2025 registrasse o segundo maior crescimento da série histórica do PIB do agronegócio.
Desempenho por segmentos
Insumos
O segmento cresceu 5,37% no ano, puxado pelos insumos agrícolas (+12,51%), com destaque para fertilizantes, defensivos e máquinas. Já os insumos pecuários recuaram 11,67%, impactados pela queda nos preços das rações.
Segmento primário
Apresentou forte expansão de 17,06%, com altas tanto na agricultura (+13,09%) quanto na pecuária (+24,16%). O resultado reflete o aumento da produção e, no caso da pecuária, preços mais elevados.
Agroindústria
Cresceu 5,60%, mas com forte contraste interno:
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- Base agrícola: -3,33%
- Base pecuária: +36,54%
A indústria pecuária foi impulsionada por preços elevados e exportações aquecidas.
Agrosserviços
Registraram alta de 13,76%, com avanço modesto na base agrícola (+1,13%) e crescimento expressivo na base pecuária (+41,59%), refletindo o dinamismo da cadeia produtiva.
Participação do agro na economia aumenta
Com o resultado de 2025, o agronegócio ampliou sua relevância na economia brasileira, passando de 22,9% do PIB em 2024 para 25,13% em 2025.
Do total gerado:
- R$ 2,06 trilhões vieram do ramo agrícola
- R$ 1,14 trilhão foram gerados pela pecuária
Perspectiva: preços ainda são fator-chave
Apesar do crescimento expressivo, o desempenho do agronegócio segue altamente dependente do comportamento dos preços. A desaceleração observada no fim de 2025 indica que o setor pode enfrentar um ritmo mais moderado à frente, especialmente se houver pressão sobre as cotações.
Ainda assim, a combinação entre produção elevada, demanda consistente e protagonismo da pecuária mantém o agro como um dos principais motores da economia brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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