AGRONEGOCIOS
Etanol inicia março com alta de preços em São Paulo impulsionada pela demanda
AGRONEGOCIOS
Os preços do etanol hidratado e do etanol anidro voltaram a registrar alta no início de março no mercado spot do estado de São Paulo, interrompendo uma sequência de quase um mês de recuos. O movimento de recuperação foi impulsionado principalmente pelo aumento da demanda, que elevou o volume de negociações no período.
De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o mercado apresentou maior dinamismo entre os dias 2 e 6 de março, com crescimento nas vendas de etanol hidratado por parte das usinas.
Demanda mais aquecida aumenta volume de negócios
A retomada das negociações ocorre após um fevereiro marcado por baixa liquidez. Segundo os pesquisadores do Cepea, o volume de etanol comercializado pelas usinas no mês passado foi o menor registrado desde julho de 2025.
Com a necessidade de recomposição de estoques por parte de distribuidoras e outros compradores, o mercado apresentou maior movimentação no início de março, favorecendo a recuperação das cotações no mercado spot paulista.
Compradores aguardam possível queda com chegada da nova safra
Mesmo com a alta recente, parte dos compradores ainda demonstra resistência aos preços mais elevados. Alguns agentes seguem cautelosos e aguardam possíveis recuos nas cotações nas próximas semanas.
A expectativa está relacionada à entrada gradual do etanol da safra 2026/27, que deve ampliar a oferta e pode exercer pressão sobre os preços no curto prazo.
Estoques menores e petróleo em alta mantêm vendedores atentos
Do lado das usinas, o mercado também é acompanhado com cautela. Pesquisadores do Cepea destacam que os vendedores observam atentamente o atual nível de estoques, considerado mais reduzido neste momento da entressafra.
Outro fator que influencia o cenário é a valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio. A alta do barril pode aumentar a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis, contribuindo para sustentar os preços do biocombustível.
Cenário econômico segue no radar do setor
O ambiente macroeconômico também continua no radar dos agentes do setor sucroenergético. De acordo com projeções divulgadas no Boletim Focus, do Banco Central do Brasil, o mercado financeiro mantém expectativas de inflação próxima de 3,9% para 2026, enquanto a taxa básica de juros, a Selic, deve permanecer em patamar elevado ao longo do período.
Esses indicadores influenciam diretamente o consumo de combustíveis, os custos de financiamento e o ritmo de investimentos no setor sucroenergético brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos
A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).
O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.
Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.
No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.
A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.
Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.
Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.
Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.
A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.
Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.
O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.
Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.
Serviço
VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)
Fonte: Pensar Agro



